Pão e Circo (Panis et Circenses)

Nutrição e entretenimento são duas necessidades humanas que sempre andaram juntas – de fato, alguém poderia dizer que uma alimenta o corpo e a outra a alma. Sob este aspecto, a citação mais famosa – e provavelmente a mais antiga – a relacioná-las é atribuída ao filósofo romano Juvenal, na 10ª das Sátiras que este escreveu no século I depois de Cristo.

Nela, o poeta critica a alienação da sociedade e afirma: “Sobre os romanos, que antes eram tão poderosos, tornaram-se escravos de prazeres corruptores e só precisam de pão e circo”.

A rigor, a política populista de distração através do Coliseu, onde o pão era distribuído gratuitamente, ficaria conhecida na História justamente como “política do Pão e Circo”, e haveria de revelar-se extremamente sufocante para a economia do Império.

Evidente que “pão”, nesta conjuntura, deve ser entendido não apenas como o alimento em si, mas de uma forma mais ampla, como o Estado provendo o sustento básico da população. E circo, obviamente, refere-se a todo tipo de diversão e distração, numa época em que mais de 180 dias ao longo do ano eram dedicados a este tipo de finalidade.

Espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, pão era distribuído gratuitamente.

Ainda que este exemplo nos remeta a uma administração distorcida destas carências populacionais, ele não deixa de ser bastante legítimo ao expressar a sede do homem para necessidades outras, que vão muito além do fisiologismo. Afinal, como disseram os Titãs, “A gente não quer só comida; a gente quer comida, diversão e arte”.

Entendendo que cultura e entretenimento são necessidades humanas tão básicas quanto a própria alimentação, uma vez que “nem só de pão vive o homem”, o blog da Pinheirense pretende dedicar diversas postagens a questões culturais, na seção Panis et Circenses.

Desde já, dicas culturais e sugestões dos leitores são muito bem-vindas.

Theatro Municipal de SP apresenta “Macbeth”, de Giuseppe Verdi

A relação entre o Theatro Municipal de São Paulo e as tragédias shakespearianas remonta à sua inauguração, em 1911. Naquele mês de setembro, a nova casa lírica da cidade abria suas portas com a montagem da ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, que seria encenada pela companhia italiana do célebre barítono Titta Ruffo.


Assim como “Hamlet”, outras peças do autor inglês ganharam versão operística, entre elas, a aguardada estreia do Municipal deste mês – “Macbeth”- de Giuseppe Verdi, que chega a São Paulo em versão inédita pelas mãos do encenador Robert Wilson. A partir desta sexta, dia 23, o público assiste ao espetáculo realizado em parceria com o Teatro Comunale di Bologna, com cenários, concepção de luz e direção cênica assinados por Wilson. A Orquestra Sinfônica Municipal será regida pelo diretor artístico do Theatro e seu regente-titular, Abel Rocha.

A ópera “Macbeth” foi criada por Verdi com base na peça homônima do inglês William Shakespeare e tem libreto escrito por Francesco Maria Piave. A estreia aconteceu em Florença (Itália), em 1847. Ambientada no Reino da Escócia, a história aborda a ambição pelo poder da esposa do personagem-título, que é capaz de convencer o marido, general Macbeth, a executar o Rei Duncan para assumir seu lugar. Atormentado por uma crise de consciência, o casal enlouquece à medida que é visitado por fantasmas de amigos e opositores que foram assassinados para que seu plano pudesse ser realizado.

Theatro Municipal de São Paulo, Centro. Dias 23, 27 e 29, 20h. Dia 25, 17h. R$ 40 a R$ 100.

5º Festival de Arte para Crianças tem início hoje

De 18 a 21 de outubro, o Governo do Estado de São Paulo promove o 5º Festival de Arte para Crianças, antigo Festival de Teatro Infantil. Neste ano, o evento será realizado em Salto (a 100 km de São Paulo), e apresenta espetáculos de diversas linguagens artísticas, destinados a jovens e crianças. Durante quatro dias, a cidade recebe atrações de teatro, circo, música e dança, de consagradas companhias como Le Plat Du Jour, Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos, Cantavento e Cia. Nóz de Teatro, Dança e Animação. A programação, que também inclui oficinas para o público infantil, é gratuita.

