Conheça a arte do bonsai

Há séculos, os japoneses levaram à perfeição a arte do bonsai. A ideia dos bonsai lhes foi inspirada pelas árvores expostas ao vento e subalimentadas, que sobreviviam, talvez um século, nas falésias e montanhas da China e do Japão.

A finalidade dos japoneses sempre foi obter árvores miniaturizadas que reproduzissem perfeitamente as árvores majestosas de seu meio ambiente. Por incrível que pareça, com frequência eram bem sucedidos podando a árvore e suas raízes à medida que cresciam.

Os verdadeiros bonsai utilizam árvores que devem viver ao ar livre durante a maior parte do ano e que só toleram curtas permanências em apartamento. No Ocidente, há uma tendência a estender a arte do bonsai a plantas tropicais suscetíveis de serem cultivadas dentro de casa.

Existem diferentes métodos de cultivo dos bonsai. Com sorte, você poderá descobrir uma verdadeira árvore em miniatura no alto de uma montanha – aliás os japoneses consideram os espécimes anões naturais os mais belos. Mas também é possível plantar uma estaca de uma árvore adulta de tamanho normal ou comprar uma arvorezinha numa floricultura.

Em ambos os casos, você só irá fazer a tutoragem bonsai quando a árvore tiver desenvolvido um caule forte. O meio mais seguro- e mais custoso- é comprar uma árvore já formada e podada. Se a cultivar a partir de sementes, ficará a seu cargo “moldá-la”. A tutoragem fundamental ocorre nos quatro primeiros anos.

Os estilos clássicos de bonsai são os seguintes:

Chokan: Estilo ereto formal. Árvore com tronco reto, que vai diminuindo de espessura gradualmente, da base ao ápice. Os ramos devem ser simétricos e bem balanceados.

Moyogi: Estilo ereto informal. Tronco sinuoso, inclinando-se em mais de uma direção à medida que progride para o ápice, embora mantendo uma posição geral mais ou menos ereta. A árvore deve dar a impressão de um movimento gracioso.

Shakan: Estilo inclinado. Tronco reto ou ligeiramente sinuoso, inclinando-se predominantemente em uma direção.

Kengai: Estilo cascata. A árvore se dirige para fora da lateral do vaso e então se movimenta para baixo, na direção da base do vaso, ultrapassando a borda do mesmo. Os vasos nesse estilo são estreitos e profundos.

Han-kengai: Estilo semi-cascata. Semelhante ao anterior, com a árvore caindo a um nível abaixo da borda do vaso, mas não chega a altura da base do vaso.Fukinagashi: Varrido pelo vento. Árvore com ramo e tronco inclinados como que moldados pela força do vento.

Pão e Circo (Panis et Circenses)

Nutrição e entretenimento são duas necessidades humanas que sempre andaram juntas – de fato, alguém poderia dizer que uma alimenta o corpo e a outra a alma. Sob este aspecto, a citação mais famosa – e provavelmente a mais antiga – a relacioná-las é atribuída ao filósofo romano Juvenal, na 10ª das Sátiras que este escreveu no século I depois de Cristo.

Nela, o poeta critica a alienação da sociedade e afirma: “Sobre os romanos, que antes eram tão poderosos, tornaram-se escravos de prazeres corruptores e só precisam de pão e circo”.

A rigor, a política populista de distração através do Coliseu, onde o pão era distribuído gratuitamente, ficaria conhecida na História justamente como “política do Pão e Circo”, e haveria de revelar-se extremamente sufocante para a economia do Império.

Evidente que “pão”, nesta conjuntura, deve ser entendido não apenas como o alimento em si, mas de uma forma mais ampla, como o Estado provendo o sustento básico da população. E circo, obviamente, refere-se a todo tipo de diversão e distração, numa época em que mais de 180 dias ao longo do ano eram dedicados a este tipo de finalidade.

Espetáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, pão era distribuído gratuitamente.

Ainda que este exemplo nos remeta a uma administração distorcida destas carências populacionais, ele não deixa de ser bastante legítimo ao expressar a sede do homem para necessidades outras, que vão muito além do fisiologismo. Afinal, como disseram os Titãs, “A gente não quer só comida; a gente quer comida, diversão e arte”.

