Netiqueta: educação sem fronteiras

Com certeza, você já ouviu falar em regras de etiqueta – conjunto de normas convencionadas pela sociedade para ajudar o relacionamento entre os indivíduos. A Internet, que hoje já possui bilhões de usuários em todo o mundo, apresenta inúmeras vantagens e permeia diferentes níveis de comunicação. Nesse contexto surge a “netiqueta”.

A partir do momento em que o ciberespaço começou a ser compartilhado, o internauta sentiu a necessidade de adequar ao ambiente virtual as famosas regras de etiqueta estabelecidas pela sociedade ao longo dos anos.

De acordo com Julio Stutz, professor universitário, “a netiqueta vem sendo elaborada – uma vez que ela não é um conjunto fechado de sugestões – pelos internautas, para que suas interações sejam mais civilizadas ou educadas”.

Quando a relação homem-máquina-internet se torna mais habitual e complexa, torna-se oportuno criar e propagar normas de condutas, para intermediar as relações estabelecidas através de um novo meio de comunicação e informação, que se encontra em permanente transformação.

Basicamente, as regras de etiqueta para a Internet são similares às normas de educação “de praxe”, estabelecidas pela cultura ocidental.

“Ninguém gosta de pessoas falando de boca cheia, ou que interrompem as conversas dos outros. Então, muitas das regras da netiqueta são adaptações ou interpretações da etiqueta que usamos no dia a dia. Na etiqueta temos regras de como devemos interagir durante uma conversa ou em um evento social, e na Netiqueta temos regras para saber usar o e-mail de forma elegante…”, explica Julio.

O professor lembra que a Internet possui diferentes formatos de interação e que cada um deles segue regras de etiqueta distintas. Além disso, alguns, por serem muito recentes, ainda não apresentam normas específicas ou um consenso por parte de seus usuários.

Separamos algumas dicas úteis e indispensáveis para o ciberespaço:

•Trate os outros como gostaria de ser tratado;

•Lembre-se de que há uma pessoa do outro lado da sua mensagem;

•Saiba onde está e use o bom comportamento apropriado;

•Desculpe os erros de outras pessoas, especialmente os novatos;

•Mantenha sempre a calma, especialmente se alguém o insultar (ou se você achar que foi esse o caso);

•Evite usar TEXTO EM MAIÚSCULAS para ênfase – alguns usuários encaram isso como uma maneira de “gritar”;

•Não use linguagem inadequada ou ofensiva;

•Nunca envie ou encaminhe mensagens indesejadas (normalmente chamadas de spam);

•Evite discussões constantes e inflamadas ou “flame wars”;

•Verifique sua ortografia, seja conciso e envie mensagens curtas;

•Siga as mesmas regras de bom comportamento que seguiria fora da Internet;

•Use emoticons para ajudar a comunicar humor e sarcasmo e aprenda os acrônimos comuns online.

Cinco formas de fazer backup dos arquivos

Para não correr o risco de perder arquivos e fotos preciosos, basta fazer o backup dos dados. Há muitas formas de fazer isso- algumas gratuitas, outras baratas. Basta selecionar um método que se adapte ao seu modo de trabalhar. Confira:

-Copie os arquivos para DVD-Rs (graváveis)- são baratos e oferecem 4.7 GB de armazenamento. Discos DVD-RWs (regraváveis) são um pouco mais caros, mas podem ser reutilizados, o que os torna mais flexíveis;

-Transfira os arquivos para um HD externo. Escolha um drive que seja tão grande quanto o disco rígido do computador para que você copie logo todos os arquivos. Você pode arrastar manualmente os arquivos e soltá-los para, então, copiá-los, ou usar um software de backup;

-Use um software de backup para copiar o conteúdo do disco rígido para o externo. Você pode baixar versões gratuitas ou pagas deste tipo de software, as quais oferecem diferentes graus de sofisticação. Algumas permitem que você programe backups automáticos de arquivos selecionados ou irão atualizar somente os arquivos que foram alterados desde o último backup. Um software de backup é atualizado com frequência- procure na Internet para encontrar as versões mais recentes;

-Use um backup remoto em nuvem. Ele copia os arquivos selecionados(que podem ser criptografados para garantir privacidade) via web para um centro de dados seguro. Você precisará de uma conexão de internet para que isso funcione. Em geral, é um serviço de assinatura. No entanto, às vezes, é oferecido pelos provedores sem qualquer custo. Use-o para armazenar seus dados mais valiosos;

-Baixe grátis um programa de “backup social”. Aqui, seus dados são armazenados no computador de um amigo ou de um membro da família. Em contrapartida, os dados desta pessoa são guardados no seu. Tudo é criptografado.

