Água engarrafada nem sempre é mineral

Água é vida! Mesmo sendo indispensável para todas as funções do nosso corpo, sua relevância para a saúde, assim como a sua potabilidade, nem sempre são consideradas. Talvez, você não esteja a par de alguns fatos sobre a água engarrafada (aquela comercializada em cada esquina). E mesmo que já tenha conhecimento acerca das informações a seguir, vale a pena relembrá-las:

- Estima-se que 25% da água engarrafada seja, na realidade, água de torneira filtrada;

- Água mineral é frequentemente rica em sódio;

- Diferentemente do sistema de abastecimento de água municipal, a água engarrafada pode não conter flúor suficiente para proteger contra as cáries;

- Não é uma boa ideia reutilizar garrafas plásticas de água. Lavá-las e reusá-las muitas vezes acelera o processo de quebra do plástico, aumentando a exposição a substâncias químicas potencialmente prejudiciais;

- Verifique a data de engarrafamento e a data de validade para descobrir quão fresca é a água. Normalmente, a água engarrafada contém um menor número de bactérias prejudiciais. Mas, se a água for armazenada por períodos longos em temperatura ambiente, as bactérias podem proliferar rapidamente. O melhor a fazer é armazenar a água em locais refrigerados;

- Recipientes abertos de água engarrafada devem ser refrigerados, caso bactérias potencialmente prejudiciais tenham entrado neles.

Aliados contra o câncer

É muito comum que pessoas com câncer percam peso. O tratamento dessa doença, principalmente a radioterapia e a quimioterapia, costumam afetar o apetite, além de provocarem náusea e outros efeitos colaterais. A cirurgia também pode influenciar, fazendo com que os pacientes percam a vontade de comer. Sendo assim, um bom nutricionista deve elaborar uma dieta ou recomendar o uso de suplementos.

Alguns alimentos são, comprovadamente, aliados no combate ao câncer:

-Maçãs, frutas silvestres, brócolis e outras verduras crucíferas, além de frutas cítricas contêm flavonoides, que atuam como antioxidantes, e ajudam a prevenir danos ao DNA das células.

-Tomates: contêm licopeno, que, segundo alguns estudos, protege contra o câncer de próstata.

-Cebola e alho: contêm compostos de enxofre que podem estimular as defesas naturais contra o câncer, além de ajudar a controlar o desenvolvimento do tumor. Os estudos sugerem que o alho pode ajudar a reduzir em até doze vezes a incidência de câncer de estômago.

-Chá verde: contém EGCG ( galato de epigalocatequina), uma catequina que pode ajudar a combater o câncer de três modos: ajuda a reduzir a formação de carcinógenos no corpo, aumenta as defesas naturais do organismo, e elimina o desenvolvimento do câncer.

-Castanha-de-caju, frutos do mar, algumas carnes e peixes, pão, trigo e arroz integral, germe de trigo e aveia: são as melhores fontes de selênio, uma arma poderosa contra o câncer. Alimentos à base de plantas, principalmente o trigo, são os grandes responsáveis por suprir o selênio na nossa alimentação.

14 de novembro: Dia Mundial de Combate a Diabetes

Para as pessoas que sofrem com a doença, o Dia Mundial do Diabetes, comemorado hoje, 14 de novembro, é uma mensagem sobre a capacitação por meio da educação. Para os governos, é um apelo para implementar estratégias e políticas eficazes para a prevenção e tratamento do diabetes. Para os profissionais de saúde, é uma chamada para melhorar o conhecimento de maneira que as recomendações baseadas em evidências possam ser postas em prática. O público em geral precisa entender o impacto grave do diabetes e saber, sempre que possível, como evitar ou retardar essas complicações.

O desencadeamento de diabetes tipo 1 é geralmente repentino e dramático e pode incluir sintomas como:

Sede excessiva
Rápida perda de peso
Fome exagerada
Cansaço inexplicável
Muita vontade de urinar
Má cicatrização
Visão embaçada
Falta de interesse e de concentração
Vômitos e dores estomacais, frequentemente diagnosticados como gripe.
Os mesmos sintomas acima podem também ocorrer em pessoas com diabetes tipo 2, mas geralmente são menos evidentes. Em crianças com diabetes tipo 2, estes sintomas podem ser moderados ou até mesmo ausentes.

No caso do diabetes tipo 1, estes sintomas surgem de forma abrupta e às vezes podem demorar a ser identificados. Já no diabetes tipo 2, esses sintomas podem ser mais moderados ou até mesmo inexistentes.

Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Outro dado é que, no geral, o diabetes tipo 1 é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos, mas vale lembrar que ela pode surgir em qualquer idade.

Estratégia alimentar

A alimentação é a base para administrar o diabetes. Uma alimentação apropriada pode ajudar a manter bons níveis de glicose no sangue e evitar ou retardar complicações de longo prazo do diabetes. Diabéticos devem consultar nutricionistas para planejar uma dieta. Além de controlar a glicose, um plano alimentar deve levar em conta a idade e as preocupações relacionadas à saúde, como os níveis de colesterol e a pressão alta.

O equilíbrio de carboidratos, de gorduras e de proteínas é fundamental. Para manter níveis saudáveis de glicose no sangue, refeições e lanches devem ser balanceados, a fim de fornecer uma mistura de carboidratos, gorduras e proteínas. Adultos podem precisar reduzir a ingestão de gordura e colesterol para prevenir doenças cardíacas e renais. Um indivíduo acima do peso precisa tentar emagrecer, reduzindo a ingestão de calorias e aumentando os níveis de atividades diárias.

