29 de outubro: Dia Nacional do livro

No dia 29 de outubro, é comemorado, no Brasil, o Dia Nacional do Livro. Uma data mais que oportuna, portanto, para que se faça uma reflexão a respeito das mudanças nos rumos do mercado editorial brasileiro, bem como se renove o convite àquela que, apesar de todas as inovações tecnológicas, permanece como a forma mais confortável e profunda de exercitar o hábito da leitura.

Uma grossa sequência de folhas de papel, impressas com larga quantidade de tinta e ocupando espaço bastante considerável dentro dos padrões atuais de estocagem informativa. Pior: sem dispor nada que lembre uma ferramenta de busca digital, tornando a procura rápida por informações pontuais algo próximo a um jogo de investigação.

Certamente, vendo desta forma, o livro parece não ter mesmo lugar no mundo informatizado. Tanto mais quando se leva em consideração o impacto negativo do uso do papel, em termos ecológicos. Foi-se o tempo, além disso, em que a maior parte do conhecimento acumulado pelo homem se via restrito às páginas de livros.

Hoje em dia, boa parte daquilo que um público menos especializado precisa saber sobre praticamente qualquer assunto pode ser encontrado na internet, ao alcance de um clique, e quase que instantaneamente. No entanto, claro, a realidade não é assim tão simples.

Para começar, nenhuma plataforma de leitura consegue ser tão suave aos olhos – e ao corpo como um todo – quanto um livro. Portáteis e foscos, livros podem ser lidos em qualquer lugar, em qualquer posição, e são muito mais convidativos aos olhos do que telas de aparelhos digitais. Além disso, se é verdade que o papel de suas folhas fere o meio ambiente – ainda que cresça a cada dia o número de publicações em papel reciclável –, é igualmente verdade que o prejuízo ambiental para por aí. Já nas telas, a leitura passa por um consumo constante de energia. A longo prazo, portanto, o livro acaba sendo a opção mais ecológica.

E justamente por oferecer a leitura mais confortável, o livro continua a ser o habitat natural de toda sorte de informação que vá além do trivial e do superficial. Tudo que envolva pesquisa, tudo que vá além de resumos, tudo, enfim, que possa transformar um interessado num especialista, será encontrado em livros. Não em sites.

Os meios eletrônicos, portanto, não representam uma ameaça ao mercado editorial. Ao contrário, seria possível ver na multiplicação de mídias e plataformas um cenário inclusive amigável ao tradicional livro impresso, na medida em que cada vez mais ele se vê livre para explorar suas próprias vocações.

Com o advento da internet, os livros podem ser cada vez mais profundos e especializados, voltados a um público disposto a pagar por informações especiais e mais contextualizadas. Além disso, o universo digital atua também como facilitador no encontro entre obra e leitor, especialmente nos casos de livros raros, esgotados, ou que tenham sido publicados apenas em países estrangeiros.

A rigor, se existe na atualidade um limitador real ao mercado editorial, ele certamente não se encontra na internet ou nas novas tecnologias da informação, e sim na forma como os livros passaram a ser vendidos nos últimos anos.

A exemplo do que vem ocorrendo às salas de cinema, as livrarias também têm sido absorvidas pela proliferação de centros comerciais em todas as partes do mundo. São cada vez mais raras as livrarias tradicionais, da mesma forma como tantos cinemas históricos acabaram sendo vendidos a igrejas, bingos ou supermercados. E então, uma vez dentro dos shoppings, sujeitos a alugueis bastante altos, os livreiros passam a depender de uma rotatividade muito maior para que possam sobreviver no mercado. Assim como as salas de cinema dependem dos chamados blockbusters, as livrarias tornaram-se dependentes dos Best Sellers.

Sob este aspecto, é cada vez menor a diversidade de títulos nas prateleiras, com espaço cada vez maior sendo dedicado aos livros mais vendidos. Muitos deles, inclusive, baseados em filmes de grande sucesso, ainda que o caminho inverso continue a ser verdadeiro, com muitos filmes ainda dedicados a contar histórias literárias. Além dos Best Sellers, a rigor, o mercado se sustenta também nos imprescindíveis livros didáticos, cujas vendas jamais flutuam.