Entendendo que cultura e entretenimento são necessidades humanas tão básicas quanto a própria alimentação, uma vez que “nem só de pão vive o homem”, o blog da Pinheirense pretende dedicar diversas postagens a questões culturais, na seção Panis et Circenses.

Desde já, dicas culturais e sugestões dos leitores são muito bem-vindas.

Esse cara, esse Thomas Pynchon

Anônimo, com uma produção pouco convencional e uma carreira literária que já dura mais de quarenta anos, Thomas Pynchon assombra o universo literário ocidental com um vigor e atualidade que, no alto de seus mais de setenta anos, deixa muito jovem escriba no chinelo.

Ao estilo dos celebres J D Salinger, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca, de quem é amigo, Thomas Ruggles Pynchon Jr. vem obtendo enorme êxito ao se manter um completo desconhecido desde o lançamento de seu primeiro romance- “V”-, em 1963.

De fotos, sabem-se apenas de umas poucas, todas da juventude – alguns anos atrás, durante um encontro com o poeta e ativista zen-budista Gary Snyder, Pynchon teve o cuidado de excluir-se dos registros. O mesmo com sua voz, negada até mesmo para grandes empresas de telecomunicação que lhe imploram entrevistas, mas liberada para um episódio de Os Simpsons, assim como para o trailer de seu romance, “Vício Inerente”. Felizmente, foi mais generoso com a palavra escrita, chegando a escrever positivas resenhas sobre a obra de Gabriel García Márquez, Rubem Fonseca e autores menos graduados que porventura vieram a lhe agradar.

Se sua produção parece reduzida pela quantidade de títulos, é bom que se saiba que, totalizados, os livros de Pynchon bem impressionam pelo volume de páginas. O mundaréu narrativo desse americano resvala na insubordinação narrativa e linguística de um James Joyce, mas com um princípio de incerteza quântica, isto é, tudo é voltado à incerteza.

Aparentemente, não há outra forma de criar uma literatura que historicamente tenha sobrevivido às paródias de um Cervantes e a reinvenção construtiva da organização tomista em Vladimir Nabokov, e Pynchon prima magistralmente ao extrair tempo, construções de ambiente e mesmo linearidade de seus trabalhos, onde o luxuriante e sua óbvia erudição nos convidam a um passeio que pode até parecer difícil à primeira vista, mas que nos são tão comuns, principalmente agora, que simplesmente nos é impossível não buscar mais esse referencial no que tange ao idioma criativo contemporâneo.

Sua obra, quase que inteira, encontra-se vertida para o português. “V”, seu romance de estreia, ganhou tradução de Marcos Santarrita, no começo da década de 80, à época, com um atraso de quase vinte anos da sua publicação original. A então casa editorial de Pynchon no Brasil, a Editora Paz e Terra, é, com seu quadro diretor composto por nomes como Antonio Houaiss, Antonio Callado e Antonio Candido, por si só um argumento à importância de se ler esta estranha literatura que, a princípio, parece escapar às idiossincrasias do público brasileiro.

Com os romances nas mãos, esse aparente torpor de obscuridade torna-se mais maleável, mas não se pode deixar de conferir uma obra que irá se multiplicar em histórias onde a linguagem e a narrativa submetem-se ao clima, dispensando personagens, que surgem aos borbotões, e quase poderia confundir, não fosse sua óbvia ordenação paranoica, revelada como uma empreitada narrativa ímpar.

“Vício Inerente” bem pode ser a introdução ideal a obra de Pynchon. Traduzido por Caetano Galindo, também responsável pela mais nova tradução de “Ulisses”, de James Joyce (que anteriormente já havia sido traduzido por Antonio Houaiss e pela professora Bernardina da Silva Pinheiro, e numa versão lusitana por João Palma-Ferreira), o romance é uma espécie de sequência às avessas do filme “O Grande Lebowsky”, de Ethan e Joel Coen.

Seu protagonista, um Don Quixote da cultura flower-power, Doc Sportello, é um detetive particular hippie, um tanto alucinado, temeroso da idade que está para chegar (o assombroso mundo de quem tem trinta anos e contas para pagar), envolto em situações que nunca chegam a se revelar por inteiro, como é típico na obra de Pynchon. E na vida.