O espetáculo O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, do Grupo 59 de Teatro, abre o Festival nesta quinta (18), às 19h. A peça, inspirada na obra de Jorge Amado, conta a história do amor impossível entre um gato malhado e uma andorinha. No palco, os atores criam um jogo de cena, sem elementos cênicos, transformando a peça em uma grande brincadeira.

O Festival é realizado por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com execução da APAA – Associação Paulista de Amigos da Arte, em parceria com a Prefeitura e Secretaria da Cultura e Turismo do Município de Salto. Os espetáculos são concentrados na Sala Palma de Ouro e arredores.

Programação – Entre os destaques está a Cia. Le Plat Du Jour, umas das maiores companhias de teatro infantil do país, com a peça Chapeuzinho Vermelho. Na montagem, duas palhaças interpretam, com humor, os personagens do clássico da literatura infantil, tudo a partir de um armário cheio de chapéus. A companhia sobe ao palco na sexta (19), às 19h.

Como chegar:
De São Paulo: seguir pela Rodovia Castelo Branco até o km 78. Entrar para a Rodovia dos Bandeirantes. Seguir até o km 46,5 e pegar a saída SP 300 – Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Pegar a entrada do anel viário. No anel viário, pegar o retorno para Salto, até a Rodovia das Convenções. Seguir em frente e virar à direita na Avenida Vicente  Schivitaro e à esquerda na Rua Marechal Deodoro.

PROGRAMAÇÃO:
QUINTA-FEIRA (18/10)

SALA PALMA DE OURO
19h – O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá –
Grupo 59 de Teatro

SEXTA-FEIRA (19/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – Expresso Caracol – Cia dos Pés
14h – As Histórias do Caixão do Zé – Cia Polichinelo de Teatro de Bonecos
19h – Chapeuzinho Vermelho – Cia Le Plat Du Jour

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Circo
Malabarístico – Irmãos Becker

OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Fios no Espaço – Oficina de Sensibilização
16h – Fios no Espaço – Oficina de Sensibilização

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – Medo, medinho, medão – Cia Conto em Cantos

SÁBADO  (20/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – Terremota
14h – Começar e Cutucar – Grupo Dança Aberta
19h – Barco Doido – Catavento

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Embarcado em tecnologia – Faces Ocultas Cia. de Dança
OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Oficina Pin Hole
16h – Oficina Pin Hole

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – Viajando com as histórias – Faz e Conta

DOMINGO (21/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – O pato, a morte e a tulipa – Cia de Feitos
14h – Pop – Cia. Nóz de Teatro, Dança e Animação
19h – Gangorra

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Zabumba – Cia da Tribo

OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Oficina de Máscaras
16h – Oficina de Máscaras

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – No fio das histórias – Cia Conto e Cantos

Museu de Arte Sacra de São Paulo: cursos de extensão em Arte para o 2º semestre

O Museu de Arte Sacra de São Paulo programou para o segundo semestre de 2012 a continuidade do curso de extensão universitária composto por mais três módulos, com temas que dialogam com o universo da instituição.

Coordenado pelo Padre José Arnaldo Juliano dos Santos, o programa é realizado em parceria com a Faculdade de São Bento, que ministra cursos de alto nível em graduação e licenciatura em Filosofia e Teologia, credenciados no Ministério da Educação.

O conteúdo dos módulos foi elaborado tendo em vista profissionais, interessados, estudantes e estudiosos em cultura de maneira ampla, como técnicos em restauração e conservação de patrimônio, museólogos, membros da Igreja responsáveis por patrimônio histórico, técnicos e gestores de museus e memoriais e colecionadores de arte.

O corpo docente desse projeto, que se estenderá e se ampliará em 2013, é formado por renomados profissionais em áreas práticas e teóricas nas quais a extensão é focada, como Prof. Dr. Percival Tirapeli e Prof. Dr. Benedito de Toledo, entre tantos outros. Constam na grade curricular do programa disciplinas como arte, estética, semiótica, filosofia, antropologia, iconografia, restauro e conservação, museologia, arquitetura e urbanismo, teologia, liturgia e música sacra.

