Sorvete: fonte de vitaminas

Excelente fonte de cálcio, o sorvete apresenta uma quantidade considerável de proteína, assim como de vitamina A e riboflavina. Uma ótima escolha para fechar a refeição com uma sobremesa gelada são os sorvetes de fruta, que têm baixo teor de gordura.

Os frozen yogurts com pouca gordura também são bons substitutos para o sorvete; meia xícara com cobertura de frutas frescas e de germe de trigo torrado pode satisfazer o desejo de quem quer uma sobremesa gelada, e ainda funciona como um bom suplemento de cálcio, de vitaminas e de fibras.

Sirva seu sorvete predileto com o Pão tipo Sueco Pinheirense, que além de saboroso, é integral, livre de conservantes e produzido artesanalmente.

Salada com flores comestíveis

Muitas flores de jardim, além de comestíveis, são uma contribuição atraente e colorida para saladas, diferentes pratos e pudins. Colha-as frescas para uso imediato. Um alerta: nunca use flores que tenham sido borrifadas com qualquer espécie de pesticida. Evite plantas tóxicas como azaleias, narcisos, crisântemos, hortênsias, lírios-do-vale, oleandros, rododendros e ervilhas-de-cheiro.

Selecionamos uma receita de folhas com flores comestíveis ao molho de mel.

Dica: Sirva com o Pão tipo Sueco Pinheirense

Ingredientes: 1 unidade de endivia; 1 unidade de radicchio; 1 unidade de alface americana; 1 unidade de broto de alfafa; 1 unidade cx. de amor perfeito orgânico

Para o Molho:

1/2 xícara de vinagre branco; 3 colheres de sopa de mel; sal; semente de papoula para salpicar sobre a salada.

Modo de preparo ( molho): bater bem os ingredientes. Salpicar as sementes de papoula sobre a salada.

Se for fazer apenas uma coisa… cuide do jardim!

A jardinagem é uma daquelas raras atividades que trazem múltiplas vantagens, pois inclui exercícios de resistência, força e flexibilidade. Como?

Imagine uma manhã de primavera em que você está preparando sua horta para plantar novas sementes. Cavar a terra fortalece os músculos e cria resistência. Assim como colocar várias pás de adubo e terra no carrinho de mão, transportá-lo pelo jardim, virá-lo e remexer a terra enquanto a espalha. E quando chega a hora de plantar as mudas de flores, legumes ou verduras, você se abaixa e se alonga para enterrá-las.

Mais benefícios da jardinagem:

- Aparar a grama com um cortador ( preferencialmente manual) é um ótimo exercício de resistência;

- Catar folhas traz benefícios para a flexibilidade e a resistência;

- Transportar adubo e terra e ervas daninhas é um bom exercício de força;

- Retirar ervas daninhas é uma ótima forma de alongar músculos que ficaram duros depois de tanto tempo sentado.

Envelheça com saúde

O envelhecimento populacional é uma realidade em todo o mundo, inclusive, no Brasil. Com o tempo, a expectativa de vida da população aumentou e, juntamente com esse fato, surgiram novas questões relacionadas à saúde.

É mais do que comum encontrar homens e mulheres acima dos 50 anos de idade que continuam a atuar profissionalmente e com qualidade de vida. Contudo, muitos ainda desconsideram a importância de se manter atividades físicas regulares e hábitos de vida saudáveis.

Aproximadamente 70% dos brasileiros com mais de 50 anos são sedentários. A população desta faixa etária também é a que apresenta a maior incidência de doenças cardiovasculares, assim como lesões ortopédicas que dificultam ou incapacitam a prática de atividades físicas. A maioria das pessoas tem dúvidas sobre como, quando e quanto praticá-las para preservar a saúde sem correr riscos.