Público, no entanto, não falta, como comprovam, anualmente, os sucessos das Bienais, tanto no Rio quanto em São Paulo, além da concorrida e já tradicional Festa Literária de Paraty. Dentro deste contexto, portanto, a internet talvez deva ser encarada antes de tudo como uma grande aliada à leitura impressa, na medida em que ela incorpora o papel das antigas livrarias e permite o acesso a obras mais preciosas ou específicas, impressas em tiragens menores. Incluindo aí raras edições regionais, muitas vezes pagas pelo próprio autor, ou exemplares esgotados, disponíveis nos inúmeros sebos virtuais existentes no universo digital.

Não, a internet não ameaça a continuidade do livro como abrigo e fonte de informações aprofundadas. Antes o contrário. Ela, que felizmente também veio para ficar, deve ser encarada como a grande defensora da variedade editorial, em tempos nos quais o capitalismo gostaria de lidar apenas com Best Sellers.

Steve Jobs, o visionário: exposição no MIS

A exposição “Steve Jobs, o visionário” permanece no Museu da Imagem e do Som (MIS) até o dia 20 de agosto. Em Steve Jobs, o visionário, um percurso estruturado por células narrativas – Espiritualidade, Inovação, Competição, Fracasso, Negócios e Sonho – concebido pelo escritório Migliore + Servetto Architects traz uma experiência rica e profunda do universo de Jobs. Nela, o público terá acesso a 209 itens entre fotos, reportagens, objetos pessoais, filmes e produtos históricos que mostram a forma como o empresário pensava e criava.
Uma das facetas mais emblemáticas de Steve Jobs é sua espiritualidade. Na célula dedicada ao tema, a primeira da exposição, o público encontra itens ligados à sua relação com o budismo além de uma videoinstalação que ilustra a escolha pelo nome Apple.

“Só há verdadeira inovação, quando a tecnologia é acessível a todos”. Essa frase de Jobs inspira a coleção disponível na célula Inovação que exibe importantes produtos desenvolvidos por ele e que foram saltos evolutivos na tecnologia de informação. Centenas de pequenas e grandes inovações foram criadas por ele. Nesta seção, o público tem acesso a ícones como o Apple II, o Macintosh, iMac, e a primeira geração do iPod, IPhone e iPad, entre outros.

A exposição tem continuidade na célula Competição, outra característica marcante de Steve Jobs, na qual são destacados os embates com IBM e Bill Gates, entre outros. Em Fracasso, o público conhece a peça mais rara da exposição: o Apple 1, fabricado em 1976, que foi adquirido em um leilão da Christie’s por U$ 213,6 mil, em novembro de 2010, por Marco Boglione, fundador e presidente do Grupo BasicNet, multinacional italiana proprietárias de numerosas marcas de roupa e acessórios para esporte e tempo livre, entre as quais Superga, Kappa, Robe di Kappa e K-Way. Hoje, o computador já triplicou de valor. Outro destaque nesse tema é o Lisa, que, lançado em 1983, foi o primeiro computador pessoal a ter um mouse e uma interface gráfica – mas foi considerado como um dos maiores fracassos da Apple.

Steve Jobs, o visionário
Data: 15 de junho a 20 de agosto
Horário: terças a sábados, das 12h às 21h; domingos e feriados, das 11h às 20h
Local: Espaço Expositivo 1º andar e Espaço Redondo
Ingresso: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Classificação etária: livre
Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18
Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

Dicas para evitar a ressaca

A quantidade de álcool necessária para provocar uma ressaca não é igual para todas as pessoas e também depende do tipo de bebida ingerida. As destiladas, como uísque e gim, têm um impacto mais imediato do que vinhos e cervejas, e o álcool é absorvido mais rapidamente quando misturado com bebidas gasosas.

Uma vez na corrente sanguínea, o álcool chega ao cérebro em minutos. No início, age como um estimulante, provocando euforia, que logo dá lugar à depressão do sistema nervoso e a uma sensação de torpor, levando, finalmente, ao sono ou à inconsciência.

O fígado necessita de um tempo para conseguir metabolizar o álcool, mas em muitos casos as pessoas ultrapassam os limites, bebendo mais do que o órgão consegue metabolizar. Uma dica é não beber com o estômago vazio, pois o álcool vai muito mais rápido na circulação sanguínea.

Quando a bebida é ingerida após a pessoa ter se alimentado, o fígado consegue metabolizar aos poucos o álcool, evitando, assim, que o órgão fique sobrecarregado. Castanhas, nozes e outras sementes oleaginosas são indicadas.

