Aliados contra o câncer

É muito comum que pessoas com câncer percam peso. O tratamento dessa doença, principalmente a radioterapia e a quimioterapia, costumam afetar o apetite, além de provocarem náusea e outros efeitos colaterais. A cirurgia também pode influenciar, fazendo com que os pacientes percam a vontade de comer. Sendo assim, um bom nutricionista deve elaborar uma dieta ou recomendar o uso de suplementos.

Alguns alimentos são, comprovadamente, aliados no combate ao câncer:

-Maçãs, frutas silvestres, brócolis e outras verduras crucíferas, além de frutas cítricas contêm flavonoides, que atuam como antioxidantes, e ajudam a prevenir danos ao DNA das células.

-Tomates: contêm licopeno, que, segundo alguns estudos, protege contra o câncer de próstata.

-Cebola e alho: contêm compostos de enxofre que podem estimular as defesas naturais contra o câncer, além de ajudar a controlar o desenvolvimento do tumor. Os estudos sugerem que o alho pode ajudar a reduzir em até doze vezes a incidência de câncer de estômago.

-Chá verde: contém EGCG ( galato de epigalocatequina), uma catequina que pode ajudar a combater o câncer de três modos: ajuda a reduzir a formação de carcinógenos no corpo, aumenta as defesas naturais do organismo, e elimina o desenvolvimento do câncer.

-Castanha-de-caju, frutos do mar, algumas carnes e peixes, pão, trigo e arroz integral, germe de trigo e aveia: são as melhores fontes de selênio, uma arma poderosa contra o câncer. Alimentos à base de plantas, principalmente o trigo, são os grandes responsáveis por suprir o selênio na nossa alimentação.

Proteja seu fígado

Mesmo se apenas um quarto do fígado estiver saudável o suficiente para desempenhar seu papel, nosso corpo pode funcionar normalmente. Diferentemente de outros órgãos, mesmo depois de lesões graves, o fígado é capaz de se regenerar. Contudo, se ficar seriamente comprometido ou for submetido a excessos, o resultado pode ser fatal.

Doenças do fígado são comuns, mas os especialistas acreditam que podem ser prevenidas, quando é dada a devida atenção à alimentação e à higiene. As doenças mais comuns são a hepatite, a cirrose e o câncer. O risco de câncer de fígado é maior para as pessoas com cirrose ou com determinados tipos de hepatite virótica.

Todavia, o mais comum é o fígado ser afetado por tipos de câncer secundários (metastáticos) espalhados por outros órgãos. Muitas vezes, os sintomas não se manifestam até a doença estar em estágio avançado. O sintoma mais facilmente identificável é a icterícia, o amarelamento da pele e dos olhos causado pelo acúmulo de pigmentos da bile ( bilirrubina) na pele.

Proteja o seu fígado:

Faça refeições pequenas e frequentes: A alimentação de uma pessoa que está se recuperando de uma doença do fígado não deve sobrecarregar o órgão. Comidas gordurosas e de difícil digestão não são uma boa opção. Em geral, pessoas que sofrem do fígado não têm muito apetite e preferem fazer lanches pequenos e nutritivos no lugar de uma refeição principal completa.

A Pinheirense produz os pães de forma integral e tipo sueco com linhaça. Esta semente é um dos alimentos que ajuda a proteger o fígado, além de trazer outros inúmeros benefícios à saúde.

Os ácidos graxos ômega-3 parecem facilitar o processamento de gorduras no fígado. Uma alimentação rica nesses nutrientes reduz a taxa de triglicerídeos que o fígado produz, beneficiando pessoas com problemas circulatórios ou de coração. Os ácidos graxos são encontrados no salmão e em outros peixes gordurosos, nas nozes, nos grãos de soja e integrais, na semente de linhaça e no óleo de canola.

Alimentos que regeneram o fígado: O enxofre, presente principalmente em vegetais mais escuros, como a couve, o brócolis e o agrião. Um sumo de agrião e couve pode ser tomado duas vezes ao dia e tem efeitos surpreendentes. Aminoácidos como a leucina, encontrado em carnes magras, por exemplo, ou a cisteína da lentilha, do feijão branco e do grão-de-bico, também fortalecem as enzimas que limpam o organismo e ajudam a regenerar o fígado.

A fruta também tem um potencial anti-inflamatório, e alimentos de coloração arroxeada, como couve roxa ou beterraba, contribuem igualmente para que o fígado fique mais limpo. Alimentos como a rúcula, almeirão, mostarda e agrião são desintoxicantes. A substância também está presente nos seguintes chás: chapéu de couro, carqueja e boldo. A canela tem a capacidade de acelerar o metabolismo e reduzir o açúcar no sangue.

Benefícios do gengibre

Há muito tempo, o gengibre é um ingrediente relevante na medicina popular e sua popularidade é justificada pelos seus benefícios para a saúde.