Todo dia é dia do livro

No dia 29 de outubro é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional do Livro. Uma data mais que oportuna, portanto, para que se faça uma reflexão a respeito das recentes mudanças nos rumos do mercado editorial brasileiro, bem como se renove o convite àquela que, apesar de todas as inovações tecnológicas, permanece como a forma mais confortável e profunda de exercitar o hábito da leitura.

Uma grossa sequência de folhas de papel, impressas com larga quantidade de tinta, e ocupando espaço bastante considerável dentro dos padrões atuais de estocagem informativa. Pior: sem dispor nada que lembre uma ferramenta de busca digital, tornando a procura rápida por informações pontuais algo próximo a um jogo de investigação.

Certamente, vendo desta forma, o livro parece não ter mesmo lugar no mundo informatizado. Tanto mais quando se leva em consideração o impacto negativo do uso do papel, em termos ecológicos. Foi-se o tempo, além disso, em que a maior parte do conhecimento acumulado pelo homem se via restrito às páginas de livros.

Hoje em dia, boa parte daquilo que um público menos especializado precisa saber sobre praticamente qualquer assunto pode ser encontrado na internet, ao alcance de um clique, e quase que instantaneamente. No entanto, claro, a realidade não é assim tão simples.

Para começar, nenhuma plataforma de leitura consegue ser tão suave aos olhos – e ao corpo como um todo – quanto um livro. Portáteis e foscos, livros podem ser lidos em qualquer lugar, em qualquer posição, e são muito mais convidativos aos olhos do que telas de aparelhos digitais. Além disso, se é verdade que o papel de suas folhas fere o meio ambiente – ainda que cresça a cada dia o número de publicações em papel reciclável –, é igualmente verdade que o prejuízo ambiental para por aí. Já nas telas, a leitura passa por um consumo constante de energia. A longo prazo, portanto, o livro acaba sendo a opção mais ecológica.

E justamente por oferecer a leitura mais confortável, o livro continua a ser o habitat natural de toda sorte de informação que vá além do trivial e do superficial. Tudo que envolva pesquisa, tudo que vá além de resumos, tudo, enfim, que possa transformar um interessado num especialista, será encontrado em livros. Não em sites.

Os meios eletrônicos, portanto, não representam uma ameaça ao mercado editorial. Ao contrário, seria possível ver na multiplicação de mídias e plataformas um cenário inclusive amigável ao tradicional livro impresso, na medida em que cada vez mais ele se vê livre para explorar suas próprias vocações.

Com o advento da internet, os livros podem ser cada vez mais profundos e especializados, voltados a um público disposto a pagar por informações especiais e mais contextualizadas. Além disso, o universo digital atua também como facilitador no encontro entre obra e leitor, especialmente nos casos de livros raros, esgotados, ou que tenham sido publicados apenas em países estrangeiros.

A rigor, se existe na atualidade um limitador real ao mercado editorial, ele certamente não se encontra na internet ou nas novas tecnologias da informação, e sim na forma como os livros passaram a ser vendidos nos últimos anos.

A exemplo do que vem ocorrendo às salas de cinema, as livrarias também têm sido absorvidas pela proliferação de centros comerciais em todas as partes do mundo. São cada vez mais raras as livrarias tradicionais, da mesma forma como tantos cinemas históricos acabaram sendo vendidos a igrejas, bingos ou supermercados. E então, uma vez dentro dos shoppings, sujeitos a alugueis bastante altos, os livreiros passam a depender de uma rotatividade muito maior para que possam sobreviver no mercado. Assim como as salas de cinema dependem dos chamados blockbusters, as livrarias tornaram-se dependentes dos Best Sellers.

