Combustível adulterado: como se proteger?

Dentre todos os problemas mecânicos aos quais um motorista pode vir a se sujeitar, o uso de combustível adulterado talvez seja o mais imprevisível e traiçoeiro, justamente por ser provocado deliberadamente pela má fé alheia. Ainda assim, algumas dicas podem ajudar a evitar ou minimizar os estragos causados por esta forma de corrupção que, infelizmente, se espalha por todo o território nacional.

Mantenha o tanque cheio

Problemas com combustível adulterado, na absoluta maioria dos casos, ocorrem quando o motorista se vê obrigado a abastecer fora de seu posto de confiança. Por isso, é interessante manter o tanque sempre cheio, especialmente antes de pegar a estrada. Na maioria dos casos será possível ir e voltar sem precisar abastecer. Já em viagens mais longas, procure evitar que o tanque fique abaixo da metade de sua capacidade. Assim, não apenas você terá maior autonomia para escolher o posto sem pressa, como também, em caso de adulteração, ainda poderá contar com meio tanque de combustível confiável, reduzindo possíveis danos à segurança.

Diga-me com quem andas…

Um local desconhecido, e nenhuma referência acerca de um posto confiável. E aí, como escolher um lugar seguro para abastecer?

Não há muito segredo aqui. O único jeito é prestar atenção à estrutura e, sobretudo, aos frequentadores do local. Postos de bandeira reconhecida são certamente uma boa referência, mas nem sempre representam uma garantia definitiva de qualidade. Na estrada, a presença e o fluxo de caminhoneiros geralmente é um bom sinal. Já em cidades, um bom movimento de carros com placas locais costuma ser um indicador bastante confiável.

Notou algo de estranho?

O carro vinha bem, mas pouco depois de abastecer começa a apresentar um comportamento estranho, fazendo barulho diferente, perdendo potência e funcionando de maneira irregular. O que fazer?

Bom, se você tinha ao menos meio tanque de combustível regularizado, então deverá ter condições de dirigir até o próximo ponto seguro para encostar o carro – e deve fazer isso o quanto antes. Diversas manipulações podem afetar o comportamento do carro. Desde a mais simples, adicionando álcool à gasolina, às mais prejudiciais, envolvendo a utilização de solventes e outras substâncias impróprias.

É importante parar o quanto antes, não apenas porque dependendo da contaminação o motor pode sofrer danos sérios em pouco tempo, mas também porque a diferença na densidade muitas vezes permite que os líquidos se separem dentro do tanque quando em repouso – facilitando tanto a eliminação das impurezas quanto o diagnóstico do problema.

Denuncie

Um bom mecânico saberá utilizar a mangueira de combustível para coletar uma amostra da gasolina. Na maioria das vezes, a manipulação é grosseira a ponto de ser vista a olho nu ou percebida pelo olfato. Nestes e em todos os casos em que haja certeza sobre o delito, é de suma importância que seja feita a denúncia junto aos órgãos competentes.

Ecoturismo: opção de lazer e alternativa de desenvolvimento sustentável

 

“Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás, e sim para a frente”. Este pensamento, do filósofo Friedrich Nietzche, poderia traduzir as propostas do ecoturismo, um segmento da atividade turística que preza pela integração e interação do homem com a natureza, de maneira harmoniosa e sustentável.

Para tanto, a educação ambiental é crucial para que os adeptos desta atividade causem o menor impacto possível ao meio ambiente e consigam, de forma responsável e consciente, interagir com os patrimônios naturais e culturais.

O ecoturismo preza pela prática sustentável, uma vez que este segmento demanda a conservação da biodiversidade e utiliza os recursos naturais, culturais e sociais de forma planejada e racional.

A correria, o estresse e o consumismo desenfreado são alguns exemplos que servem para ilustrar o modo de vida atual. O ecoturismo surge como uma alternativa, uma fuga dessa realidade que tem sido questionada por aqueles que se veem encurralados, sufocados, tamanho o vazio do cotidiano e a superficialidade das relações mantidas no dia-a-dia.

Através do ecoturismo, são transmitidas curiosidades e informações relacionadas à natureza, cultura e história local, proporcionando uma integração educativa e envolvente com a região visitada.

A expressão ecoturismo é nova, surgiu na década de oitenta, e, desde então, tem chamado a atenção dos aspirantes a um estilo de vida mais saudável e dos interessados em manter uma atividade física junto à natureza. Além disso, empresários e profissionais do ramo de turismo perceberam as potencialidades desta atividade que vem crescendo rapidamente em todo mundo.

Segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o segmento cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo cresce mais de 20% e, aos poucos, órgãos e instituições ligados ao setor foram criados.

O potencial de mercado do ecoturismo no Brasil é enorme e promissor, visto que o país é privilegiado pela riqueza de ecossistemas e de biodiversidade. Já foram identificados por aqui 96 polos de ecoturismo, distribuídos entre as cinco regiões brasileiras.

Tamanha generosidade natural proporciona múltiplas opções: caminhadas, cavalgadas, mergulhos, passeios de barco ou uma simples observação da natureza.

Quatro condições básicas são necessárias para que uma atividade se classifique como ecoturismo: respeito às comunidades locais; envolvimento econômico efetivo das comunidades locais; respeito às condições naturais e conservação do meio ambiente e interação educacional – garantia de que o turista incorpore para a sua vida o que aprendeu durante a visita, gerando consciência para a preservação da natureza e dos patrimônios histórico, cultural e étnico.

Confira dicas para baixar o LDL

O LDL colesterol (low density lipoprotein), também chamado de “mau” colesterol, promove o depósito de gordura nas paredes das artérias e corresponde a 75% do total do colesterol em circulação. Quanto maior o LDL-C, maior o risco de problemas.

O LDL elevado aumenta o risco de infarto ou AVC. O nível desejado em uma amostra de sangue colhida em jejum de 12 horas (e antes do café da manhã) é de 3mmol/l ou menos.

Confira algumas maneiras de baixar o LDL:

1 – Corte as gorduras trans:

Coma legumes picados em vez de batata frita, e frutas em vez de biscoitos ou doces. Opte por margarinas cujo rótulo afirme que o produto está livre de gorduras trans. Pesquisas indicam que as gorduras trans são piores para o coração do que as gorduras saturadas, porque impulsionam os níveis do colesterol “ruim” (LDL) e diminuem o colesterol “bom” (HDL);

2 – Prepare o molho da salada:

Aposte no azeite de oliva e vinagre ou suco de limão, temperos e alho. Assim, é possível obter mais gorduras insaturadas que diminuem o colesterol, evitando as gorduras trans e saturadas dos molhos industrializados;

3- Coma mingau de cereais:

Os grãos de aveia são envoltos por betaglucana, fibra solúvel que remove o excesso de colesterol. Ingerir uma tigela (200 g) de mingau de aveia regularmente pode reduzir em 12% a 14% o LDL;

4 – Coma uma pêra todo dia pela manhã:

A pêra é rica em pectina, outra fibra solúvel que ajuda a reduzir o LDL. Outras fontes de pectina são a maçã e as frutas vermelhas;

5 – Pratique dez minutos de exercícios de força por dia:

Mulheres que praticam entre 45 e 50 minutos de exercícios de força e musculação três vezes por semana reduziram em 14% os níveis de LDL;

6 – Adicione meia colher (chá) de canela ao café antes de passá-lo:

Pesquisadores descobriram que tal quantidade (6 g) reduzia em 30% os níveis de LDL em pessoas com diabetes tipo 2;

7 – Livre-se de gorduras saturadas:

O corpo usa gorduras saturadas para produzir LDL. Consumir cheesecakes, cheeseburgers e linguiças em excesso fornece matéria-prima demais para a produção dessas ameaças ao coração.

Benefícios da pimenta

O gosto picante confere um sabor a mais a diferentes pratos, de diversas culturas. Temida por alguns e indispensável para outros, consumida na medida certa, a pimenta traz muitos benefícios à saúde.

Mais nutritiva do que o pimentão-doce, as variedades vermelhas geralmente possuem um conteúdo nutricional mais elevado do que as verdes. São excelentes fontes de antioxidantes, em especial de betacaroteno e vitamina C.

Uma pimenta-vemelha (45 g) possui cerca de 105 mg de vitamina C, mais do que o dobro da quantidade estabelecida pela Ingestão Diária Recomendada (IDR). Além disso, contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que, de acordo com alguns pesquisadores, teriam características anticancerígenas.

A pimenta também pode ajudar a aliviar a congestão nasal, e a prevenir a formação de coágulos causadores de infartos ou derrames. Além disso, ajuda na liberação de noradrenalina e adrenalina, também associadas à melhora do ânimo de pessoas deprimidas; combate a enxaqueca, por provocar a liberação de endorfinas, potentes analgésicos naturais; a pimenta também se mostra útil contra infecções, por combater as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa, mas, pelo contrário, estimula a recuperação imunológica.