Uma picaresca aventura detetivesca aos moldes de Raymond Chandler com pitadas de Ken Kesey e todo brilhante universo contracultural americano observado nos anos sessenta, manifesta-se atrasada em “Vício Inerente”, que tem sua história ambientada no cada vez mais distante começo da década de setenta, quando o Flower Power já não andava tão pulsante assim. Como é comum no trabalho de Pynchon, a trama é recheada de conspirações e conspiradores que tropeçam uns nos outros, evidenciando o caos que só uma sociedade largamente preocupada com a organização poderia gerar.

Pynchon antecipa-se como historiador do presente – creiam, tanto faz que à primeira vista o romance pareça uma bem humorada história regada a drogas, parodiando estilos e climas de tudo de bom que fez a cabeça dos jovens intelectualizados dos últimos cinquenta anos – “Vício Inerente” é mais que alegoria.

O livro chama a atenção ainda pelo seu volume. Ao contrário da produção anterior de Pynchon, este aqui não chega nem às quinhentas páginas, tendo sido lançado apenas dois anos depois de seu livro anterior, o volumoso “Against the Day”, ou “Contra o dia”.

E como não poderia deixar de ser, é novamente um nome de peso que traz Pynchon para o português: Paulo Henriques Britto cumpre a função, que além de ser sua 99ª tradução, também é a terceira vez que tem de lidar com o texto de Thomas. Antes havia sido responsável pelas traduções de “O Arco-Íris da Gravidade” e “Mason & Dixon”. Este último, um romance histórico ambientado no séc. XVIII, emulando trejeitos linguísticos que, se no original poderiam dar nó no leitor comum, no português ganhou auxílio da acadêmica Cleonice Berardinelli, certamente a maior autoridade brasileira em literatura portuguesa.

Vale a pena conhecer a obra deste americano que, ao mesmo tempo em que a América do Sul brilhava com o realismo fantástico de Márquez, Julio Cortazar, Alejo Carpentier e Manuel Scorza, entre outros, ousava uma literatura em que classificava o homem moderno como incapaz de decodificar os mistérios de uma sociedade que não cessa de produzir informação. Para Pynchon, a entropia é a única saída, ainda que para isso só nos reste o lixo, o insólito e o descartável.

Dia Mundial da Fotografia

“A fotografia sempre me espanta, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente” – Roland Barthes.

Einstein. Foto: Arthur Sasse

 

"O beijo da Times Square" - Foto: Jeff Widener

 

Phan Thi Kim Phúc. Foto: Nick Ut

 

Ayrton Senna. Foto: Evandro Teixeira

 

Passeata dos Cem Mil ( 1968). Foto: Evandro Teixeira

 

Foto: Charles C. Ebbets

 

Foto: Kevin Carter

 

Foto: Iain McMillan

 

Afghan Girl. Foto: Steve McCurry

 

Behin the Gare Saint-Lazare (1932) - Foto: Henri Cartier-Bresson

 

Êxodos - Foto: Sebastião Salgado

Banksy: por uma revolução

Banksy é o pseudônimo de um grafiteiro, diretor de cinema e ativista inglês. Artista do estêncil e do spray, é conhecido por sua irreverência, e já deixou marcas de seu trabalho em paredes de cidades do mundo inteiro, de Londres à Palestina.

Pouco se sabe sobre ele, que teria nascido em Bristol, no sul da Inglaterra, onde iniciou suas atividades. A obra de Banksy, porém, é inconfundível: ratos de guarda-chuva, macacos ameaçando dominar o mundo, inusitados sinais de trânsito e comentários mordazes sobre a sociedade contemporânea, o consumismo, as guerras e o conformismo. Sua arte em grafite conquistou fãs em toda parte.

Guerra e spray reúne o melhor de seus trabalhos e expõe alguns de seus pensamentos nas palavras do próprio Banksy. Além das obras criadas para as ruas, o livro inclui também intervenções que o artista fez em locais privados, como museus de Nova York e o zoológico de Barcelona.

5º Festival de Arte para Crianças tem início hoje

De 18 a 21 de outubro, o Governo do Estado de São Paulo promove o 5º Festival de Arte para Crianças, antigo Festival de Teatro Infantil. Neste ano, o evento será realizado em Salto (a 100 km de São Paulo), e apresenta espetáculos de diversas linguagens artísticas, destinados a jovens e crianças. Durante quatro dias, a cidade recebe atrações de teatro, circo, música e dança, de consagradas companhias como Le Plat Du Jour, Cia. Polichinelo de Teatro de Bonecos, Cantavento e Cia. Nóz de Teatro, Dança e Animação. A programação, que também inclui oficinas para o público infantil, é gratuita.