Curso de Extensão
Duração de um semestre – Agosto a Dezembro de 2012
Períodos Módulo I (13 de agosto a 02 de dezembro),
Módulo II (14 de agosto a 04 de dezembro)
Módulo III (15 de agosto a 05 de dezembro)
Carga horária: 51 horas
Horários: segunda a quarta, das 19h30 às 22h, sábado das 8h30 às 11h45 e das 13h15 às 16h30.
Local: segunda a quarta, no Museu de Arte Sacra de São Paulo (Avenida Tiradentes, 676, Luz, estação Tiradentes do metrô); sábado, na Sede Administrativa do Museu de Arte Sacra de São Paulo (Rua São Lázaro, 271, Luz, estação Tiradentes do metrô)
Estacionamento gratuito na Rua Jorge Miranda, 43
Custo R$ 600,00 por módulo (à vista) (R$ 690,00 em três parcelas).
Inscrição mfatima@museuartesacra.org.br /  (11) 3227-8116 com Fátima Paulino, até 20 de agosto.

Corpo docente:
Módulo I
Fundamento da Arte e da Arte Sacra – Prof. Dr. Percival Tirapeli
Arte, Arquitetura e Liturgia – Prof. Ms. Gabriel Frade
Introdução: Bens Culturais Patrimoniais – Pe. José Arnando Juliano
Introdução Filosofia à Estética – Prof. Dr. Domingos Zamagna
Música Sacra I – Maestro Ronaldo Santurbano Jr.
Arquitetura e Arte Paleocristã – Prof. Dr. Benedito de Toledo e Prof. Dr. Mario Henrique Simão D’Agostino

Módulo II
Arte: Antropologia Cultura e Ciência da Religião a partir da Cosmovião de Teilhad Chardin – Prof. Marcelo Apontes
Semiótica e Simbologia: Arte nas Religiões – Pe. José Arnando Juliano
Museus na América Latina – Prof. Dr. Percival Tirapeli
Música Sacra II – Maestro Ronaldo Santurbano Jr.
Espaços Litúrgicos Contemporâneos Evolução da Mentalidade Litúrgica – Prof. Ms. Gabriel Frade
Patrimônio, Conservação e Zeladoria – Prof. Antonio Sarasá
Devoção Popular e Arte Religiosa – Profa. Dra. Silveli Maria de Toledo Russo
Arquitetura Barroca e das Ordens Religiosas – Prof. Dr. Benedito de Toledo e Prof. Dr. Mario Henrique Simão D’Agostino

Módulo III
Museologia I – Prof. Beatriz Cruz
Museus e seus conceitos – Prof. Dr. Percival Tirapeli
Mobiliário e Arte Sacra – Profa. Dra. Silveli Maria de Toledo Russo
Arquitetura e Arte Sacra III – Prof. Dr. Benedito de Toledo e Prof. Dr. Mario Henrique Simão D’Agostino
Ritos Litúrgicos (Oriental e outros) – Prof. Ms. Gabriel Frade
Teologia e Arte I: Pressupostos Filosóficos, Literários e Científicos na Arte Sacra – Pe. José Arnando Juliano
Música Sacra III – Maestro Ronaldo Santurbano Jr.
Iconografia I – Prof. Marcelo Apontes

Museu de Arte Sacra de São Paulo 
www.museuartesacra.org.br

Quasar Cia. de Dança interpreta álbum Elis & Tom

Em comemoração aos 60 anos do Teatro João Caetano, inaugurado em 25 de dezembro de 1952, a Quasar Cia. de Dança apresenta, entre 28 de junho e 1º de julho, “Só Tinha de Ser com Você”. A coreografia foi considerada o melhor espetáculo brasileiro de dança, em 2006, pelo jornal O Estado de São Paulo, e mais tarde, em 2008, foi a primeira representante brasileira a integrar o festival de Pina Bausch, na Alemanha.

Criada pelo coreógrafo Henrique Rodovalho, a encenação nasceu como um projeto de estudo e criação de movimentos com os dez bailarinos da companhia mineira, sem acompanhamento de trilha sonora. Para dar a carga emotiva necessária às performances, Rodovalho recorreu a um álbum clássico da música popular brasileira, “Elis & Tom”, gravado há mais de 30 anos.

O título do espetáculo foi retirado de uma das faixas do disco. “Eu fui percebendo que, à medida que a coreografia ia avançando, ficava racional demais. Faltava, de alguma forma, o lado emotivo. Foi quando achei que esse disco deveria ser a trilha do trabalho”, explica o coreógrafo.