Um costume que pode evitar a indesejável ressaca é o de beber muita água, que dilui e ameniza os efeitos do álcool no organismo. A desidratação dificulta o trabalho do fígado e dos rins, porque o sangue fica mais espesso. Beber água ajuda a limpar o organismo.

Outra regra que deve ser respeitada é não misturar bebidas destiladas, como vodca, cachaça e uísque, com as fermentadas, como cerveja e chope.

A gravidade de uma ressaca é parcialmente influenciada pelos congêneres, subprodutos do processo de fermentação que contribuem para o sabor e aroma das bebidas alcoólicas. O brandy é a bebida com o maior número de congêneres, seguido por vinho tinto, rum, uísque, vinho branco, gim e vodca.

Educação sexual: orientação e diálogo

Quando a orientação e diálogo constantes fazem toda a diferença na vida e saúde sexual dos indivíduos

Em um mundo marcado pela banalização sexual, alta erotização e exploração da imagem da mulher em diferentes esferas da sociedade, é preocupante a constatação da carência de ações voltadas à educação sexual de crianças e jovens, assim como do despreparo de muitos pais e professores perante o tema.

Mas por que o sexo ainda é encarado por tanta gente, de diferentes culturas, como um tabu, apesar de tanta exposição? De que maneira uma questão tão importante e inerente ao ser humano pode, ainda, ser alvo de tanto preconceito e distorções?

O retrocesso observado hoje nas diversas manifestações do comportamento sexual e na forma como o assunto é tratado tem como consequência o atual cenário de desrespeito, intolerância, incompreensão e irresponsabilidade – gravidez precoce, aborto indiscriminado, alto índice de DSTs entre jovens e adultos, machismo, disseminação da AIDS, homofobia, promiscuidade, transtornos sexuais, exploração sexual, pedofilia, prostituição, etc.

E em meio a tantos problemas, os pais ficam sem saber ao certo o que fazer, qual postura adotar diante de situações peculiares, e como imperar sobre a mídia, que, constantemente, massacra a todos com imagens e apelos sexuais dos mais diversos – explicitamente e, também, de maneira implícita e, nem por isso, menos manipuladora.

A psicóloga, terapeuta de família e sexóloga Maria de Fátima Leite Ferreira chama a atenção para a crescente ausência de valores, como a ética e a moral, na sociedade como um todo, o que seria a principal razão para os problemas enfrentados hoje no que concerne à educação sexual. “Observo que muita gente discursa sobre as novas configurações familiares como se nestas o caráter, os valores não estivessem mais inclusos. Todos podem e devem acompanhar as mudanças, manter-se atualizado sem descartar princípios básicos e fundamentais como o caráter, os valores éticos e morais, que devem prevalecer sempre.”

Maria de Fátima leite Ferreira

Educar é um processo que tem início com o nascimento, logo, a educação sexual precisa estar em comunhão com a educação fornecida pelos pais ou responsáveis, da mesma maneira que deve ser integrada nas escolas desde o princípio.

“A educação sexual tem início no nascimento da pessoa e é uma coisa que a acompanha até a morte. Desde que você nasce, a forma como sua mãe, seu pai, as pessoas mais próximas lidam com você, com o seu corpo, as demonstrações de carinho, o afeto, vão o ensinando a entrar em contato com essa liberdade. Durante toda a sua vida, você está constantemente se educando acerca da sua sexualidade”, explica Maria de Fátima.

Sendo assim, a forma como os pais lidam com a própria sexualidade e aprenderam a lidar com ela, vai fazer toda a diferença na maneira como eles vão transferi-la aos filhos. “A atitude dos pais ou responsáveis perante ações e curiosidades das crianças sobre o sexo é que farão toda a diferença. Geralmente, por volta dos 4, 5 anos de idade, elas começam a conhecer o próprio corpo, a se tocar, a mostrar curiosidade sobre o assunto, e caso sejam reprimidas de forma severa, podem ficar traumatizadas por muito tempo e encarar o sexo como algo perverso, como pecado, e ter sérios problemas na vida adulta em suas relações mais íntimas. Se o pai e a mãe encaram com naturalidade, a criança também vai achar natural e, assim, essa questão não irá aguçar tanto a sua curiosidade e ela vai vivenciar essa fase naturalmente”, esclarece a profissional.