As várias formas de apresentação do gengibre – bebidas não-alcoólicas ou cerveja, cápsulas e raiz de gengibre cristalizada – são remédios caseiros, para combater náusea e vômito durante as viagens. Essa prática é muito popular principalmente na Alemanha, lugar onde é considerada um tratamento aprovado pelo governo como forma de combater o enjoo em viagens e a azia. O gengibre é tão eficaz quanto os medicamentos usados na prevenção de enjoos, e não provoca a mesma sonolência.

Gengibre cristalizado ou bebidas à base de gengibre com um sabor mais acentuado aliviam os enjoos da gravidez, a náusea decorrente da intoxicação alimentar, de gastroenterite ou da quimioterapia contra o câncer. O gengibre pode ser encontrado em cápsulas para quem acha o gosto muito forte ou sente irritação na mucosa bucal.

Dor: Como bloqueia a ação da prostaglandina (uma substância química parecida com hormônio que causa infecção), o gengibre também pode ajudar as pessoas que sofrem de enxaquecas e com o problema da artrite.

Cure o resfriado com chá de gengibre:

Uma boa maneira para aliviar os calafrios e a congestão decorrentes do resfriado é preparar um chá de gengibre da seguinte maneira: deixe ferver um ou dois pedaços de raiz de gengibre por dez minutos. Acrescente uma pitada de canela para aumentar o sabor.

Fibras: proteção também contra o câncer de mama e de pâncreas

Uma alimentação saudável e equilibrada faz toda a diferença para a saúde, e isso inclui o consumo de alimentos integrais, que por serem ricos em fibras, ajudam a diminuir os níveis de colesterol e glicose, promovem sensação de satisfação, ajudam a prevenir constipação intestinal e auxiliam no controle de peso.

Algumas das fibras solúveis – pectina, farelo de aveia e outras – podem reduzir os níveis de colesterol no sangue. Por sua vez, isso reduz o risco de doenças das artérias coronárias e infartos decorrentes de aterosclerose – a formação de placas de gordura nas artérias.

Por fornecerem a sensação de saciedade e possuírem poucas calorias, ajudam a perder ou controlar o peso. A sensação de saciedade tende a desaparecer rapidamente quando as fibras passam pelo sistema digestivo. Indivíduos adultos devem consumir diariamente cerca de 25 g de fibras. Os pães integrais, além de fornecerem energia como os demais tipos de pães, são ricos em fibras e fornecem nutrientes importantes para o organismo.

Através do consumo de alimentos integrais, é possível, desde a infância, prevenir-se de doenças como a diabetes tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares, constipação intestinal etc.

Mas agora, a novidade é que a ciência acaba de associar o consumo de fibras com a prevenção de tumores no pâncreas e na mama.

 

O Colégio Imperial de Londres e da Universidade de Leeds, na Inglaterra, foi o responsável por esse estudo, que associou o consumo de fibras a uma menor incidência de tumores mamários. Para realizá-lo, os pesquisadores esmiuçaram 16 trabalhos sobre o tema. “Notamos que a ingestão diária de 10 gramas de fibras solúveis derruba em 26% o risco de o mal se desenvolver. Ainda não sabemos por que as insolúveis não promoveram o mesmo benefício”, conta Dagfinn Aune, líder do projeto.

Uma das hipóteses levantadas para explicar tal façanha é que as fibras reduziriam o estrogênio que perambula pelo sangue. É que elas prejudicam a ação de uma enzima responsável por quebrar o hormônio para facilitar sua absorção. Assim, boa parte dele vai embora junto com as fezes. Mas há um mistério: “Em pesquisas com cobaias, tanto as fibras solúveis como as insolúveis causaram esse efeito”, pondera a nutricionista oncológica Thais Manfrinato Miola, do Hospital A.C. Camargo, na capital paulista.

Já no Centro de Referência Oncológico de Aviano, na Itália, os cientistas voltaram suas atenções para a relação entre uma dieta campeã em fibras e o aparecimento de câncer no pâncreas. Para explorá-la, eles avaliaram a dieta de 326 pacientes diagnosticados com a doença e 652 indivíduos saudáveis. Foi quando notaram que o consumo da versão solúvel fez despencar em 60% a probabilidade de tumores surgirem no órgão. A insolúvel, por sua vez, diminuiu o perigo em 50%.

Ao que tudo indica, a partir do momento em que tais substâncias passam a controlar a produção e a liberação desenfreada de insulina, evitam não só o boom de células malignas nas mamas como também no pâncreas. “Isso não está 100% comprovado, mas é uma teoria que ganha força”, avalia Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. “E esse mecanismo provavelmente garante proteção contra vários outros tipos de tumores”, completa Fábio Gomes, do Inca.