O processo natural de envelhecimento motiva a perda de pelo menos 30% das fibras musculares, além disso, já é comprovado que exercícios com resistência ajudam os 70% restantes a garantirem estabilidade e conforto. Os benefícios cardiorrespiratórios proporcionados através da atividade física são inquestionáveis, principalmente, nessa fase da vida. Entretanto, muitos se veem diante de um dilema: o exercício físico melhora o coração, mas também pode comprometer a parte óssea, muscular e ósseo-articular, visto que o aparelho locomotor também envelhece, e não adianta ter o coração funcionando bem se o joelho inchado prejudica a locomoção.

Vale lembrar que para as pessoas idosas, um programa de atividade física sem a devida precaução tem levado a uma maior incidência de patologias, como a morte súbita. Assim, a primeira providência é consultar um cardiologista para medir a pressão arterial, fazer eletrocardiograma, verificar quais são as condições orgânicas e demarcar os próprios limites.

O cardiologista irá dizer se serão necessários exames mais detalhados e específicos, o que não costuma acontecer entre 90% e 95% dos casos. Em seguida, a pessoa poderá iniciar progressivamente uma atividade física aeróbica, como caminhadas e natação. Simultaneamente, ela deve manter algum tipo de exercício de força que inclua resistência e desenvolva a coordenação.

Em suma, são inúmeros os benefícios da atividade física regular quando feita sob supervisão e respeitando a capacidade de reservas do organismo de cada indivíduo. Com mais idade, embora capaz de fazer praticamente as mesmas coisas, a pessoa conta com menos reservas. Vale lembrar que, antes de tudo, a vida saudável depende do equilíbrio.

Caviar de berinjela servido com Pão Sueco

Foto: Alessandra Pimentel

Rende 20 porções

Ingredientes:

2 berinjelas;

1 dente de alho picadinho;

limão siciliano (somente o suco);

2 colheres de azeite;

1 colher de sopa de iogurte Grego;

Sal e pimenta cayenne;

20 folhas de menta;

1 colher de chá de páprica;

Pão Sueco Pinheirense

Preparo: Com um garfo, fure várias vezes as berinjelas e coloque-as no forno, até que seu interior fique macio. Espere esfriar e, em seguida, retire sua polpa. Tente tirar o máximo de líquido, espremendo com as mãos; coloque a berinjela, o alho, limão, azeite e o iogurte no processador, até que se obtenha um patê. Adicione sal e pimenta a gosto. Decore com a menta e a páprica e sirva com o Pão tipo Sueco Pinheirense.

Conheça a auriculoterapia

A auriculoterapia é uma especialidade da Medicina Chinesa e que apresenta um sistema independente da acupuntura. Através da auriculoterapia é possível tratar cerca de 200 enfermidades, entre as quais estão: enfermidades de carácter funcional, enfermidades de carácter neurótico e psicótico: cefaleias, neurastenia, insônia e dor, etc.

Um dos mais antigos métodos terapêuticos praticados na China, a auriculoterapia já era referida nos textos antigos como o Huang Ti Nei Jing, onde se relata a estreita relação do pavilhão auricular com o resto do corpo.

Os pontos auriculares funcionam como uma memória do histórico patológico das pessoas, portanto, o diagnóstico através destes, fornece o desenvolvimento cronológico das enfermidades e a preparação para processos patológicos que ainda não se manifestaram clinicamente.

A orelha é considerada na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) um microssistema, no qual podem ser acionados, através de mecanismo reflexo, pontos relacionados aos órgãos e vísceras, tecidos e estruturas do corpo humano.

Após diagnóstico energético, os pontos auriculares puncionados através de microagulhas, sementes ou cristais, estimulam o Sistema Nervoso Central que reage de forma reflexa, produzindo alívio de dores, da ansiedade, desintoxicação, tonificando deficiências e dispersando excessos de energia, enfim, reestabelecendo o funcionamento normal do organismo.

Assim como a Acupuntura, ela promove o equilíbrio das energias Yin e Yang dos órgãos e vísceras, sendo em si uma técnica completa, porém mais simples, econômica, de rápida aplicação e destituída de efeitos colaterais.

Para algumas patologias a auriculoterapia mostrou-se superior a outras técnicas, como no caso de tratamento da obesidade e vícios, especialmente do fumo e do álcool.

