Faça seu fondue de queijo

Criado na Suíça, o fondue é um prato feito originalmente à base de queijo, mas que ganhou diferentes receitas e releituras desde a sua criação, na década de 30, durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa prato delicioso, que muito combina com o inverno, surgiu por necessidade, quando camponeses das regiões montanhosas da Suíça lutavam para não morrer de fome. O inverno rigoroso e as batalhas incessantes não permitiam que os civis fossem para a cidade em busca de mantimentos. Sendo assim, a solução era reaproveitar o resto de alimentos, e o que sobrava era justamente o queijo, já que a maioria dos camponeses vivia da produção de leite.

Com as misturas dos queijos o intuito era produzir uma  espécie de sopa, um prato nutritivo e quente, que ajudasse a aliviar as baixas temperaturas. Como os queijos ficavam no fogo até derreter, sua consistência ficou mais cremosa que uma sopa. Sendo assim, os camponeses tiveram a ideia de servir esse prato com pedaços de pão, que eram mergulhados no creme de queijo derretido, enquanto este ainda borbulhava sobre o fogo.

O tempo passou e o fondue tornou-se um prato refinado, que ganhou diversas adaptações ao redor do mundo. Em francês, fondue significa “derretido”, e na Europa é um substantivo feminino.

Hoje compartilhamos uma receita de fondue de queijo, que você mesmo pode preparar no aconchego da sua casa. Para acompanhar, opte pelos pães Pinheirense, que além de artesanais e integrais, são isentos de conservantes.

Ingredientes:

1 dente de alho;
1 copo e meio de vinho branco seco;
300 g de queijo tipo Emmenthal;
300 g de queijo tipo Gruyère;
1 colher (sopa) de maisena;
3 colheres (sopa) de kirsh-destilado de cereja;
Pimenta branca em pó;
Noz moscada ralada;
Opcional-1colher (chá) de casca de limão ralada;
Pão de forma Pinheirense
Preparo:
Corte o alho ao meio e só passe as partes cortadas no fundo e laterais da panela do réchaud.
Rale grosseiramente os queijos ou corte-os em lâminas.
Desmanche a maisena no kirsh e reserve.
Aqueça o vinho em fogo brando, vá juntando os queijos e mexendo sem parar, com colher de pau, formando um 8 no fundo da panela.
Quando estiver bem homogêneo e começar a borbulhar, junte a maisena dissolvida e deixe mais uns 2 minutos.
Junte noz moscada ralada e pimenta branca.
Coloque imediatamente no réchaud.
Atenção:

O alho , em geral, não é aproveitado depois de esfregado na panela. Variar os tipos de queijo não é nada incomum, temos preferencias pessoais e isso é livre, veja as opções abaixo, mas fique livre para criar.

Um queijo que dá um gosto especial ao fondue é o Tilsit. Só coloque o fondue no Réchaud depois da mesa estar posta, os pães cortados, e as pessoas sentadas, pois o fondue de queijo engrossa rapidamente. Para prorrogar um pouco o tempo, cada pedaço de pão quando for mergulhado deve alcançar o fundo da panela e mexer o fondue. Acompanhe com vinho branco. Se o fondue desandar, se talhar ao fogo, coloque algumas gotas de limão e bata fortemente.

Papai Noel: a verdade sobre o mito

Papai Noel, um dos personagens mais conhecidos em todo o mundo, foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV.

Foi na Alemanha que Nicolau se transformou em símbolo natalino, após já ter sido declarado santo, devido a milagres ocorridos e associados a ele, que tinha o hábito de, anonimamente, ajudar pessoas com dificuldades financeiras. Costumava colocar um saco com moedas de ouro nas chaminés das casas.

Porém, foi Clemente Clark Moore, professor de literatura grega de Nova York, quem impulsionou a lenda do Papai Noel, que viria a influenciar diferentes culturas.

Clemente escreveu o poema “Uma visita de São Nicolau”, em 1822, no qual divulgava a versão de que Papai Noel viajava em um trenó puxado por renas. Além disso, ele ajudou a difundir a história de que o personagem entrava nas casas pela chaminé.

Inclusive, a verdadeira explicação para a chaminé veio da Finlândia. Clemente descobriu que os antigos lapões moravam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado.

Antigamente, Papai Noel usava roupas que tendiam mais para o tom marrom, além de uma coroa de azevinhos na cabeça. Contudo, não havia um padrão estabelecido.

A adoção da roupa vermelha e branca pelo bom velhinho foi obra do cartunista Thomas Nast, que publicou a imagem do Papai Noel tal como a conhecemos hoje, em 1886, na revista Harper`s Weeklys.

O Mito

Muito tem se falado, inclusive em cursos de publicidade e propaganda, que a Coca-Cola seria a responsável pelo visual vermelho e branco do Papai Noel. Todavia, já é comprovado historicamente, que o cartunista norte-americano Thomas Nast foi o autor da ideia da adoção, pelo personagem, da roupagem tradicional.

