Transtorno obsessivo compulsivo

Se a sua mente é invadida, frequentemente, por pensamentos, palavras, frases, músicas, imagens ou impulsos indesejados, que se tornam inevitáveis, você pode ser portador, de acordo com o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), de um Transtorno de Ansiedade muito comum e pouco divulgado, conhecido por Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC.

A pessoa deve procurar um médico, para saber se tem ou não o TOC, nos seguintes casos: quando há preocupações excessivas com contaminação por germes, sujeira ou doenças; necessidade de fazer as coisas de forma absolutamente perfeita, repetindo, muitas vezes, as tarefas e ações; compulsão por vários banhos ao dia, por sentir-se sujo, ou lavar as mãos compulsivamente; necessidade de verificar portas, fogão, janelas, gás, porta do carro, de forma demasiada; hábito de fazer coisas repetidamente e sem sentido, como tocar, contar, repetir números, palavras ou frases; preocupação exagerada com as coisas, de maneira que devam estar sempre simétricas, perfeitas, organizadas, alinhadas; incapacidade de jogar fora objetos, entulhando o quarto, a casa, o quintal.

O pensamento repetitivo é denominado obsessivo, e muitas vezes produz incômodo por não ser afastado pela simples vontade da pessoa. Tais pensamentos são distanciados quando são realizadas certas ações ritualísticas (compulsões).

O problema é que não existe ligação entre as obsessões e as compulsões, mas o sujeito entende que há. Por exemplo: quando o indivíduo não consegue se desfazer de um objeto por algum medo, e o entulha em casa, este pensamento recorrente produz a ação de entulhar, e depois de várias ações desta natureza, que suprimem o pensamento obsessivo, o sujeito acredita ser esta a solução.

Outro exemplo: se a pessoa entende que está sendo contaminada por germes ao tocar em uma toalha, ou pano, ou camisa de outra pessoa, e lavando as mãos em seguida, esses pensamentos param, este comportamento tende a aumentar de frequência, como se fosse a solução para o problema. Na realidade, as compulsões apenas aliviam os pensamentos recorrentes, mas não são capazes de resolver o problema, pois os pensamentos sempre voltam. O que fazer, então?

O primeiro passo é procurar um médico competente para fornecer um diagnóstico preciso de TOC. No Brasil, o médico competente é o psiquiatra. Uma vez diagnosticado, o paciente deve seguir as orientações médicas, e procurar fazer um tratamento psicológico concomitantemente, para que aumente a probabilidade de um bom resultado.

O tratamento psicológico do TOC tende, entre outras coisas, a elucidar o paciente sobre os PNAs, isto é, Pensamentos Negativos Automáticos, ou falsas crenças, como por exemplo: se outros se desfazem de coisas, e não lhes acontece nada de mau, por que me aconteceria?

É importante se informar sobre as descargas hormonais, como adrenalina, noradrenalina e glicocorticóides pela glândula suprarrenal, quando em contato com o objeto do medo, enquanto geradoras das sensações de tremores, taquicardia, medo de morrer, aceleração na respiração, entre outros…

Se você, após ler este e outros textos, desconfiar portar o TOC, não haja fugindo ou se esquivando do problema. Encare de frente, pois este mal pode prejudicar sua vida por anos e anos, sendo, com o passar do tempo, e com o condicionamento das compulsões, cada vez mais difícil o tratamento.

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