Saúde: o poder do vermelho

Há mais de um século, um dos remédios mais comuns para curar a gripe era comprado a metro: a flanela vermelha, que era associada ao calor e à cura. Por que o vermelho? Por causa da superstição de que a cor vermelha afastava os espíritos do mal. Sob um ponto de vista menos metafísico, dizia-se que a flanela “removia” a gripe quando usada junto à pele.

A flanela surgiu no fim do século XIX, quando um algodão felpudo chamado flannelette passou a circular no mercado. Embora considerado inferior à lã, esse novo tecido não irritava tanto a pele quanto ela.

As mães amarravam echarpes de flanela vermelha em volta dos pescoços dos filhos para aliviar a inflamação na garganta ( além de afastar o olho-grande). Muitos homens trajavam peças de flanela vermelha sob as roupas não só para se protegerem da gripe e do resfriado, mas para evitar crises de gota e de reumatismo.

Para a dor nas costas, usavam-se ataduras de flannelette em volta da cintura. Com o passar do tempo, o pano que aquecia sem irritar a pele passou a ser chamado simplesmente de flanela e começou a ser utilizado para fazer as camisas e os pijamas.