Cozinha: adesivos para cobrir os azulejos

Nosso lar merece toda atenção, carinho e cuidado necessário, para que possamos desfrutá-lo com prazer e satisfação. De acordo com as possibilidades financeiras de cada pessoa, é possível, sim, deixar cada cantinho da casa muito agradável e aconchegante tanto para os seus moradores quanto para as visitas.

E a cozinha, claro, sendo um local especial da casa, onde preparamos nossos alimentos e, em muitos lares, considerada, ainda, como o local ideal para desfrutar de todas as refeições e estabelecer conversas e momentos de confraternização ao lado de parentes e amigos, merece investimentos que a deixem sempre convidativa.

Tendências atuais de decoração são os desenhos e materiais próprios para cobrir os azulejos da cozinha. Há desde estampas com apelo retrô até aquelas com imitações de ladrilho hidráulico.

As alternativas mais usadas para proteger e finalizar as paredes da cozinha continuam sendo o azulejo (ou porcelanato) e a tinta acrílica, que podem ser aplicados numa base de massa feita de cimento e areia (emboço) ou, no caso de reforma, na cerâmica existente.

Além dos fatores estéticos, a decisão sobre qual caminho seguir depende do orçamento e do tempo disponível para a obra. Se você optar por não remover o revestimento antigo, economizará a mão de obra de demolição e a retirada de entulho. Com o objetivo de evitar surpresas durante e após a reformulação, observe alguns cuidados.

Ao trocar os azulejos, verifique se a espessura do novo modelo é parecida com a do anterior para não haver necessidade de adaptar a guarnição das portas e janelas ou de substituir o acabamento dos registros hidráulicos. Já no caso de pintura ou sobreposição das peças cerâmicas, confira se a base está totalmente limpa e desengordurada.

Atenção: não pode existir infiltração ou vazamento de água, e convém retirar as unidades soltas e sem resistência mecânica (quebradiças ou com a superfície fraca).

 

Esse cara, esse Thomas Pynchon

Anônimo, com uma produção pouco convencional e uma carreira literária que já dura mais de quarenta anos, Thomas Pynchon assombra o universo literário ocidental com um vigor e atualidade que, no alto de seus mais de setenta anos, deixa muito jovem escriba no chinelo.

Ao estilo dos celebres J D Salinger, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca, de quem é amigo, Thomas Ruggles Pynchon Jr. vem obtendo enorme êxito ao se manter um completo desconhecido desde o lançamento de seu primeiro romance- “V”-, em 1963.

De fotos, sabem-se apenas de umas poucas, todas da juventude – alguns anos atrás, durante um encontro com o poeta e ativista zen-budista Gary Snyder, Pynchon teve o cuidado de excluir-se dos registros. O mesmo com sua voz, negada até mesmo para grandes empresas de telecomunicação que lhe imploram entrevistas, mas liberada para um episódio de Os Simpsons, assim como para o trailer de seu romance, “Vício Inerente”. Felizmente, foi mais generoso com a palavra escrita, chegando a escrever positivas resenhas sobre a obra de Gabriel García Márquez, Rubem Fonseca e autores menos graduados que porventura vieram a lhe agradar.

Se sua produção parece reduzida pela quantidade de títulos, é bom que se saiba que, totalizados, os livros de Pynchon bem impressionam pelo volume de páginas. O mundaréu narrativo desse americano resvala na insubordinação narrativa e linguística de um James Joyce, mas com um princípio de incerteza quântica, isto é, tudo é voltado à incerteza.

Aparentemente, não há outra forma de criar uma literatura que historicamente tenha sobrevivido às paródias de um Cervantes e a reinvenção construtiva da organização tomista em Vladimir Nabokov, e Pynchon prima magistralmente ao extrair tempo, construções de ambiente e mesmo linearidade de seus trabalhos, onde o luxuriante e sua óbvia erudição nos convidam a um passeio que pode até parecer difícil à primeira vista, mas que nos são tão comuns, principalmente agora, que simplesmente nos é impossível não buscar mais esse referencial no que tange ao idioma criativo contemporâneo.

