Melatonina: hormônio do sono

Diversas pessoas sofrem com a insônia e suas consequências. Em meio a tantos medicamentos e técnicas que prometem resolver o problema, encontramos os suplementos de melatonina. Uma das funções deste hormônio, produzido naturalmente por diversos animais e plantas, é a indução ao sono. Sua ação e eficácia fizeram com que indústrias farmacêuticas lançassem sua versão sintética, amplamente vendida como suplemento em outros países, como Estados Unidos e Europa.

Mas você deve estar se perguntando: “Se meu corpo produz naturalmente este hormônio, por que preciso me preocupar com isso?” Bem, devido a fatores como a idade avançada, o estresse, a ansiedade, dentre outros, algumas pessoas têm a produção da melatonina comprometida.

As doses indicadas de melatonina variam de 1 mg a 3 mg por dia, mas somente o médico estará apto, para indicar corretamente a dose necessária para cada caso. Por se tratar de um hormônio natural, a melatonina não induz à dependência e nem perde o efeito após uso prolongado. 

O uso excessivo ou irregular do medicamento causa dor de cabeça, náuseas e mal estar, sendo que é melhor respeitar a dose correta do que desenvolver outros sintomas que não devem existir com a medicação correta.

É normal, entretanto, algum desconforto inicial nos primeiros dias, que não devem persistir durante o uso prolongado, e precisam ser comunicados ao médico em casos de efeitos colaterais indesejados.

Além do benefício em casos de insônias e problemas de sono, sua ação antioxidante ajuda na recuperação de neurônios que foram afetados com a Doença de Alzheimer e acidentes vasculares cerebrais. A melatonina também auxilia o sistema imunológico, prevenindo doenças, como o câncer, e evitando a perda de memória. 

Luzes acesas diminuem o efeito da melatonina – tanto  a natural, como  a consumida através de suplemento. Assim, deve-se ingerir as cápsulas de melatonina e apagar as luzes, de forma que seu organismo possa relaxar e aproveitar ao máximo os efeitos desse hormônio. O mesmo vale para luzes de computadores, celular , televisões, etc.

Ronco: muito mais que um mero incômodo

Estatísticas sugerem que 45% das pessoas roncam ao menos ocasionalmente, ao passo que uma a cada quatro adultos são roncadores habituais – a maioria homens, com algum nível de sobrepeso. Trata-se, portanto, de um tema bastante relevante, especialmente quando se tem em vista que boa parte destes roncadores crônicos sofre também de apneia do sono, tornando este um problema potencialmente letal.

Ocorre, no entanto, que o ronco é um sintoma não específico, que pode estar vinculado a um sem-número de causas, tais como idade, sobrepeso, formato e posição da mandíbula, tabagismo, consumo de álcool, menopausa e até mesmo a posição em que se dorme. Cada uma destas causas está atrelada a problemas das mais diferentes gravidades, que podem variar desde apenas um incômodo noturno, de influência decisiva para muitas crises conjugais, até o próprio risco de morte por conta de repetidas paradas respiratórias.

Desnecessário dizer, portanto, que cada caso pede um tratamento específico. Deste modo, é crucial que o roncador tenha seu caso acompanhado regularmente por um otorrinolaringologista, de forma que seja identificada e tratada a causa correta do seu problema.

Interesses comerciais e as “soluções milagrosas”

Um dos maiores riscos em relação ao problema do ronco é que, justamente por afetar e incomodar parcela tão significativa da população economicamente ativa, ele possui um potencial mercadológico bilionário. Não é de se admirar, portanto, que somente nos EUA existam mais de 300 patentes registradas de produtos que prometem eliminar o problema de maneira simples e instantânea. Da mesma forma, não chega a surpreender que na internet seja possível encontrar tantos sites recheados de matérias de teor publicitário, motivadas por razões financeiras.

Numa navegação rápida é fácil encontrar “soluções” que vão desde o uso de um anel especial a uma espécie de touca que se estende até o queixo e mantém a boca fechada durante o sono. Ainda que alguns destes produtos possam ser recomendados para casos específicos, sempre sob orientação especializada, a imensa maioria deles flutua entre os que simplesmente mascaram o sintoma sem atacarem a causa, os que não causam efeito algum e outros que podem até piorar a situação ou gerar novos problemas.

De modo simples, quando tantas causas estão ligadas a um mesmo sintoma, apenas a avaliação médica poderá identificar o tratamento mais adequado.

Hábitos recomendáveis

Existem, no entanto, hábitos saudáveis e sem contraindicações, que exercem impacto positivo na prevenção de diversas das causas do ronco. Entre eles estão a adoção de diferentes posições ao dormir, especialmente evitando ficar com a barriga virada para cima; o controle do peso corporal; a manutenção de uma rotina de exercícios orientados por profissional da área; a redução do tabagismo e do consumo de álcool; a preferência por refeições mais leves antes de dormir e o tratamento rápido de quaisquer inflamações nas vias aéreas, tão logo sejam diagnosticadas.

Sempre reforçando que, para além da adoção de hábitos mais saudáveis, o acompanhamento profissional continua sendo a única forma segura e eficaz de tratar as causas individuais do problema.

Relaxe para dormir bem

A insônia transformou-se em um dos grandes males do mundo contemporâneo. Para muitos, as tensões e pressões que caracterizam o dia não terminam quando o sol se põe, dando origem a um clima de desassossego durante a noite.

Nem um corpo tenso, e tampouco uma mente conturbada, hão de se render à autossugestão, ou mesmo a uma ordem de dormir, simplesmente porque chegou a hora de fazê-lo, pois as angústias e sofrimentos físicos desconhecem relógios ou horários.

Exercício de relaxamento total

Deite-se de costas no chão com os braços comodamente estendidos junto ao corpo. Afaste, um pouquinho, um pé do outro e relaxe-os. Em seguida, inspire e expire fundo diversas vezes, bem devagar. À medida que cada parte do corpo for mencionada, deixe-a descontrair-se. Não se precipite em momento algum. Concentre-se nas palavras conforme forem sendo ditas em voz alta, e obedeça-as.

Feche os olhos e relaxe o corpo, a partir dos dedos dos pés. Tente relaxar todo o rosto. Espere que os dedos dos pés se descontraiam. Permita que os pés se separem e encontrem uma posição confortável. Relaxe os tornozelos. Relaxe a barriga das pernas. Relaxe os joelhos. Relaxe as coxas. Relaxe os quadris. Relaxe a cintura. Relaxe o tórax.

Relaxe os ombros. Permita que os braços se descontraiam. Relaxe os cotovelos. Relaxe os pulsos. Deixe as mãos se relaxarem. Separe os dedos e relaxe-os. Relaxe as costas. Relaxe o pescoço. Relaxe a cabeça. Liberte o couro cabeludo e deixe-o relaxar. Relaxe a testa. Relaxe os olhos. Relaxe o nariz. Relaxe as bochechas.

Descerre ligeiramente os lábios e relaxe-os. Deixe o queixo relaxado. Deixe o corpo inteiro afundar-se no chão.

Deixe de lado todas as suas preocupações. Esqueça-se daquilo que você precisa fazer e daquilo que deseja fazer. Esses planos não fazem parte de você neste momento. Você está livre de todas as inquietações e ansiedades. Pense apenas na profunda paz e no relaxamento que está sentindo agora.

Devaneie desse modo durante alguns minutos. Então, espreguice o corpo inteiro, bem devagar. Depois, ainda sem se apressar, sente-se.

Esse exercício de relaxamento total prepara tanto o corpo quanto a mente para o sono.