O espetáculo O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, do Grupo 59 de Teatro, abre o Festival nesta quinta (18), às 19h. A peça, inspirada na obra de Jorge Amado, conta a história do amor impossível entre um gato malhado e uma andorinha. No palco, os atores criam um jogo de cena, sem elementos cênicos, transformando a peça em uma grande brincadeira.

O Festival é realizado por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com execução da APAA – Associação Paulista de Amigos da Arte, em parceria com a Prefeitura e Secretaria da Cultura e Turismo do Município de Salto. Os espetáculos são concentrados na Sala Palma de Ouro e arredores.

Programação – Entre os destaques está a Cia. Le Plat Du Jour, umas das maiores companhias de teatro infantil do país, com a peça Chapeuzinho Vermelho. Na montagem, duas palhaças interpretam, com humor, os personagens do clássico da literatura infantil, tudo a partir de um armário cheio de chapéus. A companhia sobe ao palco na sexta (19), às 19h.

Como chegar:
De São Paulo: seguir pela Rodovia Castelo Branco até o km 78. Entrar para a Rodovia dos Bandeirantes. Seguir até o km 46,5 e pegar a saída SP 300 – Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Pegar a entrada do anel viário. No anel viário, pegar o retorno para Salto, até a Rodovia das Convenções. Seguir em frente e virar à direita na Avenida Vicente  Schivitaro e à esquerda na Rua Marechal Deodoro.

PROGRAMAÇÃO:
QUINTA-FEIRA (18/10)

SALA PALMA DE OURO
19h – O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá –
Grupo 59 de Teatro

SEXTA-FEIRA (19/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – Expresso Caracol – Cia dos Pés
14h – As Histórias do Caixão do Zé – Cia Polichinelo de Teatro de Bonecos
19h – Chapeuzinho Vermelho – Cia Le Plat Du Jour

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Circo
Malabarístico – Irmãos Becker

OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Fios no Espaço – Oficina de Sensibilização
16h – Fios no Espaço – Oficina de Sensibilização

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – Medo, medinho, medão – Cia Conto em Cantos

SÁBADO  (20/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – Terremota
14h – Começar e Cutucar – Grupo Dança Aberta
19h – Barco Doido – Catavento

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Embarcado em tecnologia – Faces Ocultas Cia. de Dança
OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Oficina Pin Hole
16h – Oficina Pin Hole

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – Viajando com as histórias – Faz e Conta

DOMINGO (21/10)

SALA PALMA DE OURO
10h30 – O pato, a morte e a tulipa – Cia de Feitos
14h – Pop – Cia. Nóz de Teatro, Dança e Animação
19h – Gangorra

TEATRO DE RUA (ao lado da sala Palma de Ouro)
17h – Zabumba – Cia da Tribo

OFICINAS (ao lado da sala Palma de Ouro)
11h – Oficina de Máscaras
16h – Oficina de Máscaras

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS (Hall da Sala Palma de Ouro)
15h30 – No fio das histórias – Cia Conto e Cantos

Quasar Cia. de Dança interpreta álbum Elis & Tom

Em comemoração aos 60 anos do Teatro João Caetano, inaugurado em 25 de dezembro de 1952, a Quasar Cia. de Dança apresenta, entre 28 de junho e 1º de julho, “Só Tinha de Ser com Você”. A coreografia foi considerada o melhor espetáculo brasileiro de dança, em 2006, pelo jornal O Estado de São Paulo, e mais tarde, em 2008, foi a primeira representante brasileira a integrar o festival de Pina Bausch, na Alemanha.

Criada pelo coreógrafo Henrique Rodovalho, a encenação nasceu como um projeto de estudo e criação de movimentos com os dez bailarinos da companhia mineira, sem acompanhamento de trilha sonora. Para dar a carga emotiva necessária às performances, Rodovalho recorreu a um álbum clássico da música popular brasileira, “Elis & Tom”, gravado há mais de 30 anos.

O título do espetáculo foi retirado de uma das faixas do disco. “Eu fui percebendo que, à medida que a coreografia ia avançando, ficava racional demais. Faltava, de alguma forma, o lado emotivo. Foi quando achei que esse disco deveria ser a trilha do trabalho”, explica o coreógrafo.

