Melatonina e qualidade do sono

Diversas pessoas sofrem com a insônia e suas consequências. Em meio a tantos medicamentos e técnicas que prometem resolver o problema, encontramos os suplementos de melatonina. Uma das funções deste hormônio, produzido naturalmente por diversos animais e plantas, é a indução ao sono. Sua ação e eficácia fizeram com que indústrias farmacêuticas lançassem sua versão sintética, amplamente vendida como suplemento em outros países, como Estados Unidos e Europa.

Mas você deve estar se perguntando: “Se meu corpo produz naturalmente este hormônio, por que preciso me preocupar com isso?” Bem, devido a fatores como a idade avançada, o estresse, a ansiedade, dentre outros, algumas pessoas têm a produção da melatonina comprometida.

As doses indicadas de melatonina variam de 1 mg a 3 mg por dia, mas somente o médico estará apto, para indicar corretamente a dose necessária para cada caso. Por se tratar de um hormônio natural, a melatonina não induz à dependência e nem perde o efeito após uso prolongado.

O uso excessivo ou irregular do medicamento causa dor de cabeça, náuseas e mal estar, sendo que é melhor respeitar a dose correta do que desenvolver outros sintomas que não devem existir com a medicação correta.

É normal, entretanto, algum desconforto inicial nos primeiros dias, que não devem persistir durante o uso prolongado, e precisam ser comunicados ao médico em casos de efeitos colaterais indesejados.

Além do benefício em casos de insônias e problemas de sono, sua ação antioxidante ajuda na recuperação de neurônios que foram afetados com a Doença de Alzheimer e acidentes vasculares cerebrais. A melatonina também auxilia o sistema imunológico, prevenindo doenças, como o câncer, e evitando a perda de memória.

Luzes acesas diminuem o efeito da melatonina – tanto  a natural, como  a consumida através de suplemento. Assim, deve-se ingerir as cápsulas de melatonina e apagar as luzes, de forma que seu organismo possa relaxar e aproveitar ao máximo os efeitos desse hormônio. O mesmo vale para luzes de computadores, celular , televisões, etc.

Síndrome do Intestino Irritável

A Síndrome do Intestino Irritável aflige cerca de 20% dos adultos e, normalmente, se caracteriza por contrações musculares anormais no intestino, resultantes de um excesso ou de uma escassez de líquidos no cólon. Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Algumas têm diarreia, enquanto outras sofrem de cólon espástico, com surtos alternados de diarreia e de prisão de ventre, além de dores abdominais, cãibras, inchaço abdominal, gases e náusea, principalmente após as refeições. 

É comum que o estresse e a ansiedade excessiva piorem os sintomas da síndrome do intestino irritável. Dessa forma, vale muito a pena investir em técnicas de relaxamento, como a meditação. Exercícios físicos também podem contribuir significativamente para amenizar as crises.

O primeiro passo para aprender a controlar os sintomas da SII é identificar as causas, ou seja, os alimentos prejudiciais, assim como as situações de estresse que desencadearam o problema. Procure fazer várias refeições pequenas por dia em vez de refeições grandes; coma devagar; beba muita água; evite alimentos gordurosos, o açúcar e o álcool. 

Há muito tempo, a hortelã é usada para acalmar o trato digestivo. Para aliviar a SII, os adeptos da medicina alternativa recomendam a ingestão de uma a duas cápsulas de óleo de hortelã entre as refeições. Contudo, esse tratamento não é recomendado às pessoas que sofrem com o refluxo ácido.

Fadiga crônica: sintomas e tratamento

A Síndrome da Fadiga Crônica apresenta sintomas semelhantes aos da gripe, não possui causa aparente e cura comprovada. Fadiga persistente e debilitante, dores de cabeça, gânglios linfáticos sensíveis, dores musculares e fraqueza, dores de garganta, nas articulações, sono não reparador, dificuldade de concentração, exaustão pós-exercício, que dura 24 horas, e problemas de memória passageiros estão entre as principais queixas daqueles que sofrem com o problema. Também pode haver febre crônica ou febre baixa e constante.

De acordo com o critério de diagnóstico estabelecido pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, a fadiga crônica e pelo menos outros oito sintomas não específicos precisam perdurar por no mínimo seis meses. Alguns estudos sugerem que predisposição genética, doenças infecciosas prévias, faixa etária, estresse e fatores ambientais tenham influência na história natural da enfermidade. Condições como hipoglicemia, anemia, pressão arterial baixa ou viroses misteriosas também são lembradas, mas a verdade é que as causas da síndrome da fadiga crônica são desconhecidas.

A recomendação é a de que a pessoa coma bastante massas, arroz, cereais e pães integrais para obter carboidratos complexos; frutas, legumes e verduras por conterem vitamina C; alimentos ricos em ácidos graxos essenciais como peixe, linhaça, nozes e sementes, óleo de canola e germe de trigo; alimentos salgados ( se tiver pressão baixa).

Reduza: cafeína, especialmente antes de dormir. Evite o consumo de álcool. A prática de atividades físicas e a manutenção do equilíbrio emocional também podem ajudar bastante.

Você está estressado(a)?

Geralmente, o estresse é associado à tensão ou ao esgotamento emocional. Contudo, no meio médico, o estresse é definido como qualquer problema ou situação que exerça tensão indevida ao corpo.