SEXUALIDADE

Ao contrário do que muitos acreditam, o conceito de sexualidade não se refere apenas ao ato sexual e ao sistema reprodutor, trata-se de algo muito mais abrangente. A Organização Mundial da Saúde definiu-a como “uma energia que nos motiva a procurar o amor, contato, ternura, intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações com os outros e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.”

Em suma, a sexualidade engloba: a identidade sexual(masculino/feminino); os afetos e a autoestima, isto é, os sentimentos em relação a si mesmo e aos outros e também em relação a todas as mudanças do próprio corpo, etc; todas as alterações físicas e psicológicas ao longo da vida; conhecimento da anatomofisiologia do sexo feminino e masculino; higiene na puberdade; gravidez, parto, maternidade e paternidade; os métodos contraceptivos; as doenças sexualmente transmissíveis.

SEXO X RELIGIÃO

Ao se esboçar qualquer opinião sobre religião, não tem jeito, a polêmica está garantida. Contudo, cabem algumas reflexões sobre a temática em questão e sua influência na educação sexual de muitos indivíduos.

Por muito tempo, a Igreja tratou o sexo como pecado e, ainda hoje, não apenas o catolicismo, mas também outras religiões tratam o assunto com muitas reservas e esboçam conceitos que contradizem com a realidade. Ao afirmar, por exemplo, que não se deve fazer uso de preservativos, ou de qualquer outro contraceptivo, indiscutivelmente, está se colocando em risco a saúde de milhares de fieis. Além disso, os jovens fazem uso de suas referências – familiar, escolar, religiosa etc – ao tomar atitudes e adotar comportamentos.  Sendo assim, ele vai se deparar com a contradição: de um lado, a divulgação de que o uso do preservativo é a maneira mais eficaz de não se contrair DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e AIDS, e de se evitar a gravidez indesejada; de outro lado, a afirmação de que “… não se pode resolver (o problema da AIDS) com a distribuição de preservativos… pelo contrário, a sua utilização agrava o problema”, como já declarou, por exemplo, o Papa Bento XVI, em março de 2009.

“Qualquer coisa que limite o ser humano, que tente colocá-lo dentro de uma fôrma, não é saudável. Tudo que vira uma rigidez, uma imposição, é ruim. A orientação e a prevenção são as melhores formas de se evitar a gravidez na adolescência, assim como as DSTs e a AIDS. Acredito que as crenças religiosas não devem ser confundidas com outras questões”, opina Maria de Fátima.

ESTEREÓTIPOS

Hoje, o que se vê é a massificação de estereótipos de beleza e de comportamento, que, nas entrelinhas, tem propagado o preconceito perante aqueles que, de uma forma ou de outra, não se encaixam nos atuais padrões estéticos e comportamentais, estampados em capas de revistas, outdoors publicitários, idealizados em músicas, filmes, na cultura como um todo.

“A própria mídia contribui maciçamente para o ideal de beleza, por exemplo, ao vender imagens de pessoas belas, sem nenhum defeito aparente; a saúde física tem sido muito associada à estética, a um corpo magro, sarado, quando, na verdade, a beleza é um todo, um conjunto de fatores e a graça toda está justamente na diferença, nas particularidades de cada um”, diz a psicóloga e sexóloga.

A sociedade tem se apegado demasiadamente à aparência, aos bens materiais, em detrimento dos valores mais nobres do homem como o caráter, o intelecto, a moral. É aí que a família, principalmente, deve atuar em prol da manutenção dos valores, através de muito diálogo, orientação e acompanhamento permanente na educação de seus filhos.

Quando o diálogo fica difícil e os pais sentem dificuldade em lidar com o assunto, a melhor saída é procurar ajuda profissional. Ser moderno e atualizado, não é sinônimo de permissividade.

Dicas de viagem

Se viajar é um dos grandes prazeres da vida, torne sua viagem tranquila e agradável, cuidando passo a passo de cada detalhe. Confira dicas importantes:

Antes de definir seu destino, investigue tudo a respeito dos lugares a que pretende viajar;

Viajar na baixa estação sai bem mais barato: hotel, atrações, passagens;

Organize uma lista com itens que não podem faltar na sua bagagem;

Deixe pronto tudo o que for possível em casa e no trabalho antes de partir;

Providencie alguém para cuidar do recebimento de contas, correspondências e assinaturas durante sua ausência;

Antes de partir, durma um pouco mais, coma alimentos leves e beba bastante água.