O figurino, criado por Cássio Brasil, e o cenário, desenvolvido por Letycia Rossi, são todos brancos, para contrastar com a caixa preta do teatro, e não apresentam indicação de tempo, espaço e sexo. “O cenário tem linhas na frente e no fundo que vão descendo muito lentamente, como se fossem aquela água que vai escorrendo no vidro muito devagar. Pode ser comparado até com a relação de sentimentos que vão emergindo ao longo do espetáculo”, completa o coreógrafo.

Serviço: 
Só Tinha de Ser com VocêTeatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, Zona Sul, São Paulo. Tel. 5573-3774 e 5549-1744. Próximo da estação Santa Cruz do metrô. De 28 a 1º/7. 5ª a sáb., 21h. Dom., 20h. Grátis (retirar ingresso uma hora antes).

Green Sunset: Duo escocês Optimo é a atração deste sábado

A Green Sunset de maio, que acontece no próximo sábado, 26, no MIS, marca os dois anos da festa – pioneira no Brasil ao reunir, durante o período da tarde, música e arte no mesmo espaço.

A 14ª edição do evento, que vai das 16h às 22h, tem como principal atração o duo escocês Optimo. JD Twitch e JG Wilkes, ambos com mais de 20 anos de experiência como DJs, ficaram conhecidos na última década por suas apresentações memoráveis, demonstrando um espírito desobediente quando se trata de gêneros e restrições musicais.

A dupla cria uma experiência de pista que invade territórios que ultrapassam as fronteiras da música dançante convencional. Cada apresentação é diferente, catalisada pela dinâmica de um público singular – seja num porão quente do submundo da noite, na pista principal de um megaclube ou diante de um palco em um festival ao ar livre –, e tudo o que fazem brota do espírito das pessoas e do calor do momento.

Além de Optimo, apresenta-se o residente DJ Tahira. O grupo Grite Poesias completa a programação com suas intervenções lúdicas junto ao público (veiculando poesias em balões, flores, broches e adesivos). Por conta do evento, não haverá serviço de valet, pois o espaço do estacionamento será utilizado para receber o público. Esta edição conta com o apoio do British Council.

Exposições

Quem adquirir o ingresso da Green Sunset terá acesso gratuito a todas as exposições em cartaz no MIS. Nesta edição, o público poderá conferir o especial “Maio Fotografia no MIS”, que traz mostras de Andy Warhol, André Kertész, Claudio Edinger e Ozualdo Candeias.

Venda de ingressos

Os 1800 ingressos para a 14ª Green Sunset estão à venda, apenas antecipadamente, na bilheteria do MIS, pelo preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Será possível adquirir a entrada na bilheteria até as 14h do dia 26, ou até o esgotamento das mesmas. O público também poderá adquiri-los pelo site: www.ingressorapido.com.br. Neste caso, estará à venda apenas a entrada inteira (a meia deve ser adquirida somente na bilheteria do MIS). Cada pessoa tem direito a comprar cinco ingressos – que não estarão à venda no dia da festa. Na entrada, será preciso apresentar o documento de identidade. A entrada dá direito a um open bar de drinques à base de vodca.

Sobre Optimo

O duo formado por JD Twitch e JG Wilkes é responsável pela festa Optimo (Espacio), que se manteve ativa de novembro de 1997 até abril de 2010, e viu sua noite se transformar no epicentro da cena escocesa durante a residencial semanal no Sub Club, em Glasgow, amplamente considerada uma das mais importantes e seminais festas dos últimos 10 anos (Optimo já foi considerada “Festa do ano” pela revista Mixmag). Dois anos depois de encerrarem sua residência semanal, eles voltaram a fazer a festa juntos em abril, agora a cada dois meses.

Optimo primeiro ganhou reconhecimento internacional com o lançamento da coletânea How to Kill the DJ (part 2), em 2004. Este CD mixado duplo – e a aclamação que se seguiu – catapultou o duo no circuito internacional de casas noturnas e festivais. Nos anos seguintes a este lançamento, Optimo levou seu som ao redor do mundo, a países como Brasil (em 2005, no festival Campari Rock; depois em 2007 e 2011), Japão, Austrália, Croácia, Estados Unidos, Rússia e Alemanha.