O que representa um estresse insuportável para uma determinada pessoa, pode significar o inverso para outra. Mas, em ambos os casos, o fator desencadeante do estresse pode acionar o sistema automático de resposta do corpo. Assim, criam-se as condições de baixa de imunidade ou aumento da vulnerabilidade para doenças, desde resfriados comuns a infartos e câncer.

Como o estresse pode causar diferentes sintomas, tanto físicos quanto mentais, não costuma ser tarefa fácil determinar a verdadeira raiz de muitos problemas. A seguir, listamos as manifestações mais habituais do estresse. Fique alerta!

Sintomas físicos:  

Palpitação, falta de ar, dores no peito e outros sinais de doença cardíaca (que devem ser examinados);

Respiração acelerada e fora do comum, vertigem ou leve tontura;

Sensações de formigamento nas mãos e/ou pés;

Dores crônicas ou recorrentes nas costas ou no pescoço;

Frequentes dores de cabeça;

Diarreia ou prisão de ventre;

Azia e outros tipos de problemas digestivos.

Sintomas psicológicos:

Dificuldade de se concentrar e de tomar decisões;

Insônia;

Fadiga crônica, mesmo após descanso adequado;

Ansiedade prolongada;

Alteração de apetite e aumento de consumo de álcool, nicotina ou outras drogas;

Dificuldades de lidar com problemas, mesmo que pequenos;

Dificuldades em se divertir.

Tensão e dores de cabeça

Dores de cabeça provocadas por tensão são o tipo mais habitual, causadas por contrações musculares ou desequilíbrio das substâncias químicas naturais do cérebro. A dor resulta em pressão ao redor da cabeça, vindo, em alguns casos, acompanhada de uma sensação constritiva na cabeça, pescoço e músculos dos ombros. Geralmente, têm início à tarde ou à noite, e provocam dor contínua.

O melhor tratamento é a prevenção, como técnicas de relaxamento, massagens, meditação e visualização causam efeitos positivos para muitas pessoas. Outra dica é cortar de sua alimentação todos os alimentos e medicamentos que possuam cafeína, já que podem piorar a tensão e a ansiedade, contribuindo para o início da dor de cabeça.

A sinusite também pode ser a causa de dores de cabeça, provocando dor profunda e desconfortante em volta dos olhos, chegando, à vezes, às têmporas e aos ouvidos. Ao se abaixar, a pessoa sente que a dor aumenta.

Já as dores de cabeça conhecidas como rebound podem ser provocadas pelo uso indiscriminado de sedativos, analgésicos, assim como de medicamentos contra dores  e cafeína, resultando em um ciclo vicioso de aumento de tolerância e de dependência.

Outros fatores desencadeadores de dores de cabeça incluem problemas dentários, fome, falta ou excesso de horas de sono, ficar exposto a luzes fortes por longo período, vista cansada, consumo excessivo de álcool, estresse, dentre outros.

Você sofre de bruxismo?

Geralmente, o problema está relacionado a fatores psicológicos, como o alto nível de tensão emocional, que acaba gerando ou intensificando o ranger e o apertar dos dentes. Tal comportamento pode causar desgastes dentários exagerados, mobilidade dental e perda de estrutura óssea alveolar, responsável por manter os dentes em posição normal dentro do arco dentários. Em casos extremos, o bruxismo pode provocar perda prematura dos dentes.

Na maioria dos casos, a perda do controle de tais hábitos parafuncionais é notada por pessoas próximas, que ouvem o ruído à noite ou observam alguma anormalidade na fala do indivíduo.

O bruxismo também causa fortes dores de cabeça.

Nesse caso, é bom procurar um dentista, que irá produzir uma peça muito simples para uso interno, removível, conhecida como placa de mordida. A peça é adaptada ao maxilar superior, sendo inserida na boca pelo próprio paciente apenas na hora de dormir, não representando qualquer incômodo. Quando a causa do bruxismo ocorre devido a questões emocionais sérias, o indicado é também um tratamento psicológico.

A princípio, o bruxismo pode se desenvolver em qualquer pessoa. Sua incidência é bem comum, atingindo cerca de 60% da população. Apesar de serem mais frequentes em jovens, os idosos também podem sofrer deste mal.

Dicas para aliviar o estresse

Já que o estresse pode desencadear diversos sintomas, físicos e mentais, não é fácil determinar a real causa dos problemas, Por isso, é recomendável consultar um médico, que solicitará alguns exames.

A seguir, listamos algumas dicas de como aliviar o estresse:

- Faça refeições regulares e saudáveis. Várias refeições menores podem funcionar melhor;

- Todos os dias, durante alguns minutos, sente-se em silêncio e feche os olhos;

- Faça exercícios regularmente para estimular a produção de endorfinas, substâncias químicas que melhoram o humor;

- Escute sua música favorita; isso também eleva os níveis de endorfina;

- Aprensa técnicas de relaxamento, como ioga e meditação ou exercícios de respiração profunda;

- Faça uma lista diária de “coisas a fazer” e ordene os itens por nível de importância. Faça um item de cada vez e transfira os itens pendentes para a lista do dia seguinte;

- Pense em ter um animal de estimação. Afagar um animal pode ajudar a relaxar;

- Divida seus problemas com algum parente, amigo ou conselheiro.