Previna-se das infecções que mais ameaçam brasileiros em 2018

São seis as infecções que mais ameaçam os brasileiros em 2018: a febre amarela, dengue, zika e chikungunya, Hepatite A, sífilis, gripe e sarampo. Conheça as causas dessas doenças, e saiba como preveni-las:

Dengue, zika e chikungunya: devido a tamanha urbanização, de nada adianta tentar exterminar o mosquito transmissor dessas doenças – o Aedes aegypti. É importante combater a proliferação, descartando redutos de água parada, e minimizando o contato com o mosquito, por meio de repelentes e telas nas casas.

• Evite deixar água parada em locais propícios para a multiplicação dos mosquitos, como latas, copos plásticos, pneus, vasos de plantas, garrafas ou caixa d’água.
• Não deixe que a água da chuva se acumule nestes locais.
• Lixos devem ficar bem tampados.
• O uso de repelenteé uma ótima forma de afastar as picadas.
• Instalar redes de proteção nas portas e janelas da sua casa também pode evitar a presença do mosquito transmissor.

No caso da zika, o tratamento é de acordo com os sintomas e baseado no uso de paracetamol para febre e dor, sob orientação médica. Em relação à chikungunya, além do uso de medicação para a febre (paracetamol), entram em cena os anti-inflamatórios, para controlar as dores articulares. Em ambos os casos, não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS), devido ao risco de hemorragia. E é preciso fazer repouso absoluto e beber líquidos em abundância.

Febre Amarela: doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Prevenção: Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.

Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Hepatite A: O vírus da hepatite A é transmitido de pessoa doente para pessoa saudável, ou através de alimentos ou água contaminada. Por essa razão é mais comum em lugares com saneamento básico insuficiente. Com relação aos alimentos, os frutos do mar são especialmente propícios a transmitir a hepatte A, principalmente os moluscos que retém muita água e podem hospedar o vírus.

Existe vacinação contra a hepatite A, mas uma série de medidas, principalmente, de higiene são importantes formas de prevenção da doença. Entre elas, estão:

  1. Lavar bem as mãos antes e depois de usar o banheiro e ao cozinhar.
  2. Lavar os alimentos, antes do consumo.
  3. Cozinhar bem os frutos do mar e evitar comê-los crus ou mal cozidos.
  4. As medidas de higiene devem ser redobradas, caso existam infectados morando na mesma residência e também em ambientes como creches, escolas, restaurantes, etc.
  5. Só consumir água filtrada, fervida ou mineral (em garrafa).
  6. Evitar exposição à águas potencialmente contaminadas, como riachos, valões, ou lugares com esgoto à céu aberto.
  7. Evitar comer em ambientes nos quais não se sabe a procedência e modo de preparo dos alimentos.
  8. Conferir se os salões de beleza estão esterilizando os kits de manicure, antes de fazer qualquer procedimento, ou leve os próprios instrumentais.
Sífilis: Lesões duras, mas nem sempre doloridas nos órgãos genitais são o primeiro sintoma da sífilis. Chamadas de cancros, elas geralmente aparecem nos genitais, mas podem ocorrer também no ânus, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na planta dos pés. Mesmo sem tratamento, essas lesões costumam desaparecer em alguns dias, mas a doença continua ativa no organismo e pode provocar outros sintomas: manchas avermelhadas na pele e nas mucosas (sífilis secundária) e alterações no sistema nervoso central (sífilis terciária).
A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.
Prevenção: O uso de preservativos durante as relações sexuais é a única maneira de prevenir a doença.
Gripe: o vírus da gripe H3N2 já é o de maior circulação nos EUA, em 2018. Esse subtipo do vírus é particularmente perverso e já está amplamente difundido. E as atuais vacinas contra a gripe parecem incompatíveis a ele. Na Austrália, por exemplo, onde a temporada de gripe começa mais cedo, estima-se que as vacinas foram eficazes em apenas 10% dos casos.
A circulação global de pessoas é uma das hipóteses para explicar as quase 2 mil mortes em 2016 por H1N1, um subtipo do Influenza A, no nosso país. Esse agente teria pegado carona em viajantes no início daquele ano, e alastrando-se antes da campanha de vacinação, provocou um ataque-surpresa.
Além da vacina contra a gripe, há medidas de prevenção que podem e devem ser seguidas:
- Proteja o nariz e a boca. Cubra-os enquanto espirra ou tosse e use lenços descartáveis.
- Evite tocar a boca e o nariz.
- Lave as mãos com água e sabão e use álcool gel 70% regularmente, especialmente depois de tocar o nariz e a boca ou superfícies que possam estar contaminadas.
- Melhore a circulação de ar abrindo as janelas.
- Evite ficar por muito tempo em locais com grande aglomeração de pessoas.
- Mantenha hábitos saudáveis: coma bem, durma bem e faça exercícios.
Sarampo: Primeira do mundo a ser declarada livre do sarampo, a América agora tem oito países com notificação da doença. Em 2017, eram quatro. Foram 185 casos só nos três primeiros meses de 2018, diz a Organização Mundial de Saúde. No mesmo período de 2017, a OMS registrava 22 casos (mais muitos casos na Venezuela ainda não tinham sido confirmados). Nesse ano, a Venezuela apresenta a maioria das notificações – 159. Em seguida, estão os Estados Unidos, com 11 casos. Depois, vem o Brasil, com oito casos importados da Venezuela. Os outros 5 países com casos são: Antígua e Barbuda (1 caso), Canadá (3), Guatemala (1), México (1) e Peru (1).
A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.
A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que conferem imunidade geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéolasarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

 

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