Ilustração de Thomas Nast

A confusão aconteceu porque, até então, Papai Noel era geralmente representado com roupas de inverno na cor verde. Em 1931, a Coca-Cola realizou uma grande campanha de Natal, em que o personagem aparecia da maneira como Nast havia criado, em 1886, para que combinasse com as cores do rótulo da marca.

Tal campanha fez grande sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo, devido à onipresença da corporação da Coca-Cola, responsável por ajudar a difundir o mito tal qual ele é, mas, de forma alguma, por criar a figura tão conhecida de Papai-Noel.

Pinheirense: um caso de amor

Fundada em 1937 por duas famílias de hábeis padeiros europeus, a Pinheirense continua fiel a sua missão de produzir pães artesanais, isentos de conservantes. E foi a partir de uma história de amor que nasceu essa empresa familiar.

Na década de 1930, o jovem padeiro austríaco Henrich Palme trabalhava na cozinha da Confeitaria Vienense, endereço histórico que marcou época nos anos dourados da capital paulista. Ali, ele conheceu o alemão Albert Neubauer, um experiente boulanger, que antes de se mudar para o Brasil, durante a Primeira Guerra Mundial, teve durante muitos anos a própria padaria, em Kiel. Os dois colegas tornaram-se amigos. Mas foi por causa da filha de Albert, Else – também funcionária da Vienense-, que a amizade deles se estreitou.

Henrich apaixonou-se por Else. Casaram-se, selando um matrimônio duplamente duradouro. De um lado, o amor entre homem e mulher. Do outro, a frutífera sociedade entre sogro e genro, que culminou com o nascimento da Pinheirense, em 1937, na Rua Coropés, no bairro de Pinheiros.

A produção artesanal seguia a receita original trazida da Alemanha por Albert. É  a mesma até hoje. Elaborada com farinha de trigo integral, processada pela própria empresa, e ingredientes selecionados, não leva nenhum conservante. São duas linhas de produtos: o Pão Sueco-aquelas conhecidas casquinhas crocantes-, e o Pão Integral- perfumadíssimo e muito fresco!

O tempo passou, mas a marca ainda se mantém fiel à qualidade. A clientela também! A Pinheirense é um desses raros exemplos em que a tradição do velho se renova no frescor de cada fornada.

“Casa Santa Luzia: a história de uma marca da gastronomia paulistana”

O lançamento do livro “Casa Santa Luzia: a história de uma marca da gastronomia paulistana”, nesta terça, 29, no Jardim Paulista, merece a homenagem da família Pinheirense, que, há mais de meio século, é parceira desta conceituada empresa.

“Casa Santa Luzia: a história de uma marca da gastronomia paulistana” é uma publicação imperdível para os clientes do estabelecimento e fãs de história e gastronomia.

No século passado, mais precisamente no ano de 1913, com a chegada do Sr. Daniel Lopes na cidade de São Paulo, começa a trajetória da Casa Santa Luzia.

Para a Pinheirense, é uma grande satisfação fazer parte desta história.

Elisete Muto, gerente de vendas da Pinheirense, no evento de lançamento do livro.

Saúde: o poder do vermelho

Há mais de um século, um dos remédios mais comuns para curar a gripe era comprado a metro: a flanela vermelha, que era associada ao calor e à cura. Por que o vermelho? Por causa da superstição de que a cor vermelha afastava os espíritos do mal. Sob um ponto de vista menos metafísico, dizia-se que a flanela “removia” a gripe quando usada junto à pele.

A flanela surgiu no fim do século XIX, quando um algodão felpudo chamado flannelette passou a circular no mercado. Embora considerado inferior à lã, esse novo tecido não irritava tanto a pele quanto ela.

As mães amarravam echarpes de flanela vermelha em volta dos pescoços dos filhos para aliviar a inflamação na garganta ( além de afastar o olho-grande). Muitos homens trajavam peças de flanela vermelha sob as roupas não só para se protegerem da gripe e do resfriado, mas para evitar crises de gota e de reumatismo.

Para a dor nas costas, usavam-se ataduras de flannelette em volta da cintura. Com o passar do tempo, o pano que aquecia sem irritar a pele passou a ser chamado simplesmente de flanela e começou a ser utilizado para fazer as camisas e os pijamas.

Pão Pinheirense: há 75 anos, mantém produção artesanal, livre de conservantes

Em 1937, surgia a Pinheirense, empresa paulistana fundada por talentosos imigrantes europeus, que encontraram no Brasil a oportunidade de lançar a seleta receita preservada até os dias de hoje. Há 75 anos, é mantida viva a tradição artesanal que garante a qualidade e sabor inconfundíveis de seus produtos.