O figurino, criado por Cássio Brasil, e o cenário, desenvolvido por Letycia Rossi, são todos brancos, para contrastar com a caixa preta do teatro, e não apresentam indicação de tempo, espaço e sexo. “O cenário tem linhas na frente e no fundo que vão descendo muito lentamente, como se fossem aquela água que vai escorrendo no vidro muito devagar. Pode ser comparado até com a relação de sentimentos que vão emergindo ao longo do espetáculo”, completa o coreógrafo.

Serviço: 
Só Tinha de Ser com VocêTeatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, Zona Sul, São Paulo. Tel. 5573-3774 e 5549-1744. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. De 28 a 1º/7. 5ª a sáb., 21h. Dom., 20h. Grátis (retirar ingresso uma hora antes).

Green Sunset: Duo escocês Optimo é a atração deste sábado

A Green Sunset de maio, que acontece no próximo sábado, 26, no MIS, marca os dois anos da festa – pioneira no Brasil ao reunir, durante o período da tarde, música e arte no mesmo espaço.

A 14ª edição do evento, que vai das 16h às 22h, tem como principal atração o duo escocês Optimo. JD Twitch e JG Wilkes, ambos com mais de 20 anos de experiência como DJs, ficaram conhecidos na última década por suas apresentações memoráveis, demonstrando um espírito desobediente quando se trata de gêneros e restrições musicais.

A dupla cria uma experiência de pista que invade territórios que ultrapassam as fronteiras da música dançante convencional. Cada apresentação é diferente, catalisada pela dinâmica de um público singular – seja num porão quente do submundo da noite, na pista principal de um megaclube ou diante de um palco em um festival ao ar livre –, e tudo o que fazem brota do espírito das pessoas e do calor do momento.

Além de Optimo, apresenta-se o residente DJ Tahira. O grupo Grite Poesias completa a programação com suas intervenções lúdicas junto ao público (veiculando poesias em balões, flores, broches e adesivos). Por conta do evento, não haverá serviço de valet, pois o espaço do estacionamento será utilizado para receber o público. Esta edição conta com o apoio do British Council.

Exposições

Quem adquirir o ingresso da Green Sunset terá acesso gratuito a todas as exposições em cartaz no MIS. Nesta edição, o público poderá conferir o especial “Maio Fotografia no MIS”, que traz mostras de Andy Warhol, André Kertész, Claudio Edinger e Ozualdo Candeias.

Venda de ingressos

Os 1800 ingressos para a 14ª Green Sunset estão à venda, apenas antecipadamente, na bilheteria do MIS, pelo preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Será possível adquirir a entrada na bilheteria até as 14h do dia 26, ou até o esgotamento das mesmas. O público também poderá adquiri-los pelo site: www.ingressorapido.com.br. Neste caso, estará à venda apenas a entrada inteira (a meia deve ser adquirida somente na bilheteria do MIS). Cada pessoa tem direito a comprar cinco ingressos – que não estarão à venda no dia da festa. Na entrada, será preciso apresentar o documento de identidade. A entrada dá direito a um open bar de drinques à base de vodca.

Sobre Optimo

O duo formado por JD Twitch e JG Wilkes é responsável pela festa Optimo (Espacio), que se manteve ativa de novembro de 1997 até abril de 2010, e viu sua noite se transformar no epicentro da cena escocesa durante a residencial semanal no Sub Club, em Glasgow, amplamente considerada uma das mais importantes e seminais festas dos últimos 10 anos (Optimo já foi considerada “Festa do ano” pela revista Mixmag). Dois anos depois de encerrarem sua residência semanal, eles voltaram a fazer a festa juntos em abril, agora a cada dois meses.

Optimo primeiro ganhou reconhecimento internacional com o lançamento da coletânea How to Kill the DJ (part 2), em 2004. Este CD mixado duplo – e a aclamação que se seguiu – catapultou o duo no circuito internacional de casas noturnas e festivais. Nos anos seguintes a este lançamento, Optimo levou seu som ao redor do mundo, a países como Brasil (em 2005, no festival Campari Rock; depois em 2007 e 2011), Japão, Austrália, Croácia, Estados Unidos, Rússia e Alemanha.