Curiosidade: Um copo grande de leite funciona como antídoto para a pimenta. Para abrandar a sensação de ardência após ingerir uma pimenta picante, recomenda-se beber um copo grande de leite. Os capsaicinóides se diluem em gordura, e o leite (exceto o desnatado) contém gordura.

Ronco: muito mais que um mero incômodo

Estatísticas sugerem que 45% das pessoas roncam ao menos ocasionalmente, ao passo que uma a cada quatro adultos são roncadores habituais – a maioria homens, com algum nível de sobrepeso. Trata-se, portanto, de um tema bastante relevante, especialmente quando se tem em vista que boa parte destes roncadores crônicos sofre também de apneia do sono, tornando este um problema potencialmente letal.

Ocorre, no entanto, que o ronco é um sintoma não específico, que pode estar vinculado a um sem-número de causas, tais como idade, sobrepeso, formato e posição da mandíbula, tabagismo, consumo de álcool, menopausa e até mesmo a posição em que se dorme. Cada uma destas causas está atrelada a problemas das mais diferentes gravidades, que podem variar desde apenas um incômodo noturno, de influência decisiva para muitas crises conjugais, até o próprio risco de morte por conta de repetidas paradas respiratórias.

Desnecessário dizer, portanto, que cada caso pede um tratamento específico. Deste modo, é crucial que o roncador tenha seu caso acompanhado regularmente por um otorrinolaringologista, de forma que seja identificada e tratada a causa correta do seu problema.

Interesses comerciais e as “soluções milagrosas”

Um dos maiores riscos em relação ao problema do ronco é que, justamente por afetar e incomodar parcela tão significativa da população economicamente ativa, ele possui um potencial mercadológico bilionário. Não é de se admirar, portanto, que somente nos EUA existam mais de 300 patentes registradas de produtos que prometem eliminar o problema de maneira simples e instantânea. Da mesma forma, não chega a surpreender que na internet seja possível encontrar tantos sites recheados de matérias de teor publicitário, motivadas por razões financeiras.

Numa navegação rápida é fácil encontrar “soluções” que vão desde o uso de um anel especial a uma espécie de touca que se estende até o queixo e mantém a boca fechada durante o sono. Ainda que alguns destes produtos possam ser recomendados para casos específicos, sempre sob orientação especializada, a imensa maioria deles flutua entre os que simplesmente mascaram o sintoma sem atacarem a causa, os que não causam efeito algum e outros que podem até piorar a situação ou gerar novos problemas.

De modo simples, quando tantas causas estão ligadas a um mesmo sintoma, apenas a avaliação médica poderá identificar o tratamento mais adequado.

Hábitos recomendáveis

Existem, no entanto, hábitos saudáveis e sem contraindicações, que exercem impacto positivo na prevenção de diversas das causas do ronco. Entre eles estão a adoção de diferentes posições ao dormir, especialmente evitando ficar com a barriga virada para cima; o controle do peso corporal; a manutenção de uma rotina de exercícios orientados por profissional da área; a redução do tabagismo e do consumo de álcool; a preferência por refeições mais leves antes de dormir e o tratamento rápido de quaisquer inflamações nas vias aéreas, tão logo sejam diagnosticadas.

Sempre reforçando que, para além da adoção de hábitos mais saudáveis, o acompanhamento profissional continua sendo a única forma segura e eficaz de tratar as causas individuais do problema.

Pinheirense adota embalagens oxibiodegradáveis

A Pinheirense já iniciou a adoção de embalagens oxibiodegradáveis; por enquanto, o Pão Tradicional Tipo Sueco de 180g apresenta a nova tecnologia, que contém o aditivo D2W, o que permite a completa degradação do plástico em um período de 18 meses, contra os 500 anos do plástico comum.

Pão Tradicional Tipo Sueco, 180g

O diferencial do plástico oxibiodegradável é justamente o de acelerar a sua degradação no meio ambiente, visando o menor impacto ambiental possível.

Destacamos algumas vantagens da embalagem oxibiodegradável:

A oxibiodegradação destas embalagens não deixa nenhum tipo de resíduo nocivo ao meio ambiente;

Embalagens oxibiodegradáveis são recicláveis por processos comuns, tais como: mecânica, energética ou química;

Tais embalagens são aprovadas para contato com alimentos;

Podem ser fabricados a partir de plásticos reciclados;

Podem ser reutilizados enquanto não começarem a degradar;

Não emitem Metano em sua degradação;

Dicas de Saúde: poderosa castanha

São vários os benefícios provenientes do consumo da castanha do Pará, que pode ser consumida torrada, em doces e sorvetes, in natura, na forma de farinhas, em receitas salgadas e doces, e que está entre os seletos ingredientes utilizados pela Pinheirense na fabricação de seus produtos.