Sua obra, quase que inteira, encontra-se vertida para o português. “V”, seu romance de estreia, ganhou tradução de Marcos Santarrita, no começo da década de 80, à época, com um atraso de quase vinte anos da sua publicação original. A então casa editorial de Pynchon no Brasil, a Editora Paz e Terra, é, com seu quadro diretor composto por nomes como Antonio Houaiss, Antonio Callado e Antonio Candido, por si só um argumento à importância de se ler esta estranha literatura que, a princípio, parece escapar às idiossincrasias do público brasileiro.

Com os romances nas mãos, esse aparente torpor de obscuridade torna-se mais maleável, mas não se pode deixar de conferir uma obra que irá se multiplicar em histórias onde a linguagem e a narrativa submetem-se ao clima, dispensando personagens, que surgem aos borbotões, e quase poderia confundir, não fosse sua óbvia ordenação paranoica, revelada como uma empreitada narrativa ímpar.

“Vício Inerente” bem pode ser a introdução ideal a obra de Pynchon. Traduzido por Caetano Galindo, também responsável pela mais nova tradução de “Ulisses”, de James Joyce (que anteriormente já havia sido traduzido por Antonio Houaiss e pela professora Bernardina da Silva Pinheiro, e numa versão lusitana por João Palma-Ferreira), o romance é uma espécie de sequência às avessas do filme “O Grande Lebowsky”, de Ethan e Joel Coen.

Seu protagonista, um Don Quixote da cultura flower-power, Doc Sportello, é um detetive particular hippie, um tanto alucinado, temeroso da idade que está para chegar (o assombroso mundo de quem tem trinta anos e contas para pagar), envolto em situações que nunca chegam a se revelar por inteiro, como é típico na obra de Pynchon. E na vida.

Uma picaresca aventura detetivesca aos moldes de Raymond Chandler com pitadas de Ken Kesey e todo brilhante universo contracultural americano observado nos anos sessenta, manifesta-se atrasada em “Vício Inerente”, que tem sua história ambientada no cada vez mais distante começo da década de setenta, quando o Flower Power já não andava tão pulsante assim. Como é comum no trabalho de Pynchon, a trama é recheada de conspirações e conspiradores que tropeçam uns nos outros, evidenciando o caos que só uma sociedade largamente preocupada com a organização poderia gerar.

Pynchon antecipa-se como historiador do presente – creiam, tanto faz que à primeira vista o romance pareça uma bem humorada história regada a drogas, parodiando estilos e climas de tudo de bom que fez a cabeça dos jovens intelectualizados dos últimos cinquenta anos – “Vício Inerente” é mais que alegoria.

O livro chama a atenção ainda pelo seu volume. Ao contrário da produção anterior de Pynchon, este aqui não chega nem às quinhentas páginas, tendo sido lançado apenas dois anos depois de seu livro anterior, o volumoso “Against the Day”, ou “Contra o dia”.

E como não poderia deixar de ser, é novamente um nome de peso que traz Pynchon para o português: Paulo Henriques Britto cumpre a função, que além de ser sua 99ª tradução, também é a terceira vez que tem de lidar com o texto de Thomas. Antes havia sido responsável pelas traduções de “O Arco-Íris da Gravidade” e “Mason & Dixon”. Este último, um romance histórico ambientado no séc. XVIII, emulando trejeitos linguísticos que, se no original poderiam dar nó no leitor comum, no português ganhou auxílio da acadêmica Cleonice Berardinelli, certamente a maior autoridade brasileira em literatura portuguesa.

Vale a pena conhecer a obra deste americano que, ao mesmo tempo em que a América do Sul brilhava com o realismo fantástico de Márquez, Julio Cortazar, Alejo Carpentier e Manuel Scorza, entre outros, ousava uma literatura em que classificava o homem moderno como incapaz de decodificar os mistérios de uma sociedade que não cessa de produzir informação. Para Pynchon, a entropia é a única saída, ainda que para isso só nos reste o lixo, o insólito e o descartável.