Outras coletâneas se seguiram, demonstrando a aptidão do duo para criar mixes que excedem o padrão em técnica e repertório, entre eles Psyche-Out (Eskimo Recordings), 20 Years Underground (Soma), Walkabout (Endless Flight), In Order to Edit (R&S), Sleepwalk (Domino Recordings) e Fabric 52.

Antony Gormley – Corpos Presentes: exposição continua até 15 de julho, no CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil ( CCBB SP) apresenta a exposição Antony Gormley –Corpos Presentes, aberta ao público até 15 de julho. A mostra inédita ocupa os três andares e o subsolo do prédio do CCBB, com o objetivo de traçar um panorama da carreira de Antony Gormley.

A exposição ilustra a diversidade da obra do artista inglês e conta com importantes instalações, além de modelos, maquetes, gravuras, fotografias e vídeos nunca apresentados no Brasil. A intrigante instalação Event Horizon (Horizonte de Eventos) – já montada em Londres e Nova York – reúne no entorno do CCBB 31 esculturas de corpos em tamanho real ocupando espaços públicos.

Mais informações: (11) 3113 3651

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí faz concerto com repertório de obras de compositores britânicos

Com um repertório essencialmente de compositores do norte da Inglaterra, como Philip Sparke, Adan Gorb e Martin Ellerby, a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, corpo artístico da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo de São Paulo, apresenta concerto neste sábado (5), às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 meia entrada. O concerto terá a participação do saxofonista Rafael Migliani, como solista convidado.

Trazer ao Brasil importantes obras internacionais é um dos objetivos da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí. Sendo assim, o regente Dario Sotelo promove no concerto a estreia nacional de três músicas: “Abertura para madeiras”, de Philip Spark, “Meia noite em Bueno Aires”, de Adam Gorb, e “Evocações”, de Martin Ellerby. “Philip Sparke compôs essa obra somente para a seção de madeiras.

Com duas partes, ela inicia lenta e sonora, para logo em seguida assumir um caráter alegre, ressaltando algumas das principais características dos instrumentos de madeiras, a agilidade e vivacidade”, explica o maestro Sotelo.

“O solista Rafael Migliani, pertence a segunda geração de saxofonistas brasileiros formados após a vinda de Dale Underwood. Ele mostra na música de Spark todo o seu virtuosismo.. Obra empolgante, obra lírica e emocionante”, diz Sotelo.

“Meia noite em Buenos Aires” é um tango argentino, em que o compositor Gorb mostra sua visão e reflexão musical. Segundo o maestro Sotelo, a melodia é exposta com os trompetes e acompanhamento rítmico de orquestrações diversas. “Volta às ideias iniciais para logo em seguida terminar a obra em grande surpresa rápida e brilhante”. Gorb é um dos professores do Conservatório Real do norte da Inglaterra, em Manchester, bastante conhecido por sua obra “Metropoles”.

A terceira obra a ser executada pela Banda Sinfônica é a “Sinfonia nº 1”, do compositor brasileiro Edmundo Villani-Côrtes.  Foi resultado de uma encomenda do Conservatório de Tatuí, em 1997. A primeira audição da música aconteceu no mesmo ano. A Sinfonia de Villani tornou-se uma das principais obras sinfônicas do repertório brasileiro original para sopros e percussão sinfônicos. “Pode-se afirmar essa obra, em sua totalidade, reflete as visões musicais de Villani-Côrtes, estruturada de forma brilhante e virtuosa para banda. Respeitando forma tradicional da sinfonia clássica, Villani a transforma em um grande espelho e resumo de sua música”, explica Sotelo.

Encerrando o quarto concerto da temporada comemorativa dos 20 anos da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a obra “Evocações”, de Martin Ellerby. A música traz imagens de alegorias do carnaval dos arlequins, a morte de Don Quixote e todos os ideais do personagem de Crevantes. “A obra nos leva a sonhar, deixando para que cada um termine com o título e finalizando com uma caçada real, seu frenesi e brutalidade, tudo isso refletido nos cantos dos músicos ao final da obra. Esta será também a primeira execução nacional”, finaliza Sotelo.