Equilíbrio entre conforto e elegância

Procure viajar com tecidos que não amassem muito, como malhas e microfibras;

Sapatos se salto médio são confortáveis e ideais para enfrentar as diferenças climáticas;

Não exagere na bagagem. Escolha peças com cores neutras para facilitar as combinações. Tons escuros para calças, saias, blazers, sapatos e bolsas. Deixe as cores claras e tons vivos para as blusas e camisetas;

No nécessaire procure colocar cosméticos pequenos, descartáveis, analgésicos, antiácidos e medicamentos de primeiros-socorros contra enjoo;

Leve sacos plásticos para armazenar roupas sujas ou molhadas.

Sinais de bom relacionamento

Sempre que se hospedar na casa de alguém leve uma pequena lembrança para os anfitriões ou para as crianças;

Em viagens coletivas, evite fumar, passear pelos corredores e ouvir aparelhos sonoros em alto volume. Falar baixo é imprescindível;

Em outros países, quando entrar em locais públicos, cumprimente e agradeça na língua local;

As gorjetas variam conforme a cultura de cada região. Informe-se sobre os hábitos culturais de seu local de destino;

Mantenha o bom humor.

Conserve seus livros

 

Algumas pessoas possuem sua própria biblioteca, que não precisa ter paredes de madeira e prateleiras de carvalho; uma biblioteca é simplesmente uma coleção de livros. E estejam estes guardados nas estantes de um quarto especial ou aleatoriamente em uma única prateleira, eles precisam ser limpos. Se você os mantiver em boas condições, os terá para sempre.

Para secar um livro úmido: salpique suas páginas com amido de milho ou talco para absorver a umidade. Deixe por 5 ou 6 horas, e depois remova o pó branco;

Para se livrar dos insetos que “moram” nos livros: coloque o livro infestado em um saco plástico e deixe-o no freezer durante um ou dois dias para matar os insetos e suas larvas;

Para eliminar o mofo: espalhe areia para gatos limpa em um saco de papel e deixe o livro em seu interior durante uma semana ou mais. Depois, tire-o e remova qualquer resíduo de areia;

Se as páginas estiverem bolorentas, retire o mofo: utilize um pano levemente umedecido com uma solução de uma parte de vinagre branco e 8 partes de água. Para secar, abra as páginas afetadas e deixe-as ao sol por não mais que meia hora, ou o papel desbotará e ficará amarelo;

Use um pincel limpo e macio: assim, conseguirá retirar a poeira de um livro de cada vez, limpando a capa e as bordas das páginas. Não tire o pó das prateleiras com espanador de penas, que apenas redistribuirá a maior parte da poeira para os outros livros.

O pão nosso

A história do pão é praticamente tão antiga quanto a história em si, conforme academicamente a concebemos. Afinal, quando os primeiros pães começaram a ser consumidos, há cerca de 6.000 anos, a própria Revolução Neolítica ainda estava em curso dentro da realidade de diversas povoações espalhadas pelos quatro cantos da superfície terrestre.

O domínio da agricultura e do fogo, bem como a domesticação de animais e o surgimento dos primeiros esboços de uma comunicação padronizada, tanto em desenhos quanto em fonemas, eram ainda experiências tão recentes quanto raras entre a totalidade dos habitantes da Terra. E, desde estes tempos remotos para a humanidade, o pão já alimentava parcela significativa de populações, como os egípcios, servindo também como forma de pagamento por trabalhos realizados.

As inúmeras serventias do alimento, no entanto, representam apenas a ponta visível de um iceberg muito maior. Afinal, a própria elaboração da receita, desde a obtenção da farinha e do sal até o cozimento em água e a fermentação, representa um verdadeiro marco evolutivo na trajetória da humanidade. O homem, agora estabelecido num ambiente fixo, começava a dialogar com o ambiente à sua volta, adaptando-o às suas necessidades, e não apenas fazendo o caminho inverso.

A bricolagem envolvida na aplicação de objetos naturais como ferramentas improvisadas começava a dar lugar a artefatos projetados e elaborados com finalidades específicas. O homem experimentava pela primeira vez a magia e a potência da criatividade, e materializava na complexidade do pão – um alimento composto, elaborado, e inexistente enquanto tal na natureza – o triunfo sobre o problema eterno da busca por nutrientes.

