Cuidado: muitos pães contêm azodicarbonamida

O título da matéria publicada na revista “Super Interessante” já denuncia: “Você está comendo sola de sapato no hambúrguer”. Isso porque muitas empresas utilizam uma substância chamada azodicarbonamida na fabricação de pães. Não por acaso, os sanduíches de muitos fast foods, por exemplo, têm gosto e cheiro estranhos. Link para a matéria completa: https://goo.gl/1muWbc

“O nome da substância responsável pela textura esponjosa é tão obscuro quanto sua utilização na indústria alimentícia: azodicarbonamida. O composto químico é um condicionador de massas e branqueador de farinhas que também é empregado na fabricação de tapetes de yoga, borracha para sola de sapatos, isopor e chinelos. É ele que dá resistência e leveza aos materiais.”

Ao comprar pães e sanduíches, tome cuidado, e certifique-se de que não está ingerindo essa substância, tão danosa para a saúde. Dê preferência aos produtos artesanais e isentos de conservantes e outros produtos químicos, como os da Pinheirense. Conheça os nossos produtos – pães integrais de forma e pães tipo Sueco. A receita original, da década de 1930, é mantida até os dias de hoje. 

Asma por Sulfitos

Para muitos asmáticos, a alergia a alimentos pode ser um fator desencadeador de uma crise. Os fatores mais comuns – e potencialmente mortais- que causam ataques de asma são os sulfitos, conservantes adicionados a muitos alimentos para evitar que estes estraguem ou percam sua cor e textura.

Eles são especialmente comuns em frutas secas, misturas de sopas instantâneas, vinho, cerveja e suco de uva, dentre outros. Qualquer pessoa sensível a sulfitos deve verificar cuidadosamente os rótulos dos alimentos à procura de qualquer ingrediente que o contenha – por exemplo, bissulfito de potássio- ou dióxido de enxofre. Além de desencadear um ataque de asma, os sulfitos, algumas vezes, causam anafilaxia em pessoas sensíveis a eles.

Uma xícara de café pode acabar com um ataque de asma moderado

O café e o chá são fontes de teofilina, um relaxante do músculo bronquial usado para tratar a asma de pessoas não sensíveis ao salicilato. Quem toma medicamento à base de teofilina, entretanto, não deve tomar uma grande quantidade de chá para evitar uma superdose.

Conservantes: uma faca de dois gumes a serviço da alimentação

Antes mesmo de dominar a agricultura, o homem primitivo já conhecia os problemas relacionados à (pouca) durabilidade dos alimentos. Frutas estragavam logo depois de serem colhidas ou de terem caído do pé, animais caçados apodreciam pouco depois de terem sido abatidos. Estocar era quase impossível e, por isso mesmo, as populações eram nômades, sempre migrando em busca de locais onde caça e coleta fossem mais abundantes.

Com o domínio da agricultura, no entanto, pela primeira vez passou a existir um excedente de produção e, desde então, a humanidade vem explorando novos meios de aumentar a durabilidade de tais alimentos. Os benefícios alcançados, no entanto, muitas vezes se viram atrelados a malefícios contundentes à saúde, tornando este um assunto complexo e multifacetado.

Visando esclarecer algumas dúvidas e explicar um pouco das vantagens e desvantagens relacionadas ao emprego de conservantes alimentares, o blog da Pinheirense convidou o nutricionista Renato Sippli de Moraes, responsável pela alimentação diária de mais de 300 pessoas, a falar sobre o assunto.

Pinheirense: Renato, fale um pouco, por favor, sobre a evolução das práticas de conservação de alimentos.

Renato Sippli: A conservação de alimentos é praticamente indispensável desde o domínio da agricultura, pois certos alimentos são produzidos em curtos períodos do ano, e se quisermos consumi-los em outras épocas, não há outra forma de preservá-los senão usando técnicas de conservação.

Através da observação, percebeu-se que os alimentos tendiam a durar mais quando em baixas temperaturas, e também quando desidratados. Com o domínio do fogo o homem aprendeu a defumar, enquanto populações litorâneas descobriram a salga ao enterrarem seus alimentos na areia das praias. No oriente, cerca de 2000 anos antes de Cristo, os chineses já conservavam peixes no gelo e no sal.

Na era das navegações um dos grandes problemas enfrentados foi em relação à conservação de alimentos, com diversos relatos de tripulações sofrendo por conta de intoxicações alimentares. Um problema enfrentado também pelas pessoas em terra firme, principalmente a partir do século XIX, quando boa parte da população passou a se concentrar nos grandes centros, muitas vezes distantes das áreas produtoras de alimentos.

A invenção das conservas, no fim do século XIX, antecipou empiricamente o processo de pasteurização, e ampliou bastante a lista de alimentos disponíveis. Por fim, os conservantes industrializados se tornaram importantíssimos na indústria de alimentos nas últimas décadas, pois aumentaram drasticamente o tempo de “vida útil” do alimento, comercialmente conhecido como tempo de prateleira.

Pinheirense: A necessidade do uso de conservantes cresce, portanto, conforme aumenta o distanciamento entre a produção e o consumo do alimento…

Renato Sippli: Sim, a principal função da conservação de alimentos é evitar possíveis danos à saúde devido à ação de agentes químicos (oxidação), físicos (temperatura, luz) ou biológicos (microrganismos). Portanto os conservantes são usados principalmente para produzir alimentos mais seguros para os consumidores, impedindo a ação de agentes biológicos, principalmente bactérias e fungos.

Pinheirense: No entanto, sabe-se atualmente que a utilização de conservantes gera também impactos negativos sobre a saúde do consumidor. Que tipo de problema o consumo de conservantes pode gerar à saúde?

Renato Sippli: Desde a antiguidade há processos para a conservação de alimentos que se revelaram prejudiciais à saúde. Antes do uso de freezers e refrigeradores, por exemplo, a prática de armazenar carne mergulhada em gordura de porco era muito comum, o que levava esses consumidores a ingerirem quantidades enormes de gordura.

Atualmente, os perigos são outros. O uso de corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes são comprovadamente prejudiciais a saúde. Além dos casos óbvios de alergia e intolerância alimentar, outras doenças mais graves podem ser causadas pelo efeito cumulativo dos conservantes no corpo humano. Alguns deles se ligam ao DNA, provocam mutações e geram alterações celulares, que levam ao desencadeamento do câncer, principalmente no fígado, rins, intestino e estômago. Outros estudos mostram que o sistema nervoso central também é afetado pelo uso contínuo de aditivos alimentares.

Pinheirense: Apesar do distanciamento realmente grande entre centros produtores e consumidores, atualmente as possibilidades de transporte e armazenamento tornaram muito menos crítica a viagem dos alimentos até a mesa do consumidor. Em muitos casos seria possível produzir alimentos sem a adição de conservantes, desde é claro, que os produtores estivessem dispostos a sacrificar o tempo de prateleira e o alcance territorial de seus produtos. Qual sua opinião a respeito deste tipo de alimento, oferecido nos grandes centros, e produzido sem a adição de conservantes?

Renato Sippli: Não resta qualquer dúvida de que, quando preparados e armazenados com total controle higiênico, os alimentos mais seguros são aqueles produzidos sem uso de conservantes e aditivos químicos. Consumir alimentos frescos, sem a necessidade de conservantes industriais, continua sendo a forma mais saudável de se alimentar.