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Dia 5 de maio, às 20h30,
Teatro Procópio Ferreira
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (estudantes, idosos e aposentados)
Mais informações:             (15) 3205 8444

MLP recebe a exposição “Jorge Amado e Universal”: Um olhar inusitado sobre o homem e a obra

A exposição Jorge Amado e Universal, que faz parte das comemorações oficiais pelos cem anos do escritor, chancelada pela Fundação Casa de Jorge Amado, está aberta ao público desde o último dia 17 de abril, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

A mostra traz fotografias, objetos, folhetos de cordel, filmes, entre outros itens. Parte do conteúdo nunca foi vista pelo público.

A realização é da Grapiúna e da Fundação Casa de Jorge Amado, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Governo de São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa. O desenvolvimento e organização é da Nacked & Associados Mercado Cultural. A direção geral é de William Nacked. Ana Helena Curti responde pela coordenação geral de conteúdo, e Daniela Thomas e Felipe Tassara pela expografia.

Com acervo pertencente à Fundação Casa de Jorge Amado e à família do célebre escritor, entre outros, Jorge Amado e Universal fica até 22 de julho na capital paulista, seguindo para o Museu de Arte Moderna da Bahia – de 10 de agosto a 14 de outubro de 2012. A exibição nestas cidades conta com patrocínio do Banco Santander.

Estão previstas ainda montagens de Jorge Amado e Universal em mais oito capitais no Brasil, como Recife, Rio de Janeiro e Brasília, e pelo menos duas cidades no exterior – Buenos Aires está na rota da exposição.

Sobre a exposição

A mostra está dividida em módulos distintos, cada um deles dedicado a um aspecto marcante na vida do autor. “Não tivemos a pretensão de esgotar nem a biografia, nem a criação ficcional de Jorge Amado. A ideia é fornecer pistas, sugerir caminhos, para que o visitante fique instigado, tenha vontade de ler e de descobrir mais depois da exposição”, explica William Nacked.

O primeiro módulo é dedicado aos personagens – dentre mais de mil nomes, nove foram escolhidos por representarem a diversidade e abrangência da obra em diversos períodos: Gabriela e Nacib (Gabriela Cravo e Canela, 1958), Dona Flor (Dona Flor e seus Dois Maridos, 1966), Os capitães da areia (Capitães da Areia, 1937), Pedro Arcanjo (Tenda dos Milagres, 1969), Antonio Balduíno (Jubiabá, 1935), Guma e Lívia (Mar Morto, 1936), O Menino Grapiúna (O Menino Grapiúna, 1981), Santa Bárbara (O Sumiço da Santa, 1988) e Quincas (A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, 1961).

Eles ganham destaque em materiais audiovisuais que ajudam a contextualizar os personagens e os livros. São datiloscritos com correções feitas à mão por Jorge Amado, ilustrações das obras, fotos que remetem ao universo dos romances e algumas curiosidades, como produtos e restaurantes que levam nomes dos personagens. Cada monitor tem também um trecho locutado da obra em questão.

Na mesma sala, uma instalação passa a ideia da verdadeira multidão de personagens principais e figurantes criados: milhares de fitas similares à tradicional do Senhor do Bonfim estão afixadas, trazendo nomes de outros cem personagens – sejam fictícios, como Tieta (de Tieta do Agreste), Florzinha (de Tocaia Grande) e Ana Mercedes (de Tenda dos Milagres); ou pessoas reais que Jorge Amado inseria na ficção, como Getúlio Vargas, Hitler e Lampião.

O segundo espaço apresenta a faceta política do autor, que chegou a ser eleito Deputado Federal por São Paulo e era comunista. O terceiro discute as misturas que, segundo Jorge Amado, caracterizam o Brasil – sobretudo a miscigenação e o sincretismo religioso.

Outro módulo é dedicado à malandragem e à sensualidade presentes em sua obra. Em seguida, uma seção apresenta a Bahia tal como foi ‘(re) inventada’ por Jorge Amado, com suas belezas e suas mazelas.

Há, ainda, espaço para depoimentos de amigos, artistas e críticos, para uma cronologia sintética da vida do escritor e para destacar sua presença internacional, entre outros aspectos.

Entre os depoimentos, falas de amigos ilustres e anônimos de Jorge Amado, pois essa era uma de suas marcas: a capacidade de transitar entre o universo erudito e o popular, entre o terreiro de candomblé e a Sorbonne.