De forma bastante concreta, era pela primeira vez a mente alimentando o corpo. Uma constatação forte o bastante para tornar válida a discussão acerca do que terá de fato ocorrido: o pão nascido como filho primogênito do homem criativo; ou o próprio homem criativo ter vivido seu primeiro momento através do pão.

Distanciando-se dos instintos, o homem começava a sintetizar e produzir conhecimento. Experimentava, alterava, criava. E o pão – desde a noite dos tempos, testemunha o marco desta caminhada – não apenas dava materialidade a esta vocação criativa, como também era capaz de adaptar-se aos mais diferentes contextos, sempre conservando seu papel fundamental na alimentação de todas as gerações desde então.

Símbolo maior e mais antigo da cooperação entre o divino e o humano, o pão ganha contornos de profunda sacralidade aos olhos de boa parte da população mundial, através da vida e da mensagem pregada por Jesus Cristo, 2.000 anos atrás. Intitulando-se “o Pão da Vida”, Jesus eternizou o alimento ao citá-lo no Pai Nosso, e ao instruir que através da renovação de sua santa e derradeira ceia fosse celebrada sua memória. Além disso, foi também através da multiplicação de pães que Jesus, conforme o relato bíblico, alimentou ao menos por duas vezes grandes multidões que o seguiam.

Presente e ativo ao longo de toda a história registrada do homem sobre a Terra, o pão sobreviveu a todas as evoluções tecnológicas sem jamais ver questionada sua importância – tanto na nutrição quanto na composição da própria identidade cultural de uma espécie.

Ao longo dos milênios, inúmeras civilizações fizeram suas próprias interpretações daquela receita tão simples e perfeita, gerando uma infinidade de variações deste que é o alimento humano por excelência. Todas elas, igualmente herdeiras desta parceria que não apenas serve de suporte à história humana, mas que também, sob vários aspectos, chegou mesmo a defini-la.

E esta história continua a ser escrita a cada fornada preparada, dia após dia, desde as primeiras horas da madrugada. Não existe nada de banal, portanto, no ato de levar um pedaço de pão à boca, quando este mesmo ato talvez represente a ligação mais próxima e atual com os hábitos e rituais dos primeiros ancestrais criativos, nas bases mais profundas da civilização, e de tudo aquilo que ainda significa ser humano.

Vale a pena lembrar disso durante o próximo café da manhã.

 

7 de janeiro: Dia do Leitor

Quando pequenos, ainda nas séries primárias, temos um desafio: aprender a ler e escrever. Muitas vezes, o aprendizado acontece de forma tão natural que não damos a ele a importância merecida. Esse conhecimento nos acompanhará por toda a vida, em cada momento do dia. Aprendemos as palavras simples, começamos a ler as placas do caminho de volta para casa, os livros indicados pela escola e, depois, os da faculdade.

Todavia, ao longo do tempo, tomamos gosto por um tipo de literatura em especial que nos desperta sentidos e sensações únicas. Esse hábito deve ser cultivado, é através dos livros que agregamos conhecimentos, acumulamos informações e podemos fazer o cruzamento das mesmas, aumentando a capacidade de raciocínio.

Há uma extensa gama de publicações que vai dos didáticos às ficções estrangeiras. O virar das páginas desperta curiosidade e aguça a imaginação de quem as domina, o conhecimento nasce de forma gradativa, tal como uma magia.

O costume de ler se impregna nos hábitos de quem se apaixona pelos livros. Longe deles, não há página na internet que sacie a vontade de folhear e carregar a edição companheira. A leitura é o lazer individualizado, a possibilidade de deixar fluir a própria imaginação sem restrições e sem velocidade, ao fim da estória toma-se uma lição com interpretação única, sem hiperlinks.

Os benefícios começam a aparecer no dia a dia. A leitura alivia o estresse, aumenta o vocabulário, melhora a escrita, auxilia a memória e previne doenças que atacam o cérebro como, por exemplo, o mal de Alzheimer. Várias áreas do cérebro são ativadas no momento da leitura, esse é um exercício de manutenção que nos permite uma mente sadia e com maior poder de concentração para outras atividades.