Sob este aspecto, é cada vez menor a diversidade de títulos nas prateleiras, com espaço cada vez maior sendo dedicado aos livros mais vendidos. Muitos deles, inclusive, baseados em filmes de grande sucesso, ainda que o caminho inverso continue a ser verdadeiro, com muitos filmes ainda dedicados a contar histórias literárias. Além dos Best Sellers, a rigor, o mercado se sustenta também nos imprescindíveis livros didáticos, cujas vendas jamais flutuam.

Público, no entanto, não falta, como comprovam, anualmente, os sucessos das Bienais, tanto no Rio quanto em São Paulo, além da concorrida e já tradicional Festa Literária de Paraty. Dentro deste contexto, portanto, a internet talvez deva ser encarada antes de tudo como uma grande aliada à leitura impressa, na medida em que ela incorpora o papel das antigas livrarias e permite o acesso a obras mais preciosas ou específicas, impressas em tiragens menores. Incluindo aí raras edições regionais, muitas vezes pagas pelo próprio autor, ou exemplares esgotados, disponíveis nos inúmeros sebos virtuais existentes no universo digital.

Não, a internet não ameaça a continuidade do livro como abrigo e fonte de informações aprofundadas. Antes o contrário. Ela, que felizmente também veio para ficar, deve ser encarada como a grande defensora da variedade editorial, em tempos nos quais o capitalismo gostaria de lidar apenas com Best Sellers.

São Paulo recebe maior evento de mídias sociais do mundo

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, São Paulo recebe o maior evento sobre mídias sociais do mundo – o Social Media Week (SMW). Durante esse período, acontecerão debates gratuitos das 13 às 22 horas, no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura.

Com o tema mundial “Empowering Change Through Collaboration” – em uma tradução livre: fortalecendo a mudança por meio da colaboração –, a edição paulista discutirá como as mídias sociais estão mudando o comportamento de governos, corporações e sociedade e os impactos no business das empresas, marketing e publicidade.

Sob a direção de Bia Granja (também curadora do youPIX), o SMW contará com as palestrantes internacionais Caroline McCarthy (Editora de Trends e Insights do Google) e Christina XU (BreadPig, Awesome Foundation e ROFLCon). Entre os destaques nacionais estão o rapper Emicida, Fabio Coelho (Google e IAB Brasil), Leonardo Tristão (Facebook) e Martha Gabriel (consultora em Marketing Digital e Mídias Sociais), além de executivos das empresas Unilever, Pepsico, Bradesco, Tecnisa, Vivo, Natura, BR Malls e Ambev e das agências DM9DDB, AgênciaClick, JWT, Leo Burnett, Loducca, F/Nazca, entre outros.

O evento será dividido em quatro palcos: Think Tank Stage (auditório principal onde serão realizadas as discussões, palestras e debates mais profundos e provocadores), Learning Stage (espaço para compartilhamento de ideias, experiências, dados e insights), Brainstorm Room (para discussões intimistas sobre pilares da social media: planejamento, criatividade, meios e conteúdo) e Practice Room (com workshops sobre social media).

De acordo com Bia Granja, o grande diferencial desta edição é justamente a variedade de formatos e abordagens que será dada às mídias sociais em cada palco. “Essa edição do evento focou muito em trazer um conteúdo mais prático e pragmático para o dia a dia de quem trabalha com mídias sociais. Além das costumeiras palestras e debates sobre o assunto, o SMWSP 2012 vai trazer muitos dados sobre hábitos e comportamento de usuários, estudos de caso detalhados de ações premiadas, uma área de Brainstorm sobre criação e planejamento de campanhas e workshops”.  Foram abertas 50 vagas para cada workshop (totalizando 750) que, devido à procura, esgotaram em menos de cinco minutos após a abertura das inscrições.

O evento será realizado simultaneamente em 12 cidades do mundo (São Paulo, Hamburgo, Hong Kong, Londres, Miami, Nova York, São Francisco, Washington/DC, Paris, Cingapura, Tóquio e Toronto) e as principais palestras serão transmitidas integralmente, ao vivo, pela internet. O SMW é gratuito e os interessados devem se inscrever pelo site oficial: www.socialmediaweek.org/saopaulo. A agenda completa também está disponível no portal.

