Esofagite: dieta é fundamental para tratar inflamação

O esôfago é um órgão condutor muscular, localizado entre o extremo inferior da laringo-faringe e o superior do estômago. Faz parte do aparelho digestório, unindo a faringe ao estômago. Sua principal função é conduzir os alimentos até o estômago.

A esofagite é a inflamação da mucosa do esôfago, e que causa sintomas como: azia ou queimação que começa no estômago e pode ir até a garganta; regurgitação; gosto amargo na boca; mau hálito; tosse seca; rouquidão; dor de garganta, pigarro e enjoo.

Essa inflamação ocorre quando o ácido do estômago, fundamental para a digestão dos alimentos, invade o esôfago. As principais causas que predispõem ao refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago são: hérnia de hiato; incontinência do esfíncter (anel) inferior do esôfago; defeito no clareamento do esôfago (movimentos peristálticos).

Quando uma pessoa é diagnosticada com esofagite, muitas vezes precisa tomar medicamentos, como antifúngicos e antiácidos. Somente o médico poderá dar o diagnóstico e o tratamento adequado. Contudo, muitos pacientes só investem nos medicamentos, que sempre trazem efeitos colaterais, e esquecem de fazer uma reeducação alimentar, que é fundamental para desintoxicar o organismo, tirar a acidez do mesmo, eliminando fungos, bactérias, e bloqueando os efeitos do refluxo gastroesofágico.

Para começar, doces, frituras, café, chá preto, mate, leite, farinha branca, pimenta, bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos deverão ser cortados. Aumente o consumo de frutas e legumes, prefira carnes magras e produtos integrais. É fundamental beber muita água. Existe um tratamento feito à base do limão (https://www.docelimao.com.br/site/limao/pratica/333-refluxo-esofagico-depoimento.html) que é incrível e surte resultados muito positivos.

Há vários relatos de pessoas que substituíram os medicamentos, como antiácidos, por essa fruta, que ajuda a alcalinizar o organismo. Abaixo, daremos dicas de como melhorar a alimentação e viver sem os sintomas da esofagite.

Mamão: Rico em enzimas proteolíticas, quimopapaína e papaína, um fitoquímico que também auxilia na digestão de proteínas e acaba diminuindo o refluxo.

Batata doce: Devido à ausência de gordura e açúcar, alimentos como legumes e verduras são eficazes na redução da quantidade de ácido gástrico produzido no estômago. Quase todas as cores e variedades são benéficas, mas batata-doce, folhas para saladas, cenoura, abóbora, feijão-verde e erva-doce são especialmente boas, por acalmarem o estômago e diminuírem seus níveis de acidez.

Aveia: Além de ser um alimento bastante nutritivo, acaba neutralizando o excesso de acidez no estômago, o que ajuda a reduzir os sintomas de refluxo. Também é uma excelente fonte de fibra, que deixa a digestão funcionando melhor e diminui as chances do problema aparecer.

Gengibre: Além de anti-inflamatório, também melhora o funcionamento intestinal e, por isso, é um grande fitoterápico digestivo. Acredita-se ainda que tem um efeito positivo sobre as enzimas que quebram gorduras e proteínas, facilitando o processo de digestão e diminuindo o refluxo.

Cominho: Amplamente utilizado para temperar alimentos, também possui propriedades antioxidantes e antimicrobianas. O timol, um fitoquímico presente no cominho, estimula a secreção de enzimas, ácidos e bílis para promover uma boa digestão. Além disso, óleos essenciais, sódio e magnésio presentes no tempero ajudam a deixar o refluxo bem longe.

Chá de boldo: As folhas contêm lactona, substância que possui gosto amargo, mas é muito eficaz na digestão de gorduras. Também têm diversos fitoquímicos, incluindo boldina, cânfora, limoneno, beta-pineno e cumarina, que são compostos antioxidantes. Só não exagere e tome uma xícara por dia, no máximo. Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica.

Como “domar” a Proteína C-reativa

Produzida no fígado quando parte do corpo está inflamada, a Proteína C-reativa (PCR), ao alcançar níveis altos, pode elevar o risco de doença cardíaca mesmo que os níveis de colesterol estejam saudáveis.

A PCR alta é sinal de alerta de acúmulo de placas nas paredes arteriais. Os altos índices dessa substância são provocados, em grande parte, por infecções leves no corpo, como doenças na gengiva e outras irritações que indiquem que seu sistema imunológico está em uma batalha permanente. Esse é o problema da “inflamação crônica”.

Como os níveis de proteína C-reativa no sangue podem ser aumentados por várias doenças inflamatórias, a medicação tem valor limitado para o prognóstico do risco de doença cardíaca. Contudo, estudos mostraram que a redução da PCR desacelera a evolução da arteriosclerose. Por isso, vale muito a pena manter os níveis baixos.

Confira as três principais maneiras de “domar” a sua PCR:

Escove os dentes, use fio dental e enxágue a boca: até pequenas áreas com gengivite provocam o aumento nos níveis de inflamação no corpo, aumentando as chances de infarto ou AVC. Estudos mostram que escovar os dentes com cuidado, usar bem o fio dental e bochechar com um enxaguante bucal ajudam a proteger também o sistema cardiovascular.

Prepare seus sanduíches com pão integral: a ingestão de 32 g de fibras por dia corta os níveis de PCR pela metade. Você também conseguirá isso se optar por cereais, feijões, lentilhas e macarrão integral, todos ricos em fibras.

Coma um punhado de nozes em vez de uma barra de chocolate: as nozes são ricas em fibras e “bons” ácidos graxos ômega-3, além de cortarem os níveis de PCR pela metade.