Inteligência emocional: foco e concentração

Em meio a um turbilhão de estímulos, num mundo mediado pela Internet e novas tecnologias, nunca se falou tanto em inteligência emocional. Hoje, mais do que nunca, não basta ter “QI”, um bom currículo e raciocínio rápido, mas, sobretudo, equilíbrio, disciplina e foco.

Contudo, alcançar inteligência emocional não é tarefa fácil, visto que demanda tempo, paciência e muita determinação. É preciso uma autorreflexão constante, indispensável para quem busca, de fato, conhecer a si mesmo.

Muitos livros e vídeos, por exemplo, propõem-se a ensinar truques e técnicas que ajudariam os indivíduos a ser mais focados. O best-seller “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman, é um deles, e vale muito a pena ser lido.

Segundo o autor, o foco em si mesmo é o mais relevante, visto que o autoconhecimento é o caminho para conseguir o controle emocional. Aquele que não conhece os próprios sentimentos e emoções dificilmente conseguirá compreender outrem. Segundo pesquisas, crianças que demonstram autocontrole na infância têm mais chances de se tornarem adultos bem resolvidos e felizes. 

Goleman fornece algumas dicas importantes:

- Preste atenção em suas emoções: aprenda a definir os próprios sentimentos;

-Pense a respeito: além de sentir, é preciso pensar, refletir sobre as emoções e sentimentos, e questioná-las;

- Foco na respiração: inspire e expire, para conseguir refletir com tranquilidade. Exercícios de respiração abdominal ajudam a esvaziar a mente, auxiliando na concentração.

Técnicas de meditação, como a shamata (http://meditacaoshamata.blogspot.com.br/), ajudam a pessoa a alcançar o autoconhecimento e, respectivamente, o autocontrole e o foco. Experimente!

Alimentos que combatem a depressão e melhoram o humor

Um dos sinais indicativos de depressão é a mudança drástica dos hábitos alimentares. Enquanto algumas pessoas perdem totalmente o apetite, outras passam a comer em excesso. Alimentos nutritivos são necessários para que o corpo combata doenças, e alguns deles ajudam a amenizar os sintomas da depressão. Ingerir alimentos adequados pode ajudar a estabilizar o humor e a manter a energia necessária para dar a volta por cima. Confira:

Carboidratos: Alimentos como massas, pães, grãos, cereais, frutas e sucos permitem que o aminoácido triptofano penetre no cérebro, onde participa da produção de serotonina.

Todos os pães da Pinheirense são integrais, artesanais e isentos de conservantes.

Obtenha mais vitamina B: As vitaminas B6 e B12 e o ácido fólico podem ajudar a tratar certas formas de depressão. Já está provado que a vitamina B6 proporciona algum alívio às mulheres que sofrem da depressão relacionada à tensão pré-menstrual (TPM). Em parte, isso se deve ao papel da vitamina B6 em auxiliar na conversão do triptofano em serotonina no cérebro. Fontes de vitamina B6 são carne, peixes, aves, grãos integrais, banana e batata.

Algumas pesquisas revelaram que muitos depressivos apresentam deficiência de ácido fólico e de vitamina B12. O ácido fólico é encontrado em verduras, laranja, sucos, lentilha, milho, aspargo, ervilha, nozes e sementes. A vitamina B12 está presente em alimentos de origem animal e bebidas derivadas da soja e do arroz.

Triptofano: Este aminoácido é necessário para a produção de serotonina, o neurotransmissor relacionado ao humor. Pesquisas indicam que o triptofano ajuda na indução do sono e no tratamento de certos tipos de depressão. Além do peru e de produtos de origem animal, boas quantidades de triptofano são encontradas em amêndoas, sementes de abóbora e agrião.

Mantenha a mente saudável

Caso você pense que fadiga mental, esquecimento e doenças de Alzheimer são inevitáveis, a ciência do envelhecimento tem novidades: ao exercitar a mente de forma produtiva, é possível diminuir o risco de declínio mental. E não é necessário um sofisticado programa de computador ou coisa do tipo. A saída é a “calistenia cerebral” simples (um cientista a chama de neuróbica – aeróbica para as células cerebrais), que envolve novas maneiras de fazer as tarefas do dia a dia.

