Síndrome de Stevens-Johnson

Por ser considerada uma raridade, com incidência avaliada entre um a três casos para cada milhão de habitantes, a síndrome de Stevens-Johnson ainda é praticamente desconhecida do público em geral. É pertinente tratar do assunto, no entanto, uma vez que ela pode acometer qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero ou grupo social. Mais importante que isso, é crucial tocar no assunto, pois sua principal causa pode ser facilmente evitada.

O que é

A síndrome foi descrita pela primeira vez em 1922, quando os pediatras americanos Albert Mason Stevens e Frank Chambliss Johnson relataram os casos de dois meninos de sete e oito anos de idade apresentando um quadro de “erupção extraordinária generalizada, com febre constante, mucosa bucal inflamada e conjuntivite purulenta severa”. No entanto, muitos anos se passaram até que os sintomas fossem relacionados à aplicação de medicamentos. A rigor, apenas em 1983, a doença foi efetivamente reconhecida e identificada.

A imensa maioria dos casos é decorrente de intoxicação provocava por reação alérgica a medicamentos, a excesso de dosagem ou validade vencida. Nestes casos, portanto, a prevenção é bastante simples e importantíssima, posto que os danos à epiderme e às mucosas são potencialmente fatais. A síndrome, no entanto, também pode ser adquirida em decorrência de pneumonia por micoplasma, numa variação mais difícil de ser prevenida. Felizmente, neste caso, os sintomas são menos agressivos, e o tratamento mais simples e rápido.

Visualmente, o paciente que desenvolve a síndrome assemelha-se bastante a alguém que tenha sofrido queimaduras de 3º grau, chegando a apresentar necrose e perda de pele. Aos primeiros sinais de qualquer sintoma parecido, um médico deve ser consultado imediatamente, e alertado sobre a carga de medicação que vem sendo utilizada.

Como prevenir

Basicamente, a prevenção da síndrome de Stevens-Johnson passa pelo abandono do perigoso hábito da automedicação. Mesmo remédios considerados inofensivos e de uso comum entre a população podem levar ao desenvolvimento da síndrome, de forma que um médico deve ser sempre consultado. Além disso, é importante que se conheça o histórico familiar de alergias, antes que qualquer tratamento medicamentoso mais intenso venha a ser iniciado.

Por fim, há que se observar cuidadosamente as posologias receitadas e a validade de todo medicamento consumido.

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