Muita rica em nutrientes, é composta por fibras, proteínas, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina e ácido fólico. As gorduras mono e poliinsaturadas presentes na castanha do Pará ajudam a reduzir os níveis de colesterol ruim do sangue (LDL), e a aumentar o bom colesterol (HDL).

Já é comprovado que também auxilia no combate à propagação do câncer, e diminui a sua incidência. Além de melhorar o sistema imunológico, ajuda a equilibrar a atuação dos hormônios da tireóide, e é um poderoso antioxidante.

Ao se mastigar apenas uma única castanha-do-pará, pode-se superproteger as unidades microscópicas do organismo, devido ao selênio, que é um mineral muito importante para se ter uma vida longa e saudável, combatendo o envelhecimento celular causado pela ação dos radicais livres.

Por causa da grande quantidade de selênio na castanha do Pará, o consumo de uma única unidade diária supre as necessidades do corpo. Justamente por ser um mineral antioxidante, o selênio combate os radicais livres, fortalece o sistema imunológico e ainda ajuda a evitar tumores.

O zinco, presente na castanha-do-pará, tem papel fundamental na produção de glóbulos brancos. Ajuda a controlar a pressão e a amenizar sintomas da tensão pré-menstrual, sem falar no potássio, um grande aliado no desenvolvimento dos músculos.

Confira a receita de arroz integral com castanha do Pará

Ingredientes:

½ xícara de chá de arroz integral;

1 xícara de chá de leite de soja;

¼ de colher de chá de noz moscada moída;

1 pitada de sal

8 castanhas do Pará picadas

Preparo:

Coloque o arroz integral, o leite de soja, a noz moscada e o sal em uma panela média;

Levar ao fogo e mexer de vez em quando; tampar a panela e reduzir o fogo;

Deixe cozinhar por 45m. Acrescentar as castanhas do Pará

Rendimento: 8 porções.

Pão: muito mais que um alimento

A história do pão é praticamente tão antiga quanto a história em si, conforme academicamente a concebemos. Afinal, quando os primeiros pães começaram a ser consumidos, há cerca de 6.000 anos, a própria Revolução Neolítica ainda estava em curso dentro da realidade de diversas povoações espalhadas pelos quatro cantos da superfície terrestre.

O domínio da agricultura e do fogo, bem como a domesticação de animais e o surgimento dos primeiros esboços de uma comunicação padronizada, tanto em desenhos quanto em fonemas, eram ainda experiências tão recentes quanto raras entre a totalidade dos habitantes da Terra. E, desde estes tempos remotos para a humanidade, o pão já alimentava parcela significativa de populações, como os egípcios, servindo também como forma de pagamento por trabalhos realizados.

As inúmeras serventias do alimento, no entanto, representam apenas a ponta visível de um iceberg muito maior. Afinal, a própria elaboração da receita, desde a obtenção da farinha e do sal até o cozimento em água e a fermentação, representa um verdadeiro marco evolutivo na trajetória da humanidade. O homem, agora estabelecido num ambiente fixo, começava a dialogar com o ambiente à sua volta, adaptando-o às suas necessidades, e não apenas fazendo o caminho inverso.

A bricolagem envolvida na aplicação de objetos naturais como ferramentas improvisadas começava a dar lugar a artefatos projetados e elaborados com finalidades específicas. O homem experimentava pela primeira vez a magia e a potência da criatividade, e materializava na complexidade do pão – um alimento composto, elaborado, e inexistente enquanto tal na natureza – o triunfo sobre o problema eterno da busca por nutrientes.

De forma bastante concreta, era pela primeira vez a mente alimentando o corpo. Uma constatação forte o bastante para tornar válida a discussão acerca do que terá de fato ocorrido: o pão nascido como filho primogênito do homem criativo; ou o próprio homem criativo ter vivido seu primeiro momento através do pão.

Distanciando-se dos instintos, o homem começava a sintetizar e produzir conhecimento. Experimentava, alterava, criava. E o pão – desde a noite dos tempos, testemunha o marco desta caminhada – não apenas dava materialidade a esta vocação criativa, como também era capaz de adaptar-se aos mais diferentes contextos, sempre conservando seu papel fundamental na alimentação de todas as gerações desde então.