Sobre o Social Media Week (www.socialmediaweek.org

Evento global que conecta pessoas, conteúdo e que debate as novas tendências nos meios de comunicação digital, mídias sociais e mobile. O Social Media Week apresenta experiências de aprendizagem que visam melhorar os conhecimentos sobre o papel da mídia social. A primeira edição ocorreu em fevereiro de 2009, em Nova York, nos Estados Unidos, com eventos distribuídos em diversos locais na cidade, em organizações como New York Times, Wired, Razorfish e Nielsen. Mais de 2.500 pessoas assistiram a cerca de 40 eventos individuais e milhares participaram online.

Em fevereiro de 2010, o Social Media Week foi expandido para seis cidades (Nova York, Londres, Berlim, San Franciso, Toronto e São Paulo). A organização em diversos lugares atraiu mais 7.500 pessoas em 200 eventos, que contaram com palestrantes de importantes marcas globais, como Meebo, Motorola, Vodafone e PepsiCo. Em setembro de 2010, foi realizada uma conferência bianual, acrescentando as cidades de Los Angeles, Milão, Bogotá, Cidade do México e Buenos Aires.

Social Media Week

Data: 13 a 17 de fevereiro de 2012, das 15 às 22 horas | Grátis

Museu da Imagem e do Som – MIS

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br

Estacionamento conveniado: R$ 8. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

Netiqueta: educação sem fronteiras

Com certeza, você já ouviu falar em regras de etiqueta – conjunto de normas convencionadas pela sociedade para ajudar o relacionamento entre os indivíduos. A internet, que hoje já possui 2 bilhões de usuários em todo o mundo, apresenta inúmeras vantagens e permeia diferentes níveis de comunicação.  Neste contexto surge a “netiqueta”.

A partir do momento em que o ciberespaço começou a ser compartilhado, o internauta sentiu a necessidade de adequar ao ambiente virtual as famosas regras de etiqueta estabelecidas pela sociedade ao longo dos anos.

De acordo com Julio Stutz, professor universitário, “a netiqueta vem sendo elaborada – uma vez que ela não é um conjunto fechado de sugestões – pelos internautas, para que suas interações sejam mais civilizadas ou educadas”.

Quando a relação homem-máquina-internet se torna mais habitual e complexa, torna-se oportuno criar e propagar normas de condutas, para intermediar as relações estabelecidas através de um novo meio de comunicação e informação, que se encontra em permanente transformação.

Basicamente, as regras de etiqueta para a Internet são similares às normas de educação “de praxe”, estabelecidas pela cultura ocidental.

“Ninguém gosta de pessoas falando de boca cheia, ou que interrompem as conversas dos outros. Então, muitas das regras da netiqueta são adaptações ou interpretações da etiqueta que usamos no dia a dia. Na etiqueta temos regras de como devemos interagir durante uma conversa ou em um evento social, e na Netiqueta temos regras para saber usar o e-mail de forma elegante…”, explica Julio.

O professor lembra que a Internet possui diferentes formatos de interação e que cada um deles segue regras de etiqueta distintas. Além disso, alguns, por serem muito recentes, ainda não apresentam normas específicas ou um consenso por parte de seus usuários.

Separamos algumas dicas úteis e indispensáveis para o ciberespaço:

•Trate os outros como gostaria de ser tratado;

•Lembre-se de que há uma pessoa do outro lado da sua mensagem;

•Saiba onde está e use o bom comportamento apropriado;

•Desculpe os erros de outras pessoas, especialmente os novatos;

•Mantenha sempre a calma, especialmente se alguém o insultar (ou se você achar que foi esse o caso);

•Evite usar TEXTO EM MAIÚSCULAS para ênfase – alguns usuários encaram isso como uma maneira de “gritar”;

•Não use linguagem inadequada ou ofensiva;

•Nunca envie ou encaminhe mensagens indesejadas (normalmente chamadas de spam);

•Evite discussões constantes e inflamadas ou “flame wars”;

•Verifique sua ortografia, seja conciso e envie mensagens curtas;

•Siga as mesmas regras de bom comportamento que seguiria fora da Internet;

•Use emoticons para ajudar a comunicar humor e sarcasmo e aprenda os acrônimos comuns online.