Essa ideia provém de uma notável descoberta. Em necropsias de 137 residentes de asilos cujo estado mental havia sido avaliado durante a vida, descobriu-se que dez deles possuíam as clássicas alterações cerebrais da doença de Alzheimer, apesar de terem apresentado poucos sinais desse mal durante a vida – seus desempenhos mentais foram tão bons quanto os de residentes cujos cérebros não apresentaram alterações após a morte.

Os cientistas encontraram uma explicação possível: o cérebro desses pacientes pesava mais e tinha mais neurônios do que o de residentes da mesma idade sem as alterações cerebrais da doença de Alzheimer. Outra razão possível: as pessoas tinham uma “reserva cognitiva” maior – uma “poupança” de vias extras que lhes permitia contrabalançar as mudanças e funcionar bem por mais tempo. Desde então, estudos sugerem que até 20% das pessoas que não tinham sinais de Alzheimer apresentavam na necropsia alterações cerebrais características da doença.

Neurocientistas também descobriram que quem usa o cérebro com mais frequência parece ter essas reservas salvadoras. E eles acreditam que exercitar o cérebro de modo parecido com que exercitamos os músculos durante os exercícios pode torná-lo mais forte e flexível.

Quando esquerda é direita

Que tal tornar-se canhoto por um dia? – ou, se já o for, escreva e coma com a mão direita. Estudiosos afirmam que trocar as mãos ativa uma grande rede de conexões de células cerebrais, circuitos e regiões que, em geral, não são usadas.

Existem outras maneiras benéficas e instantâneas de estimular mais conexões cerebrais. Confira:

-Tente dizer o nome de todos da sua família de trás para a frente;

-Da mesma forma, leia uma frase inteira de um jornal ou livro de trás para a frente;

-Multiplique números de cabeça. Comece com números de dois dígitos multiplicados por números de um dígito (por exemplo, 82 x 7) e depois passe para dois dígitos;

-Tente contar de forma desafiadora. Por exemplo: conte até 390 de 13 em 13.

Para alguns, pode parecer bobo, mas não é! Desafios e mudanças nos padrões de pensamento ajudam a reforçar as ligações cerebrais e construir novas redes.

Você está estressado(a)?

Geralmente, o estresse é associado à tensão ou ao esgotamento emocional. Contudo, no meio médico, o estresse é definido como qualquer problema ou situação que exerça tensão indevida ao corpo.

O que representa um estresse insuportável para uma determinada pessoa, pode significar o inverso para outra. Mas, em ambos os casos, o fator desencadeante do estresse pode acionar o sistema automático de resposta do corpo. Assim, criam-se as condições de baixa de imunidade ou aumento da vulnerabilidade para doenças, desde resfriados comuns a infartos e câncer.

Como o estresse pode causar diferentes sintomas, tanto físicos quanto mentais, não costuma ser tarefa fácil determinar a verdadeira raiz de muitos problemas. A seguir, listamos as manifestações mais habituais do estresse. Fique alerta!

Sintomas físicos:  

Palpitação, falta de ar, dores no peito e outros sinais de doença cardíaca (que devem ser examinados);

Respiração acelerada e fora do comum, vertigem ou leve tontura;

Sensações de formigamento nas mãos e/ou pés;

Dores crônicas ou recorrentes nas costas ou no pescoço;

Frequentes dores de cabeça;

Diarreia ou prisão de ventre;

Azia e outros tipos de problemas digestivos.

Sintomas psicológicos:

Dificuldade de se concentrar e de tomar decisões;

Insônia;

Fadiga crônica, mesmo após descanso adequado;

Ansiedade prolongada;

Alteração de apetite e aumento de consumo de álcool, nicotina ou outras drogas;

Dificuldades de lidar com problemas, mesmo que pequenos;

Dificuldades em se divertir.