DPCO e tabagismo

A doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC, é a obstrução da passagem do ar pelos pulmões provocada geralmente pela fumaça do cigarro ou de outros compostos nocivos, como a poluição e substâncias químicas. A doença se instala, depois que há um quadro persistente de bronquite ou enfisema pulmonar. O primeiro causa um estado permanente de inflamação nos pulmões, enquanto o segundo destrói os alvéolos, estruturas que promovem trocas gasosas no órgão.

O quadro é perigoso porque, além do potencial para interromper a respiração de vez, diminui a circulação de oxigênio no sangue e dispara substâncias inflamatórias pelo corpo todo. O risco de infarto e AVC dobra. Os portadores podem ainda sofrer com fraqueza muscular, raciocínio prejudicado e até ficarem mais sujeitos à depressão.

Prevenção

Pare de fumar: os cigarros são, sem dúvida, a principal causa da DPOC.

Siga a dieta mediterrânea: essa abordagem alimentar, com ênfase em frutas, hortaliças, óleos saudáveis, peixes e grãos integrais, pode reduzir em 25% as chances de você ter DPOC.

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Mexa-se: a atividade física, em especial exercícios aeróbicos, como caminhar, pedalar e nadar, contribui para que os pulmões se tornem mais eficientes ao fornecer ao corpo o oxigênio necessário. Se você perde o fôlego com facilidade, está na hora de exercitar-se.

Respire de modo saudável: aprenda a respirar de forma mais profunda e menos frequente, usando principalmente o diafragma. Inspire pelo nariz, lenta e completamente. Grande parte do movimento deve vir do abdome; se apenas o tórax se mexer, a respiração está superficial demais. A expiração deve demorar o dobro do tempo da inspiração, e quanto mais você esvaziar os pulmões com expirações fortes, mais saudáveis e completas serão suas inspirações. A respiração profunda não só melhora o funcionamento do pulmão como também pode baixar a pressão arterial e promover o relaxamento, mesmo em tempos de estresse.

Poluição Sonora: perturbar o sossego alheio é contravenção penal

“Todos têm o direito de fazer ou não fazer, em sua casa, o que bem entender desde que não cause nenhuma intranquilidade ou dano ao seu vizinho”. Tal preceito é ratificado pelo artigo 42 do Decreto-Lei Nº 3.688/41, que almeja proteger a paz de espírito, a tranquilidade e o sossego dos cidadãos.

A poluição sonora constitui grave infração dos deveres de vizinhança. Perturbar o sossego alheio (mediante gritaria, algazarra, abuso de instrumentos musicais, sinais acústicos etc) é contravenção penal, passível de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.

O assunto costuma gerar muita polêmica e discussão, principalmente, porque a tolerância e limites de cada indivíduo são bem diferentes. Para alguns, o canto dos pássaros é uma melodia agradável aos ouvidos, enquanto que para outros, trata-se de um infortúnio. O latido de cães no meio da madrugada ou, ainda, durante o dia, pode incomodar a alguns e a outros, não. Aquele vizinho prodígio na bateria que tanto orgulha a família transforma-se em um verdadeiro transtorno àqueles que desejam o silêncio e necessitam concentrar-se em alguma tarefa. E aquele casal mais afoito, animado, que, com seus gritos e suspiros, acaba trazendo constrangimentos a uma família inteira, no meio de um jantar? Ah, há ainda aquela vizinha que não se cansa de ouvir, em alto e bom som, dia após dia, à trilha sonora da novela das nove… Os exemplos são infinitos, assim como as dúvidas perante o assunto.

Segundo André Luis Santos, Comandante da Guarda Municipal e Subsecretário da Secretaria Municipal de Ordem Urbana de Nova Friburgo, o bom senso é fundamental para se evitar transtornos com os vizinhos e maiores problemas com a Justiça.

“É impedido por lei perturbar o sossego de quem quer que seja. Quando a pessoa sente o seu sossego perturbado, em qualquer horário, pode recorrer ao auxílio legal. Ao contrário do que muita gente pensa, não se pode fazer o barulho que quiser até as 22h. E qual é o recurso de acesso legal? É o acionamento da Polícia Militar e a reclamação em juízo. Se existe uma contravenção penal em curso, seja dentro de um estabelecimento privado ou em vias públicas, o policial militar tem a obrigação de atender a ocorrência”, esclarece André Luis.

André Luis Santos, Comandante da Guarda Municipal, com o Coronel Hudson de Aguiar Miranda.

A advogada Denise Quintanilha explica que a preservação do sossego, da saúde e do trabalho tem que ser respeitada 24 horas.  O som não pode ultrapassar os decibéis que prejudicam a saúde e nem perturbar o trabalho de quem quer que seja.

“Os locais de eventos para festas, shows e outros precisam de autorização do Corpo de Bombeiros e vedação acústica para não vazar o som. Contudo, existem na Lei algumas exceções: sinos de igrejas ou templos, instrumentos litúrgicos utilizados no exercício de culto ou cerimônia religiosa, sirenes de bombeiros e ambulâncias, equipamentos de construções e demolições podem ser utilizados das 7h às 22h. O cidadão, ao ser incomodado com barulhos ocorridos dentro de condomínios, deve recorrer ao estatuto interno, o qual provavelmente dispõe sobre o assunto, ou seja, buscar o auxílio do síndico, para que as medidas cabíveis sejam tomadas. No caso dos ruídos, barulhos ocorridos na rua, é preciso observar se estes sons estão dentro das “permissões” estabelecidas na Lei e sendo após o horário permitido, o auxílio policial deve ser solicitado”, diz a advogada.

"A preservação do sossego, da saúde e do trabalho tem que ser respeitada 24 horas. O som não pode ultrapassar os decibéis que prejudicam a saúde e nem perturbar o trabalho de quem quer que seja", explica Denise.

Ao receber uma denúncia de perturbação do trabalho ou sossego alheio, a Polícia Militar deve comparecer ao local com uma guarnição, para verificação da denúncia. Sendo constatado o fato, é necessário o preenchimento de um formulário próprio. No caso de um local de eventos, como casa de festa e shows, por exemplo, havendo reincidência de desrespeito à Lei, a autoridade policial pode efetuar apreensão ou realizar a interdição da fonte produtora do ruído.

“Quando há a solicitação do auxílio da autoridade policial e esta se nega a agir, pode-se informar o evento à Corregedoria Geral da Polícia Unificada do Estado do Rio de Janeiro, pela internet, e-mail, ou ainda através de denúncia direta no batalhão”, esclarece Denise. O telefone 190 foi criado para servir a toda a comunidade em situações de emergência.