Formas naturais para controlar a pressão alta

Hipertensão é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras. Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como conseqüência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.

Há quem pense que basta tomar os remédios para resolver o problema de pressão arterial elevada, contudo, promover algumas mudanças no estilo de vida é fundamental. Existem formas naturais que ajudam, e muito, no controle da pressão alta:

Alho: com ação analgésica, antibacteriana e expectorante, o alho consegue tratar aquela hipertensão arterial leve. Ele vem sendo usado desde a antiguidade por suas propriedades antimicrobianas e pelos efeitos benéficos ao coração e circulação.

Alimentos ricos em potássio: o potássio é um excelente diminuidor da pressão arterial, por ajudar a mandar o sódio embora do corpo. E há muitas formas de consumi-lo, já que está presente na abóbora, cenoura, feijão preto, inhame, lentilha, chicória, espinafre, vagem, abacate, rabanete, couve-flor, banana, laranja, maracujá, mamão e ameixa. Quando o potássio entra nas células, o sódio sai. Essa dinâmica garante o equilíbrio hidroelétrico do corpo.

Quem é adepto do sal light ou sal sem sódio (só com potássio) deve ficar atento. Médicos explicam que ele pode fazer muito mal para os que tomam remédios para controlar a pressão que são poupadores de potássio. O potássio em excesso faz com que os músculos percam a força e, como o coração é um músculo, pode causar batidas descompassadas ou até mesmo fazê-lo parar. O ideal é consumir o potássio por meio de alimentos naturais.

Alimentos com ômega 3 e 6: o brasileiro tem hábito de comer pouco peixe. Mas o salmão, arenque, cavala, atum e sardinha carregam ômega 3 e 6, que ajudam a retirar o excesso de gordura ruim do sangue. Com isso, a circulação flui melhor, ajudando a controlar a pressão arterial. Linhaça e chia também contêm esses ômegas. Lembrar de ingerir um pouco por dia faz bem à saúde.

Evite gorduras ruins da carne vermelha: não é preciso parar de consumir carne vermelha, mas prefira os cortes magros e os prepare grelhados, assados ou cozidos, já que gordura em excesso pode aumentar o colesterol e causar entupimento nos vasos, dificultando a circulação do sangue e aumentando a pressão arterial.

Use ervas para substituir o sal: que o sal dá um sabor especial a qualquer preparação é fato, mas ele também é o vilão para aumentar a pressão. Colocar menos sal e preencher essa lacuna com outros temperos como a cebola, salsa, coentro, orégano, cebolinha, louro ou limão ajudam a dar sabor à preparação. Experimente reduzir a quantidade de sal gradativamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se ingira menos de cinco gramas de sal, o que equivale a menos de duas gramas de sódio. Fique atento aos rótulos dos alimentos ultra-processados.

Diga não a alimentos industrializados e dietéticos: embutidos, enlatados, salgados e refrigerantes sem açúcar costumam conter muito sódio, que aumenta a pressão por causa da retenção de líquidos.

Hipertensão: prevenção e combate

Promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, que acontece todos os anos, no dia 26 de abril, é um alerta para a importância da prevenção contra a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a taxa de incidência chega a mais de 50% na terceira idade.

Conforme o sangue circula pelo corpo, ele executa variados graus de força sobre as paredes arteriais. Os médicos se referem a essa força como pressão arterial. Milhões de pessoas no mundo têm pressão arterial muito elevada, o que chamamos de hipertensão.

Nos estágios iniciais, a pressão alta não apresenta sintomas, portanto, muitos indivíduos não percebem que estão sofrendo de uma doença perigosa. Caso o problema não seja diagnosticado, a pressão arterial alta causa danos ao coração e aos vasos sanguíneos, e pode resultar em derrame cerebral, infarto ou outras consequências mais graves à saúde.

Em aproximadamente 5% dos casos, há uma causa subjacente para a pressão alta, como, por exemplo, uma artéria renal estreitada, gravidez, distúrbio de glândula supra-renal ou efeito colateral de algum medicamento. na maioria das vezes, a causa não é identificada; refere-se a isso como hipertensão primária ou essencial.

A pressão arterial sobe quando as arteríolas, as menores artérias do corpo, estreitam-se e comprimem-se, exigindo que o coração pulse com mais força para bombear sangue por elas. O aumento de volume sanguíneo, muitas vezes devido à tendência de o corpo reter sal e líquidos em excesso, eleva a pressão arterial, da mesma forma que níveis altos de adrenalina e outros hormônios que levam os vasos sanguíneos a se contraírem.