Os áudios e vídeos mostram também a esposa Zélia Gattai e a filha Paloma Amado, que contam sobre o processo de criação de Jorge, e explicam que os personagens mandavam nele – em Dona Flor, o autor pretendia que ela fosse embora com Vadinho, mas a protagonista decidiu ficar com os dois maridos aqui na Terra. Outro destaque é o próprio Jorge Amado contando que, no curto período em que foi Deputado Federal, em 1946, conseguiu aprovar lei que garante a liberdade de culto no Brasil.

Na área dedicada ao alcance internacional, o objetivo é dimensionar para o público a imensidão de Jorge Amado no mundo com a exibição de livros publicados em diversos países – de uma capa finlandesa de Tocaia Grande a uma edição de bolso francesa de Dona Flor.

O espaço expositivo foi concebido a partir da utilização de símbolos
presentes não só na cultura baiana, mas, sobretudo, na vida e obra de Jorge Amado. A cenografia está estruturada em armações metálicas, numa referência indireta às grades de ferro que embelezam muitas casas e espaços públicos de Salvador – entre eles o Solar do Unhão e a Praça Castro Alves.

Nessa estrutura, que tem ao mesmo tempo papel construtivo e narrativo, foram inseridos símbolos e objetos em sua forma original, como garrafas de dendê, fitinhas do Bonfim com frases especiais impressas, cacau torrado, azulejos brancos e azuis à moda baiana, entre outros elementos que remetem a Jorge Amado e à Bahia.

Fotografias, objetos, folhetos de cordel, filmes, jornais históricos, charges, documentos, ilustrações, correspondências, depoimentos, objetos de uso pessoal entre outros elementos fazem parte da mostra.

A mostra ocupa todo o primeiro andar, dedicado às exposições temporárias, e também parte do segundo andar, com um espaço exclusivo para os livros de Jorge Amado e terminais com muito conteúdo sobre o autor, para o público consultar calmamente.

MIS promove a Maratona do Terror na Madrugada da Sexta-feira 13

Sucesso de público, o projeto Sexta 13 no MIS (Museu da Imagem e do Som) chega a sua segunda edição para a felicidade dos amantes de filmes de terror. Durante toda a noite de sexta-feira, 13 de abril, a partir da meia noite, os espectadores podem conferir três títulos consagrados do cinema de horror: O Corvo; O Morcego Diabólico; e O Gato de 9 Caudas.

Com a compra de apenas um ingresso, o MIS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, proporciona uma ótima opção para comemorar a Sexta-feira 13. As exibições acontecem no Auditório MIS (173 lugares). Os ingressos, de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), dão direito a todas as sessões e já estão à venda no site www.ingressorapido.com.br e na recepção do MIS.

Confira, a seguir, as sinopses dos filmes:

O Corvo
(dir. Roger Corman, 1963, 83 min)
Peter Lorre, Vincent Price e Boris Karloff formam o triunvirato do horror em ‘O Corvo’. O filme se equilibra o tempo todo entre a comédia burlesca e o terror gótico derivado das histórias de Poe.

O Morcego Diabólico
(Dir. Jean Yarbrough, 1940, 68 min)
Bela Lugosi é um cientista bem intencionado, enlouquecido por seus patrões gananciosos. Ele busca sua vingança, da única maneira que sabe – a criação de uma raça de morcegos diabólicos para fazer um lance sinistro. A única esperança da cidade é um intrépido repórter que deve investigar as mortes e determinar que, se for o caso, a ligação que eles têm com uma misteriosa e nova loção pós-barba que está sendo utilizada em torno da cidade.

O Gato de 9 Caudas
(Dir. Dario Argento, 1971, 90 min)
Um repórter e um jornalista cego aposentado tentam resolver uma série de assassinatos. Os crimes estão conectados a experimentos feitos por uma indústria farmacêutica em pesquisas secretas. Os dois acabam virando alvos do assassino.

Sexta 13 no MIS
Data 13/4, sexta, às 24h
Auditório MIS (173 lugares). Classificação indicativa: 18 anos. Ingresso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia), à venda na recepção do MIS e no site: www.ingressorapido.com.br
Ingresso R$ 6 (inteira), R$ 3 (meia). À venda na recepção do MIS ou pelo site www.ingressorapido.com.br

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 8. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.