Símbolo maior e mais antigo da cooperação entre o divino e o humano, o pão ganha contornos de profunda sacralidade aos olhos de boa parte da população mundial, através da vida e da mensagem pregada por Jesus Cristo, 2.000 anos atrás. Intitulando-se “o Pão da Vida”, Jesus eternizou o alimento ao citá-lo no Pai Nosso, e ao instruir que através da renovação de sua santa e derradeira ceia fosse celebrada sua memória. Além disso, foi também através da multiplicação de pães que Jesus, conforme o relato bíblico, alimentou ao menos por duas vezes grandes multidões que o seguiam.

Presente e ativo ao longo de toda a história registrada do homem sobre a Terra, o pão sobreviveu a todas as evoluções tecnológicas sem jamais ver questionada sua importância – tanto na nutrição quanto na composição da própria identidade cultural de uma espécie. Ao longo dos milênios, inúmeras civilizações fizeram suas próprias interpretações daquela receita tão simples e perfeita, gerando uma infinidade de variações deste que é o alimento humano por excelência. Todas elas, igualmente herdeiras desta parceria que não apenas serve de suporte à história humana, mas que também, sob vários aspectos, chegou mesmo a defini-la.

E esta história continua a ser escrita a cada fornada preparada, dia após dia, desde as primeiras horas da madrugada. Não existe nada de banal, portanto, no ato de levar um pedaço de pão à boca, quando este mesmo ato talvez represente a ligação mais próxima e atual com os hábitos e rituais dos primeiros ancestrais criativos, nas bases mais profundas da civilização, e de tudo aquilo que ainda significa ser humano.

Vale a pena lembrar disso durante o próximo café da manhã.

Mudanças bruscas de temperatura e as consequências para a saúde

Enfim, primavera… Passados os meses mais frios do ano, o que se espera são dias de sol, temperaturas equilibradas e, consequentemente, benefícios à saúde. Contudo, não é sempre assim, pelo menos em algumas regiões do país, onde a instabilidade climática e as mudanças bruscas de temperatura parecem cada vez mais frequentes. Com isso, é normal encontrar pessoas de todas as idades com diferentes tipos de alergia e, ou com alguma enfermidade típica de tal fenômeno.

Por isso, é preciso estar preparado para qualquer variação no tempo. Em um único dia pode chover, fazer muito calor e também muito frio, independentemente da época do ano.

Problemas de saúde relacionados ao sistema respiratório são os mais comuns, mas, no momento em que os termômetros oscilam muito, o sangue tende a ficar mais grosso, colaborando, ainda, com o surgimento de complicações cardiovasculares.

O médico Luiz Fernando Azevedo, de Nova Friburgo (RJ), explica que a saúde fica mais sensível devido a essas oscilações de temperatura, pois o organismo não está preparado para enfrentar as mudanças drásticas de temperatura. “Os transtornos mais comuns são as doenças alérgicas e as gripes, como asma e rinite. O ideal, é que as pessoas procurem ajuda médica o mais rápido possível, para que a gripe não evolua, se transformando em uma pneumonia”, explica Luiz Fernando.

Normalmente, as temperaturas ficam mais elevadas no final da manhã e, no momento em que o dia vai chegando ao fim, há uma queda considerável. Este fato prejudica o mecanismo de defesa das vias aéreas, pois desencadeia a menor movimentação dos cílios da árvore respiratória, aumentando, e muito, a facilidade de se contrair uma infecção.

Além disso, as mudanças bruscas de tempo geralmente provocam o agravamento de doenças, como bronquite e enfisemas pulmonares, causando o aumento da tosse, assim como da expectoração e falta de ar. No caso da rinite alérgica, o doente espirra mais e apresenta um aumento imediato de coriza.

Prevenção

Nada melhor que estar preparado para qualquer variação do tempo, por isso, não se esqueça do guarda-chuva e do casaco. “Para se manterem protegidas, é importante que as pessoas tenham à mão tanto roupas de frio, quanto de verão”, recomenda Fernando.

Também se deve evitar a prática de exercícios que levam à exaustão, pois consomem muito a energia do organismo, ocasionando na diminuição da defesa do corpo. O ar-condicionado também propicia o surgimento de problemas respiratórios, pois deixa o ambiente mais seco e poluído, contribuindo para a proliferação de ácaros.

Deixar as janelas abertas ajuda a manter a ventilação no local o mais natural possível. A umidade do ar no ambiente pode ser garantida com um umidificador. Para quem não pode comprá-lo, vale deixar nos cômodos do imóvel uma bacia de água, com superfície ampla.

“Manter o corpo hidratado, através da ingestão de muita água, manter uma alimentação equilibrada, e praticar alguma atividade física são maneiras simples de se prevenir das doenças típicas de climas instáveis”, diz Luiz Fernando.