Fatores subjacentes

Com a idade, a pressão arterial sobe um pouco, mas ainda não se sabe precisamente o que causa a hipertensão, embora um conjunto de fatores pareça estar envolvido. Por geralmente acometer membros da mesma família, suspeita-se de propensão genética. Diabetes, obesidade e outros distúrbios aumentam os riscos.

O estresse estimula um aumento repentino de liberação de hormônios supra-renais e uma elevação elevação temporária da pressão arterial; alguns pesquisadores acreditam que o estresse constante possa contribuir para o desenvolvimento da hipertensão. Outros fatores são o tabagismo, o abuso de álcool e um estilo de vida sedentário.

Controle a Pressão Sanguínea com a Dieta Dash

A maior prova em favor das dietas como meio de controlar a pressão arterial é resultado de dois experimentos subsidiados pelo National Institutes of Health, nos EUA. Reunidos, os estudos são conhecidos como dieta DASH – sigla em inglês para Abordagem Alimentar para Redução da Hipertensão.

A dieta DASH fornece alimentos ricos em fibras, cálcio, magnésio e potássio; alimentos que vêm sendo associados à pressão mais baixa. Também é pobre em gordura saturada. O plano da dieta lista de oito a dez porções de frutas e vegetais e de duas a três xícaras diárias de derivados do leite com baixo teor de gordura. A seguir, apresentamos as instruções gerais que podem ser seguidas em seu plano alimentar:

- Cereais e produtos à base de cereais: de sete a oito porções diárias;

- Frutas e vegetais: de quatro a cinco porções diárias de cada;

- Derivados do leite com pouca gordura ou 0% de gordura: de duas a três porções diárias;

- Carne vermelha, ave e peixe: duas ou menos porções ( de 85 g) diárias;

- Nozes, sementes ou legumes: de quatro a cinco porções semanais;

- Gorduras: de duas a três porções diárias; evite gordura saturada;

- Doces: cinco por semana.

Limite a ingestão de sal:

Uma alimentação rica em sal também contribui para que pessoas com tendência genética de reter sódio desenvolvam a doença; nesses casos, a redução de sal iniciada em idade jovem reduz o risco de se desenvolver a hipertensão.

 

Entenda as medidas de Pressão Arterial

O sangue não corre no corpo em fluxos contínuos, mas em jatos. Portanto, a pressão arterial é apresentada em dois números, como, por exemplo, 120/80. O número mais alto indica a pressão sistólica, a força máxima em que o coração contrai e bombeia uma certa quantidade de sangue na circulação.

O número mais baixo, a leitura diastólica, mede a pressão nas artérias nos momentos em que o coração está relaxado entre os batimentos. As unidades de medida de pressão arterial são em milímetros de mercúrio; isso mede basicamente o quanto a pressão do sangue consegue empurrar uma coluna de mercúrio em um tubo vertical.

Em geral, o médico usa um estetoscópio e um esfigmomanômetro para medir a pressão arterial. O manguito envolve o braço e é insuflado até interromper o fluxo sanguíneo. À medida que se libera a pressão, o médico ouve o som que indica as pressões sistólica e diastólica.

Caso a sua pressão em repouso seja consistentemente 140/90 ou mais alta, você tem pressão alta. A pressão arterial normal dos adultos é 120/80 ou abaixo disso. A hipertensão é classificada da seguinte forma:

Sistólica                                      Diastólica

Normal:                                   Inferior a 120                                  Inferior a 80

Pré-hipertensão:                           120 a 139                                       80 a 89

Estágio 1 da hipertensão:           140 a 159                                      90 a 99

Estágio 2 da hipertensão:          Superior a 160                           Superior a 100

Controle a Pressão Sanguínea com a Dieta Dash

A maior prova em favor das dietas como meio de controlar a pressão arterial é resultado de dois experimentos subsidiados pelo National Institutes of Health, nos EUA. Reunidos, os estudos são conhecidos como dieta DASH – sigla em inglês para Abordagem Alimentar para Redução da Hipertensão.

A dieta DASH fornece alimentos ricos em fibras, cálcio, magnésio e potássio; alimentos que vêm sendo associados à pressão mais baixa. Também é pobre em gordura saturada. O plano da dieta lista de oito a dez porções de frutas e vegetais e de duas a três xícaras diárias de derivados do leite com baixo teor de gordura. A seguir, apresentamos as instruções gerais que podem ser seguidas em seu plano alimentar:

- Cereais e produtos à base de cereais: de sete a oito porções diárias;

- Frutas e vegetais: de quatro a cinco porções diárias de cada;

- Derivados do leite com pouca gordura ou 0% de gordura: de duas a três porções diárias;

- Carne vermelha, ave e peixe: duas ou menos porções ( de 85 g) diárias;

- Nozes, sementes ou legumes: de quatro a cinco porções semanais;

- Gorduras: de duas a três porções diárias; evite gordura saturada;

- Doces: cinco por semana.