O sucesso e longevidade comprovam o diferencial dessa empresa familiar, preocupada em conceber produtos saborosos e saudáveis, livres de conservantes e produtos químicos.

Aliados à produção artesanal, estão os grãos rigorosamente selecionados e ingredientes ricos em fibras e efeitos medicinais, como quinua, semente de abóbora, semente de girassol, linhaça, castanha do Pará, castanha de caju, centeio, sarraceno, kümmel, gergelim, soja, aveia e alho.

A Pinheirense está presente nos seguintes estados brasileiros: São Paulo; Rio de Janeiro, Santa Catarina; Brasília; Acre; Paraná; Goiás; Manaus.

O tempo passou, mas a marca permanece fiel às suas raízes e, sobretudo, à qualidade. E a clientela, também! Ao longo de seus 75 anos, a Pinheirense se tornou um desses raros exemplos em que a tradição do antigo se renova no frescor de cada fornada.

Pão: muito mais que um alimento

A história do pão é praticamente tão antiga quanto a história em si, conforme academicamente a concebemos. Afinal, quando os primeiros pães começaram a ser consumidos, há cerca de 6.000 anos, a própria Revolução Neolítica ainda estava em curso dentro da realidade de diversas povoações espalhadas pelos quatro cantos da superfície terrestre.

O domínio da agricultura e do fogo, bem como a domesticação de animais e o surgimento dos primeiros esboços de uma comunicação padronizada, tanto em desenhos quanto em fonemas, eram ainda experiências tão recentes quanto raras entre a totalidade dos habitantes da Terra. E, desde estes tempos remotos para a humanidade, o pão já alimentava parcela significativa de populações, como os egípcios, servindo também como forma de pagamento por trabalhos realizados.

As inúmeras serventias do alimento, no entanto, representam apenas a ponta visível de um iceberg muito maior. Afinal, a própria elaboração da receita, desde a obtenção da farinha e do sal até o cozimento em água e a fermentação, representa um verdadeiro marco evolutivo na trajetória da humanidade. O homem, agora estabelecido num ambiente fixo, começava a dialogar com o ambiente à sua volta, adaptando-o às suas necessidades, e não apenas fazendo o caminho inverso.

A bricolagem envolvida na aplicação de objetos naturais como ferramentas improvisadas começava a dar lugar a artefatos projetados e elaborados com finalidades específicas. O homem experimentava pela primeira vez a magia e a potência da criatividade, e materializava na complexidade do pão – um alimento composto, elaborado, e inexistente enquanto tal na natureza – o triunfo sobre o problema eterno da busca por nutrientes.

De forma bastante concreta, era pela primeira vez a mente alimentando o corpo. Uma constatação forte o bastante para tornar válida a discussão acerca do que terá de fato ocorrido: o pão nascido como filho primogênito do homem criativo; ou o próprio homem criativo ter vivido seu primeiro momento através do pão.

Distanciando-se dos instintos, o homem começava a sintetizar e produzir conhecimento. Experimentava, alterava, criava. E o pão – desde a noite dos tempos, testemunha o marco desta caminhada – não apenas dava materialidade a esta vocação criativa, como também era capaz de adaptar-se aos mais diferentes contextos, sempre conservando seu papel fundamental na alimentação de todas as gerações desde então.

Símbolo maior e mais antigo da cooperação entre o divino e o humano, o pão ganha contornos de profunda sacralidade aos olhos de boa parte da população mundial, através da vida e da mensagem pregada por Jesus Cristo, 2.000 anos atrás. Intitulando-se “o Pão da Vida”, Jesus eternizou o alimento ao citá-lo no Pai Nosso, e ao instruir que através da renovação de sua santa e derradeira ceia fosse celebrada sua memória. Além disso, foi também através da multiplicação de pães que Jesus, conforme o relato bíblico, alimentou ao menos por duas vezes grandes multidões que o seguiam.

Presente e ativo ao longo de toda a história registrada do homem sobre a Terra, o pão sobreviveu a todas as evoluções tecnológicas sem jamais ver questionada sua importância – tanto na nutrição quanto na composição da própria identidade cultural de uma espécie. Ao longo dos milênios, inúmeras civilizações fizeram suas próprias interpretações daquela receita tão simples e perfeita, gerando uma infinidade de variações deste que é o alimento humano por excelência. Todas elas, igualmente herdeiras desta parceria que não apenas serve de suporte à história humana, mas que também, sob vários aspectos, chegou mesmo a defini-la.

E esta história continua a ser escrita a cada fornada preparada, dia após dia, desde as primeiras horas da madrugada. Não existe nada de banal, portanto, no ato de levar um pedaço de pão à boca, quando este mesmo ato talvez represente a ligação mais próxima e atual com os hábitos e rituais dos primeiros ancestrais criativos, nas bases mais profundas da civilização, e de tudo aquilo que ainda significa ser humano.

Vale a pena lembrar disso durante o próximo café da manhã.