Educação e Novas Tecnologias

Quando se fala em educação, muita gente a associa, ainda nos dias de hoje, com aquele padrão de ensino convencional em que o aluno é um mero receptor de informações e conceitos, repetindo fórmulas prontas e deixando as discussões e conclusões para o professor.

Contudo, de uns tempos pra cá, tal modelo ou “fórmula” de ensino-aprendizagem vem sofrendo transformações cruciais, em parte devido à ascensão e onipresença das novas tecnologias, que promovem, quando bem utilizadas, uma maior interação entre os educadores e estudantes, além de novas possibilidades de ensino ao professorado.

As Novas Tecnologias, por sua vez, já fazem parte da vida de muitas pessoas, independentemente da classe social, e mesmo que indiretamente, ao permear todos os setores da vida moderna. Mesmo naquelas escolas em que tais tecnologias ainda não se fazem presentes, tanto os alunos quanto os professores estão cientes da sua importância e influência na contemporaneidade. E, inclusive, tal convicção e consciência de que as NTICs (novas tecnologias de informação e comunicação) já são uma realidade e estão inseridas no cotidiano de muitos indivíduos, geram novos questionamentos e inquietações por parte de todos os atores sociais envolvidos no cenário da educação.

Além disso, muitos alunos e docentes fazem uso das novas tecnologias, principalmente da Internet, fora do perímetro escolar, ou seja, transferem o conteúdo educacional para além das fronteiras escolares e o utilizam mediante as NTICs.

As novas tecnologias têm contribuído para mudar os meios de ensino não somente dentro da sala de aula, através de ferramentas como o retroprojetor, datas-show, DVDs, ou do próprio computador, entre outros, mas, também, está alterando a própria sala de aula, a partir do momento em que é colocado em prática o ensino a distância.

Inicialmente, o ensino em domicílio, aquele por correspondência, era incentivado pelos correios tradicionais; em seguida, foi a vez do rádio. Os discos de vinil, assim como as fitas “K-7” também tiveram seu espaço, até o surgimento dos CDs, juntamente com a televisão e o vídeo, o que facilitou ainda mais essa forma de ensino. Hoje, é a vez da Internet, que graças a sua característica multimídia, aparece com uma variedade quase infinita de possibilidades.

Para Allan Breder, publicitário e professor universitário, é muito positiva a participação da Internet como ferramenta de acessibilidade. “A tecnologia, quando bem utilizada, encurta as distâncias e dinamiza os processos educacionais. O maior desafio é encontrar um meio termo entre o imediatismo provocado pelas novas NTICs e um aproveitamento, além do aprofundamento dos conteúdos. Através da Internet, sinto que todos sabem um pouco sobre muitas coisas e raramente possuem um conhecimento mais profundo sobre algo. É uma superficialidade que às vezes me preocupa”, comenta o docente.

Pesquisas comprovam que os jovens passam muitas horas em frente ao computador, porém, a dedicação ao estudo, à pesquisa, ao conhecimento, é mínima. A maior parte do tempo é dedicada às relações, mais precisamente aos sites de relacionamento. A grande maioria dos jovens lida melhor com relações a distância do que numa conversa onde o interlocutor esteja ao alcance dos olhos e das mãos.

Em relação aos pais e a maioria dos profissionais de educação, acontece uma adaptação à linguagem. É uma realidade geracional mais facilmente adaptável aos nativos digitais do que aos imigrantes tecnológicos. Os jovens de hoje já nasceram regidos por esta tecnologia.

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