Prevenção e Controle: Adultos acima dos 40 anos devem avaliar a pressão arterial anualmente. Mas apenas uma medição da pressão arterial não é suficiente para se diagnosticar a hipertensão, a não ser que o problema já esteja em estágio grave. Algumas pessoas também sofrem da “hipertensão do jaleco branco”, caso em que sua pressão sobe ao consultar um médico, mas permanece normal em outros momentos. Para diagnosticar a hipertensão adequadamente, diversas medições são necessárias – feitas em diferentes momentos e talvez até em diferentes locais.

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Promovida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, que acontece todos os anos, no dia 26 de abril, é um alerta para a importância da prevenção contra a doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a taxa de incidência chega a mais de 50% na terceira idade.

Conforme o sangue circula pelo corpo, ele executa variados graus de força sobre as paredes arteriais. Os médicos se referem a essa força como pressão arterial. Milhões de pessoas no mundo têm pressão arterial muito elevada, o que chamamos de hipertensão.

Nos estágios iniciais, a pressão alta não apresenta sintomas, portanto, muitos indivíduos não percebem que estão sofrendo de uma doença perigosa. Caso o problema não seja diagnosticado, a pressão arterial alta causa danos ao coração e aos vasos sanguíneos, e pode resultar em derrame cerebral, infarto ou outras consequências mais graves à saúde.

Em aproximadamente 5% dos casos, há uma causa subjacente para a pressão alta, como, por exemplo, uma artéria renal estreitada, gravidez, distúrbio de glândula supra-renal ou efeito colateral de algum medicamento. na maioria das vezes, a causa não é identificada; refere-se a isso como hipertensão primária ou essencial.

A pressão arterial sobe quando as arteríolas, as menores artérias do corpo, estreitam-se e comprimem-se, exigindo que o coração pulse com mais força para bombear sangue por elas. O aumento de volume sanguíneo, muitas vezes devido à tendência de o corpo reter sal e líquidos em excesso, eleva a pressão arterial, da mesma forma que níveis altos de adrenalina e outros hormônios que levam os vasos sanguíneos a se contraírem.

Fatores subjacentes

Com a idade, a pressão arterial sobe um pouco, mas ainda não se sabe precisamente o que causa a hipertensão, embora um conjunto de fatores pareça estar envolvido. Por geralmente acometer membros da mesma família, suspeita-se de propensão genética. Diabetes, obesidade e outros distúrbios aumentam os riscos.

O estresse estimula um aumento repentino de liberação de hormônios supra-renais e uma elevação elevação temporária da pressão arterial; alguns pesquisadores acreditam que o estresse constante possa contribuir para o desenvolvimento da hipertensão. Outros fatores são o tabagismo, o abuso de álcool e um estilo de vida sedentário.

Controle a Pressão Sanguínea com a Dieta Dash

A maior prova em favor das dietas como meio de controlar a pressão arterial é resultado de dois experimentos subsidiados pelo National Institutes of Health, nos EUA. Reunidos, os estudos são conhecidos como dieta DASH – sigla em inglês para Abordagem Alimentar para Redução da Hipertensão.

A dieta DASH fornece alimentos ricos em fibras, cálcio, magnésio e potássio; alimentos que vêm sendo associados à pressão mais baixa. Também é pobre em gordura saturada. O plano da dieta lista de oito a dez porções de frutas e vegetais e de duas a três xícaras diárias de derivados do leite com baixo teor de gordura. A seguir, apresentamos as instruções gerais que podem ser seguidas em seu plano alimentar:

- Cereais e produtos à base de cereais: de sete a oito porções diárias;

- Frutas e vegetais: de quatro a cinco porções diárias de cada;

- Derivados do leite com pouca gordura ou 0% de gordura: de duas a três porções diárias;

- Carne vermelha, ave e peixe: duas ou menos porções ( de 85 g) diárias;

- Nozes, sementes ou legumes: de quatro a cinco porções semanais;

- Gorduras: de duas a três porções diárias; evite gordura saturada;

- Doces: cinco por semana.

Limite a ingestão de sal:

Uma alimentação rica em sal também contribui para que pessoas com tendência genética de reter sódio desenvolvam a doença; nesses casos, a redução de sal iniciada em idade jovem reduz o risco de se desenvolver a hipertensão.