Outras coletâneas se seguiram, demonstrando a aptidão do duo para criar mixes que excedem o padrão em técnica e repertório, entre eles Psyche-Out (Eskimo Recordings), 20 Years Underground (Soma), Walkabout (Endless Flight), In Order to Edit (R&S), Sleepwalk (Domino Recordings) e Fabric 52.

Antony Gormley – Corpos Presentes: exposição continua até 15 de julho, no CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil ( CCBB SP) apresenta a exposição Antony Gormley –Corpos Presentes, aberta ao público até 15 de julho. A mostra inédita ocupa os três andares e o subsolo do prédio do CCBB, com o objetivo de traçar um panorama da carreira de Antony Gormley.

A exposição ilustra a diversidade da obra do artista inglês e conta com importantes instalações, além de modelos, maquetes, gravuras, fotografias e vídeos nunca apresentados no Brasil. A intrigante instalação Event Horizon (Horizonte de Eventos) – já montada em Londres e Nova York – reúne no entorno do CCBB 31 esculturas de corpos em tamanho real ocupando espaços públicos.

Mais informações: (11) 3113 3651

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí faz concerto com repertório de obras de compositores britânicos

Com um repertório essencialmente de compositores do norte da Inglaterra, como Philip Sparke, Adan Gorb e Martin Ellerby, a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, corpo artístico da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo de São Paulo, apresenta concerto neste sábado (5), às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 meia entrada. O concerto terá a participação do saxofonista Rafael Migliani, como solista convidado.

Trazer ao Brasil importantes obras internacionais é um dos objetivos da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí. Sendo assim, o regente Dario Sotelo promove no concerto a estreia nacional de três músicas: “Abertura para madeiras”, de Philip Spark, “Meia noite em Bueno Aires”, de Adam Gorb, e “Evocações”, de Martin Ellerby. “Philip Sparke compôs essa obra somente para a seção de madeiras.

Com duas partes, ela inicia lenta e sonora, para logo em seguida assumir um caráter alegre, ressaltando algumas das principais características dos instrumentos de madeiras, a agilidade e vivacidade”, explica o maestro Sotelo.

“O solista Rafael Migliani, pertence a segunda geração de saxofonistas brasileiros formados após a vinda de Dale Underwood. Ele mostra na música de Spark todo o seu virtuosismo.. Obra empolgante, obra lírica e emocionante”, diz Sotelo.

“Meia noite em Buenos Aires” é um tango argentino, em que o compositor Gorb mostra sua visão e reflexão musical. Segundo o maestro Sotelo, a melodia é exposta com os trompetes e acompanhamento rítmico de orquestrações diversas. “Volta às ideias iniciais para logo em seguida terminar a obra em grande surpresa rápida e brilhante”. Gorb é um dos professores do Conservatório Real do norte da Inglaterra, em Manchester, bastante conhecido por sua obra “Metropoles”.

A terceira obra a ser executada pela Banda Sinfônica é a “Sinfonia nº 1”, do compositor brasileiro Edmundo Villani-Côrtes.  Foi resultado de uma encomenda do Conservatório de Tatuí, em 1997. A primeira audição da música aconteceu no mesmo ano. A Sinfonia de Villani tornou-se uma das principais obras sinfônicas do repertório brasileiro original para sopros e percussão sinfônicos. “Pode-se afirmar essa obra, em sua totalidade, reflete as visões musicais de Villani-Côrtes, estruturada de forma brilhante e virtuosa para banda. Respeitando forma tradicional da sinfonia clássica, Villani a transforma em um grande espelho e resumo de sua música”, explica Sotelo.

Encerrando o quarto concerto da temporada comemorativa dos 20 anos da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a obra “Evocações”, de Martin Ellerby. A música traz imagens de alegorias do carnaval dos arlequins, a morte de Don Quixote e todos os ideais do personagem de Crevantes. “A obra nos leva a sonhar, deixando para que cada um termine com o título e finalizando com uma caçada real, seu frenesi e brutalidade, tudo isso refletido nos cantos dos músicos ao final da obra. Esta será também a primeira execução nacional”, finaliza Sotelo.

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Dia 5 de maio, às 20h30,
Teatro Procópio Ferreira
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (estudantes, idosos e aposentados)
Mais informações:             (15) 3205 8444