Depois de saber um pouco mais sobre os benefícios da leitura, que tal escolher um livro ou até mesmo recomeçar a ler aquele que ficou esquecido na mesa de cabeceira. Procure um assunto que lhe interesse, esteja em um lugar confortável onde ninguém possa atrapalhar, tire esse tempo para você. Curta as páginas de um bom livro e veja como ele pode mudar seu olhar sobre as coisas. Isso é conhecimento, é sabedoria!

Feliz Dia do Leitor!

Pão e Circo (Panis et Circenses)

Nutrição e entretenimento são duas necessidades humanas que sempre andaram juntas – de fato, alguém poderia dizer que uma alimenta o corpo e a outra a alma. Sob este aspecto, a citação mais famosa – e provavelmente a mais antiga – a relacioná-las é atribuída ao filósofo romano Juvenal, na 10ª das Sátiras que este escreveu no século I depois de Cristo.

Nela, o poeta critica a alienação da sociedade e afirma: “Sobre os romanos, que antes eram tão poderosos, tornaram-se escravos de prazeres corruptores e só precisam de pão e circo”.

A rigor, a política populista de distração através do Coliseu, onde o pão era distribuído gratuitamente, ficaria conhecida na História justamente como “política do Pão e Circo”, e haveria de revelar-se extremamente sufocante para a economia do Império.

Evidente que “pão”, nesta conjuntura, deve ser entendido não apenas como o alimento em si, mas de uma forma mais ampla, como o Estado provendo o sustento básico da população. E circo, obviamente, refere-se a todo tipo de diversão e distração, numa época em que mais de 180 dias ao longo do ano eram dedicados a este tipo de finalidade.

Espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, pão era distribuído gratuitamente.

Ainda que este exemplo nos remeta a uma administração distorcida destas carências populacionais, ele não deixa de ser bastante legítimo ao expressar a sede do homem para necessidades outras, que vão muito além do fisiologismo. Afinal, como disseram os Titãs, “A gente não quer só comida; a gente quer comida, diversão e arte”.

Entendendo que cultura e entretenimento são necessidades humanas tão básicas quanto a própria alimentação, uma vez que “nem só de pão vive o homem”, o blog da Pinheirense pretende dedicar diversas postagens a questões culturais, na seção Panis et Circenses.

Desde já, dicas culturais e sugestões dos leitores são muito bem-vindas.

Benefícios da leitura

Quando pequenos, ainda nas séries primárias, temos um desafio: aprender a ler e escrever. Muitas vezes, o aprendizado acontece de forma tão natural que não damos a ele a importância merecida. Esse conhecimento nos acompanhará por toda a vida, em cada momento do dia. Aprendemos as palavras simples, começamos a ler as placas do caminho de volta para casa, os livros indicados pela escola e, depois, os da faculdade.

Todavia, ao longo do tempo, tomamos gosto por um tipo de literatura em especial que nos desperta sentidos e sensações únicas. Esse hábito deve ser cultivado, é através dos livros que agregamos conhecimentos, acumulamos informações e podemos fazer o cruzamento das mesmas, aumentando a capacidade de raciocínio.

Há uma extensa gama de publicações que vai dos didáticos às ficções estrangeiras. O virar das páginas desperta curiosidade e aguça a imaginação de quem as domina, o conhecimento nasce de forma gradativa, tal como uma magia.

O costume de ler se impregna nos hábitos de quem se apaixona pelos livros. Longe deles, não há página na internet que sacie a vontade de folhear e carregar a edição companheira. A leitura é o lazer individualizado, a possibilidade de deixar fluir a própria imaginação sem restrições e sem velocidade, ao fim da estória toma-se uma lição com interpretação única, sem hiperlinks.

Os benefícios começam a aparecer no dia a dia. A leitura alivia o estresse, aumenta o vocabulário, melhora a escrita, auxilia a memória e previne doenças que atacam o cérebro como, por exemplo, o mal de Alzheimer. Várias áreas do cérebro são ativadas no momento da leitura, esse é um exercício de manutenção que nos permite uma mente sadia e com maior poder de concentração para outras atividades.

Depois de saber um pouco mais sobre os benefícios da leitura, que tal escolher um livro ou até mesmo recomeçar a ler aquele que ficou esquecido na mesa de cabeceira. Procure um assunto que lhe interesse, esteja em um lugar confortável onde ninguém possa atrapalhar, tire esse tempo para você. Curta as páginas de um bom livro e veja como ele pode mudar seu olhar sobre as coisas. Isso é conhecimento, é sabedoria!