Síndrome de Stevens-Johnson: conhecer para prevenir

Por ser considerada uma raridade, com incidência avaliada entre um e três casos para cada milhão de habitantes, a síndrome de Stevens-Johnson ainda é praticamente desconhecida do público em geral. É pertinente tratar do assunto, no entanto, uma vez que ela pode acometer qualquer pessoa, independente de idade, gênero ou grupo social. Mais importante que isso, é crucial tocar no assunto, pois sua principal causa pode ser facilmente evitada.

O que é

A síndrome foi descrita pela primeira vez em 1922, quando os pediatras americanos Albert Mason Stevens e Frank Chambliss Johnson relataram os casos de dois meninos de sete e oito anos de idade apresentando um quadro de “erupção extraordinária generalizada, com febre constante, mucosa bucal inflamada e conjuntivite purulenta severa”. No entanto, muitos anos se passaram até que os sintomas fossem relacionados à aplicação de medicamentos. A rigor, apenas em1983 a doença foi efetivamente reconhecida e identificada.

A imensa maioria dos casos é decorrente de intoxicação provocava por reação alérgica a medicamentos, a excesso de dosagem ou validade vencida. Nestes casos, portanto, a prevenção é bastante simples e importantíssima, posto que os danos à epiderme e às mucosas são potencialmente fatais. A síndrome, no entanto, também pode ser adquirida em decorrência de pneumonia por micoplasma, numa variação mais difícil de ser prevenida. Felizmente, neste caso, os sintomas são menos agressivos, e o tratamento mais simples e rápido.

Visualmente, o paciente que desenvolve a síndrome assemelha-se bastante a alguém que tenha sofrido queimaduras de 3º grau, chegando a apresentar necrose e perda de pele. Aos primeiros sinais de qualquer sintoma parecido, um médico deve ser consultado imediatamente, e alertado sobre a carga de medicação que vem sendo utilizada.

Como prevenir

Basicamente, a prevenção da síndrome de Stevens-Johnson passa pelo abandono do perigoso hábito da automedicação. Mesmo remédios considerados inofensivos, e de uso comum entre a população, podem levar ao desenvolvimento da síndrome, de forma que um médico deve ser sempre consultado. Além disso, é importante que se conheça o histórico familiar de alergias, antes que qualquer tratamento medicamentoso mais intenso venha a ser iniciado.

Por fim, há que se observar cuidadosamente as posologias receitadas e a validade de todo medicamento consumido.

Mudanças bruscas de temperatura e as consequências para a saúde

Enfim, primavera… Passados os meses mais frios do ano, o que se espera são dias de sol, temperaturas equilibradas e, consequentemente, benefícios à saúde. Contudo, não é sempre assim, pelo menos em algumas regiões do país, onde a instabilidade climática e as mudanças bruscas de temperatura parecem cada vez mais frequentes. Com isso, é normal encontrar pessoas de todas as idades com diferentes tipos de alergia e, ou com alguma enfermidade típica de tal fenômeno.

Por isso, é preciso estar preparado para qualquer variação no tempo. Em um único dia pode chover, fazer muito calor e também muito frio, independentemente da época do ano.

Problemas de saúde relacionados ao sistema respiratório são os mais comuns, mas, no momento em que os termômetros oscilam muito, o sangue tende a ficar mais grosso, colaborando, ainda, com o surgimento de complicações cardiovasculares.

O médico Luiz Fernando Azevedo, de Nova Friburgo (RJ), explica que a saúde fica mais sensível devido a essas oscilações de temperatura, pois o organismo não está preparado para enfrentar as mudanças drásticas de temperatura. “Os transtornos mais comuns são as doenças alérgicas e as gripes, como asma e rinite. O ideal, é que as pessoas procurem ajuda médica o mais rápido possível, para que a gripe não evolua, se transformando em uma pneumonia”, explica Luiz Fernando.

Normalmente, as temperaturas ficam mais elevadas no final da manhã e, no momento em que o dia vai chegando ao fim, há uma queda considerável. Este fato prejudica o mecanismo de defesa das vias aéreas, pois desencadeia a menor movimentação dos cílios da árvore respiratória, aumentando, e muito, a facilidade de se contrair uma infecção.

Além disso, as mudanças bruscas de tempo geralmente provocam o agravamento de doenças, como bronquite e enfisemas pulmonares, causando o aumento da tosse, assim como da expectoração e falta de ar. No caso da rinite alérgica, o doente espirra mais e apresenta um aumento imediato de coriza.

Prevenção

Nada melhor que estar preparado para qualquer variação do tempo, por isso, não se esqueça do guarda-chuva e do casaco. “Para se manterem protegidas, é importante que as pessoas tenham à mão tanto roupas de frio, quanto de verão”, recomenda Fernando.

Também se deve evitar a prática de exercícios que levam à exaustão, pois consomem muito a energia do organismo, ocasionando na diminuição da defesa do corpo. O ar-condicionado também propicia o surgimento de problemas respiratórios, pois deixa o ambiente mais seco e poluído, contribuindo para a proliferação de ácaros.

Deixar as janelas abertas ajuda a manter a ventilação no local o mais natural possível. A umidade do ar no ambiente pode ser garantida com um umidificador. Para quem não pode comprá-lo, vale deixar nos cômodos do imóvel uma bacia de água, com superfície ampla.

“Manter o corpo hidratado, através da ingestão de muita água, manter uma alimentação equilibrada, e praticar alguma atividade física são maneiras simples de se prevenir das doenças típicas de climas instáveis”, diz Luiz Fernando.